Notas Expressas

Tivemos um enxugamento do nosso corpo de repórteres, mas estamos, aos poucos, retomando o ritmo de publicação de matérias.
(atualizado em 20 de outubro de 2007)


quarta-feira, 31 de maio de 2006

Cultura na telinha do cinema

Projeto educacional de apoio ao cinema na UnB alia diversão com ação
comunitária

por Cristiano Zaia

Se existe alguma relação entre lazer e questão social, certamente ela também se faz presente na empolgante arte do cinema, que, no caso da Universidade de Brasília, manifesta-se de forma bem criativa em prol da comunidade acadêmica. Tal tarefa fica a cargo da Diretoria de Esporte, Arte e Cultura (DEA), esforçada em propor ao público universitário da UnB, o Núcleo de Vídeo Comunitário, iniciativa sócio-cultural, criada em 1986, com o intuito de proporcionar diariamente filmes e/ou documentários de interesse acadêmico nos intervalos de aula e também de estimular debates, seminários e círculos de estudo.

A opção dos títulos e gêneros dos filmes acontece por meio dos próprios alunos, professores e funcionários, que podem sugerir por meio de um formulário quais vídeos serão rodados durante as diferentes programações divididas entre a Semana Comédia, a Animação, a Nacional, a Suspense, a Ação, a Drama, a Romance ou a Científicos. Isso quando os vários cursos da Universidade não solicitam a divulgação de filmes e de palestras educativas, fato esse que acompanhou evolutivamente a história desse projeto cinematográfico na instituição, já que, inicialmente, a iniciativa partia somente da diretoria em questão.

Segundo Débora Matias, assistente administrativa da DEA e uma das responsáveis pela realização do empreendimento, são exibidos filmes tanto nacionais quanto internacionais, sendo que o número dos brasileiros, o que geralmente se dá na abertura de cada semestre, tem aumentado justamente pela crescente repercussão junto ao gênero no país.

A programação para essa semana inclui a Semana Jorge Antunes, com o tema “Maestro Jorge Antunes, Polêmica e Modernidade”, cuja duração é de 55 minutos, durante segunda, quarta e sexta-feira e a Semana da Faculdade de Educação, sobre o “Sonho Real”, com duração de 60 minutos, na terça e na quinta-feira.

As sessões do Núcleo de Vídeos Comunitários são gratuitas e oferecidas das 12h às 14h no Anfiteatro 15 ICC Norte. No mais, diversão garantida. Vale a pena conferir.

Coluna - Futebol

O ópio do povo
por Vítor Matos

A coluna que se segue é um oferecimento a todos vocês que têm uma tia gorda, um amigo revolucionário ou um professor amargurado.
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Quando a gente pensa que já ouviu muita tolice nesse mundo afora, eis que a vida nos brinda com uma nova bizarrice. Eu julgava ― quanta inocência! ― que a sociedade brasileira já gozava de um certo grau de cultura, alguma capacidade de reflexão. Ledo engano. Alguns dos nossos compatriotas insistem em andar pra trás. Pasme, jovem leitor, ainda existem pessoas que, em plena aurora do século XXI, continuam a repetir o mesmo alquebrado discurso de décadas remotas. “O futebol é o ópio do povo”. Meu Deus! Isso é mais retrógrado que discutir se o homem pisou na Lua ou num estúdio de Hollywood. Mas não pára por aí a insensatez. Esses mesmos indivíduos ― que daqui pra diante denominarei de parlapatões ― afirmam que torcerão contra o Brasil na Copa. Tamanho disparate só poderia encontrar apoio na sua caduca ideologia. Eu e você, cidadãos de bem, nem deveríamos perder nosso tempo discutindo tal leviandade, mas tal omissão não seria de bom tom jornalístico.

Segundo os parlapatões, uma vitória no futebol alienaria nossa população a ponto dela esquecer suas mais latentes feridas. Repilo. A alegria que provém dos gramados nos arrebata de cheio, é verdade, mas o êxtase nos leva apenas a ignorar nossas agruras por um momento limitado, não eterno, o deslumbramento acaba mais cedo ou mais tarde.. Afinal, quem passa fome não esquecerá a vontade de comer por causa de mais uma estrela no peito. Quem é assaltado todo dia na porta de casa não passará a amar os gatunos porque sua Seleção sagrou-se hexacampeã. Digo mais, quem vê seus parlamentares afanando verba pública todo dia no jornal não vai pensar que a moralidade invadiu o Congresso só por causa do troféu FIFA fair play. Então, não me venha dizer que um título na Alemanha deslumbraria o povo brasileiro, deixando-o insensível à sua realidade. Na verdade, seria apenas um alívio no meio de tanto abacaxi. A Copa do Mundo funciona como as férias. Um pequeno intervalo de um mês na rotina sofrida do dia-a-dia. A diferença é que as férias são a cada ano e a Copa só de quatro em quatro. (A CLT precisa ser revista.)

Novela, isso sim, é o ópio do povo. Conheço meninas de 9 anos que já querem pôr silicone nos seios. É o futebol que faz isso? É o futebol que divulga valores distorcidos, superficiais, fúteis e materialistas na nossa sociedade? Não, amigos, a resposta é não.O futebol, pelo contrário, ensina aos meninos sem oportunidade que é possível crescer usando o talento. Mostra aos homens perdidos a importância de se lutar até os 45 do segundo tempo, por que o jogo só termina quando acaba. É o futebol, caros amigos, que faz a bandeira brasileira, esse pavilhão verde-amazônia com amarelo-queijo minas, ser reconhecida e reverenciada nos rincões mais agrestes desse mundo. É o futebol, e tão somente ele, que faz o inglês ou italiano sonharem, pelo menos por um dia, em serem brasileiros.

Anacleto Moscoso, o mestre, antes de embarcar pro Tibet (aonde pretende isolar-se numa montanha e enviar bons fluidos para nossa Seleção durante a Copa), proferiu as sábias palavras: “Dizem que o futebol é o ópio do povo? Deixe que falem. Pois, se do ópio fazem a heroína, é do futebol que vêm nossos heróis.”

P.S.: Anacleto garante que nunca usou drogas e desaconselha tal hábito.

Vítor Matos é estudante de Comunicação Social na UnB.

segunda-feira, 29 de maio de 2006

Situação política do DCE definida

Próxima quarta-feira, 31/5, a atual diretoria deixa a gestão e CEB homologa o processo eleitoral
por Guilherme Rocha

A atual administração do Diretório Central dos Estudantes (DCE) deixará a gestão depois de amanhã após um mandato estendido por cinco meses. Neste mesmo dia, o Conselho de Entidade Base dos Centros Acadêmicos (CEB) homologa a Comissão que conduzirá as eleições.

O pleito deveria ter acontecido em janeiro passado, mas ocorrerá somente agora porque o CEB decidiu manter esta diretoria até a chegada dos calouros do primeiro semestre de 2006. Outro fator que retardou a eleição foi a falta de quórum no CEB, ou seja, não havia pelo menos 16 CAs, número mínimo determinado para a realização dos conselhos. Isto impediu a formação da Comissão Eleitoral.

O processo ainda será oficializado, mas, segundo Wagner Guimarães, coordenador-geral da atual diretoria do DCE, já há algumas definições. As inscrições se darão até o dia 15/6, sendo a votação na primeira semana de julho e as campanhas das chapas não poderão gastar mais do que 15 salários mínimos (R$ 5250,00).

domingo, 28 de maio de 2006

Editorial

O Centro Acadêmico de Comunicação está com nova diretoria. É também uma equipe diversificada, como a anterior, com estudantes de diversos semestres. A expectativa é a de que não ocorra o que aconteceu com a gestão Realiza, quando o número de membros foi bastante reduzido.

Essa gestão do CACOM fez um bom trabalho. Engajou o CA em encontros de estudantes de Comunicação como o EBECOM; organizou duas Semanas dos Calouros para receber os alunos novatos; criou o Canal 4, grupo de comunicação do qual este Blog faz parte. Porém, o desfacelamento da diretoria prejudicou o tratamento de outras questões.

E há muita coisa a ser feita. Disponibilizar computadores equipados para os trabalhos acadêmicos, motivar os alunos para os Movimentos Estudantis e dar maior suporte para a rádio universitária, a RALACOCO, são apenas alguns dos desafios da Chapa 15.

Agora, estamos sob nova direção.

Publicado novamente às 22:40 com retificações.

sábado, 27 de maio de 2006

Sob nova direção

por Guilherme Rocha

Ontem foi empossada a nova diretoria do Centro Acadêmico deComunicação (CACOM). A Chapa 15 concorreu sozinha e dependia da aprovação dos estudantes.

A presidente do CACOM é Bárbara Libânio, segundo semestre de Publicidade, com Gabriel Castro, terceiro semestre de Jornalismo na vice-presidência.

A curto prazo, a diretoria pretende buscar soluções para o Laboratório de Fotografia que anda "sempre dando problema", segundo Gabriel Castro. Uma das alternativas seria a criação de convênios com grupos e instituições para angariar recursos e materiais. Outra proposta é a de verificar o que falta para trazer um novo computador para o CA e, assim, fornecer um segundo micro para os alunos.

Um dos projetos mais ambiciosos é a pressão para contratação de professores, os quais estão sempre em falta, principalmente no Departamento de Audiovisual e Publicidade (DAP).

A nova diretoria tem um ano de gestão.

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Cultura

por Janaína Valadares


As atrações gratuitas para esse fim de semana que vem vindo são:

Música

Na Praça de Alimentação do Conjunto Nacional.
Neste sábado show do Nômade Trio. Horário: 20h.
Na Fnac no ParkShopping.
Neste Domingo show das bandas: Mombojó, da cantora Céu e Móveis Coloniais de Acaju.
Horário: 17h.

Espetáculos

33º Literatura em Conjunto
No Conjunto Nacional no terceiro piso. Neste sábado das 18 às 20h.

Dança

Ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência
-Subtração de Ophélia
Nesta sexta-feira. No Teatro Plínio Marcos - Complexo Funarte atrás da torre de TV.
-ISADORA.ORB - A METÁFORA FINAL
No Teatro Plínio Marcos - Complexo Funarte atrás da torre de TV. Neste domingo às 21h.
-Brasília - Cidade em Plano
No Centro de Dança do DF, na SAN, quadra 01. Neste sábado e domingo às 21h.

Exposições

-Riscos da emoção
No Hall de entrada da Justiça Federal/TRF - SAS, Quadra 2 e 4, Blocos G e D.
Até sexta-feira das 9h às 18h.
-Nossa América Latina
Na Rayuela Livraria Bistrô - 412 Sul.
Até sábado dia vinte e sete de junho.
-Provocações
No Espaço Piloto - Ed. de Oficinas Especiais - Bloco A - Campus Universitário Darcy Ribeiro - UnB
Até quarta-feira dia 31 de maio das 12h às 19h.
-Contextos
Na Galeria de Arte Luz dos Anjos - Casa D’Itália - EQS 208/209 - entrada pelo eixo leste.Até o dia 7 de junho, de segunda a sexta-feira das 10h às 20h e sábado das 10h às 16h.

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Aqui experiência não é essencial

Agência de Comunicação do CACOM faz amanhã seu processo de admissão

Amanhã, ao meio-dia, no Auditório da Faculdade de Comunicação, a Agência de Comunicação do Centro Acadêmico de Comunicação abre espaço para a admissão de novos membros. Os interessados podem escolher entre o trabalho no FOCA, Jornal Impresso do CA; no Blog do CACOM; no Programa do CA na RALACOCO (Rádio Laboratório de Comunicação Comunitária); e na Portfólio, agência de publicidade. Estudantes de qualquer curso podem participar.

Coluna - Futebol

Questões de prioridade
por Vítor Matos

Um hexacampeonato se parece muito com a lagosta: todo mundo quer, porque é difícil de conseguir. Não é de se admirar que ambos sejam tão valiosos. A lagosta chega a custar 80 reais o quilo nas enseadas mais badaladas do nosso litoral. E o hexa, quanto vale? Leitor, seja sincero, o que você estaria disposto a pagar para que o Brasil conquiste tão sonhado título? Suponhamos, você tem um professor, argentino, diga-se de passagem. O tal é fanático por futebol, mas, que infelicidade, a Argentina vai para a final da Copa. O Brasil disputará a final com a Alemanha. O tal professor, transbordando azedume, resolve marcar a prova final para o grande dia da decisão, 9 de julho. Você reprovaria por um Hexa? Digo mais. E se sua namorada ― não necessariamente argentina ― te chamasse para apreciar um artesanato andino na Torre de Tv na hora do referido jogo? Você renunciaria à sua companheira por um Hexa? Quanto valem seis estrelas no peito para você, meu amigo?

O certo é que 300 habitantes da cidade de Weggis ― sede do Brasil na fase de preparação para o Mundial ― tiveram que pagar um preço muito alto pelo sucesso da nossa Seleção. Para que nossos craques desfrutassem de adequadas condições de trabalho, uma fazenda precisou ser destruída, e em seu lugar foi construído um moderno centro de treinamento. O problema é que nessa propriedade criava-se porcos. Três centenas deles, para ser mais exato. Todos mortos. Naquela pequena cidade cravada nos Alpes suíços, eles representavam quase 10% da população. Massacrados, chacinados, exterminados, sem direito à misericórdia. E o Greenpeace? Omisso. Fossem trezentas baleias azuis, a história era diferente.

Mas o time de Parreira deve se preocupar com outro tipo de animal, se pretende sagrar-se campeão. O Brasil vai ter de matar um leão por dia no seu caminho rumo ao hexa. Seleções fortes como a Espanha, Holanda e República Tcheca provavelmente cruzarão nossa trajetória na 2a fase. Não será surpresa para este colunista, contudo, se o nosso mais truncado duelo seja realizado contra um antigo rival. Prevejo um encontro estremecedor com a Itália. Isso me dá medo. Os italianos sabem montar um ferrolho na zaga quando nos batemos. Esse ano, para piorar, contam com um triunfo na manga. Alberto Gillardino, jovem centroavante da Azzurra, nasceu num dia auspicioso. Veio ao mundo exatamente na data em que, nos idos de 1982, Paolo Rossi desclassificava Zico & cia. da Copa da Espanha. Será Gillardino um predestinado? Vai saber. Os atacantes são como as lagostas. Quando menos se espera, estão no fundo das redes.

Vítor Matos é estudante de Comunicação Social na UnB.

terça-feira, 23 de maio de 2006

Conto

por Gabriel Castro


Foi dormir, e viu o rádio-relógio em cima da mesinha: eram 22h37. Acordou ainda sem a luz do dia,e viu as horas: 22h37. Achou engraçado, porque tinha a sensação de ter dormido algumas horas. Dormiu de novo sem olhar o rádio-relógio, que agora marcava 22h34.

Acordou com o sol se pondo, e pensou ter dormido o dia inteiro. Ainda bem que era sábado. O jornal do dia não havia chegado. Pegou qualquer coisa pra comer, e ligou a única TV do pequeno apartamento onde morava sozinho. A TV passava o mesmo filme que ele vira ontem. Estranhou. Trocou de canal, e viu as mesmas notícias da sexta-feira. O sol subia.

Depois de dois dias (nos quais teve aulas a que já havia assistido), aceitou: o tempo estava mesmo voltando. Não se espantou; apenas achou inusitado. E só ele parecia notar. Acostumou-se com a rotina.Acordou um dia na casa dos pais; sua mãe estava falando algo. Atraso, aula.

Dez anos depois, estava na infância. Os colegas eram os mesmos. O Super Nintendo e a mesma escola também estavam lá. Às vezes se lembrava do passado, da vida de universitário. Mas normalmente apenas vivia, e se esquecia por completo do que ocorrera.Desistira de entender. Não contava a ninguém por medo de parecer louco. Afinal, ninguém parecia estranhar que o tempo agora corresse para trás. Ou terá sido sempre assim?

Com um ano de idade, tinha ainda alguma consciência, que foi perdendo rapidamente. Parou de falar. Alguns meses depois, tinha dificuldade em reconhecer as pessoas. Não sabia mais os limites que o separavam do mundo. Parou de refletir.

Morreu nascendo.


Conto originalmente produzido para a disciplina Oficina de Texto

sexta-feira, 19 de maio de 2006

Cultura

Para pessoas diversas, eventos distintos
por Marco Prates
Colaboração de Thaíse Torres

Uma amostra do que acontece na cidade, neste final de semana, para gostos variados:

Estréia de “O Código Da Vinci”
Por mais que se tente, é difícil resistir ao hype mundial. Não é surpresa para ninguém que a adaptação do livro que vendeu mais de 60 milhões de exemplares chega às telas nesta sexta. Com atores consagrados – como Tom Hanks e Sir Ian McKellen (o magneto, de X-Men)-, o filme, dirigido por Ron Howard (de “Apollo 13” e “Uma Mente Brilhante”) segue o livro nas polêmicas que gera e que só servem para divulgá-lo – uma bela publicidade gratuita para a Columbia Pictures -, mas tem sido recebido friamente pela crítica. Além de risos numa cena de tensão em Cannes, o crítico do New York Times, A.O. Scott, disse: "Esta é uma das poucas adaptações de um livro que talvez tome mais tempo para assistir do que para ler". Justiça seja feita, os críticos, às vezes, não conseguem enxergar entretenimento onde há. Resta saber se este é o caso.

5º KODAMA - Convenção de Anime e Mangá do Distrito Federal
Este sábado e domingo será de festa para os fãs de anime (desenhos animados japoneses) e mangá (quadrinhos japoneses). Nos dias 20 e 21, acontece, no NDA Sênior (616 sul), a 5ª edição do KODAMA. O evento reúne admiradores de diversos pontos do país. Os otakus, como são nomeados os fãs, poderão deleitar-se em qualquer uma das salas de exibição de anime, que serão quatro, organizadas pelos grupos Anime 13, Anime DF, Otaku Sentai e Grupo Yagamia. Há concurso de animekê (karaokê de músicas dos animes), mesas de RPG, mini-concurso de desenho, curso de bonsai (compra e manuseio), de origami tridimensional e de SD (Super deformated – estilo de desenho) e muitos outros destaques. Os ingressos custarão R$ 15 por dia, na entrada do evento, já que a venda dos antecipados se esgotou. Mesmo para os menos iniciados, é interessante a presença para conhecer melhor essa parte da cultura japonesa, ou para se divertir. No local há guarda volumes, atendimento médico, informações e estabelecimentos de comidas típicas (japonesa) ou usuais. Para maiores informações, incluindo a programação, visite o site www.kodamadf.cjb.net.

Melhores do Mundo Futebol Clube
Os camaradas do grupo Melhores do Mundo não podem reclamar: são um dos únicos grupos de teatro de fato conhecidos na cidade e, mais importante, assistidos por quem não acompanha muito a cena cênica de Brasília. Não só aqui: o grupo viaja todas as sextas para o Rio de Janeiro, onde contracenam no programa Zorra Total, da Rede Globo. São pop, muito pop. E verdade seja dita, também muito engraçados. Com várias peças no currículo, conseguem “ficar no ar” durante uma longa temporada e estão sempre se reciclando e renovando as próprias peças, um privilégio raro no cenário brasiliense.

A última gargalhada da trupe surge sob a reedição da peça “Melhores do Mundo Futebol Clube”, agora com 70 minutos de duração e que explora a paixão do brasileiro pelo futebol. Não poderia faltar, neste ano em que tudo gira em torno do tema. A estréia será amanhã, às 20h, no Teatro dos Bancários, na 314/315 Sul. Ou domingo, com sessões às 20h e 22h. O ingresso custa R$ 40 e R$ 20 (meia) - ou R$15, a meia, na última sessão de domingo.

quinta-feira, 18 de maio de 2006

A Comunicação está na final do FINCA

A banda Tribolus, representante da Comunicação no VII Festival Universitário de Música Candanga Interno (Finca), foi classificada para a grande final que acontecerá amanhã.

Escolhida durante o Pré-Finca do CACOM, realizado em setembro do ano passado, a banda foi alvo de polêmica na FAC. Isso porque a Tribolus não venceu no voto popular, e sim no voto dos jurados, para representar o Centro Acadêmico. (http://cacom.blogspot.com/2005_10_01_cacom_archive.html , olhar dia 01/10/2005)

Confira a final amanhã, às 22h, no Centro Comunitário.

As seguintes bandas se apresentarão: Besouro do Rabo Branco, Diogo e a Terceira Margem, Ellen Oléria, Etno, Fernando Martins, Forró Lunar, Lá do Vinil, Metrópole Locomotiva, Ricardo Ribeiro e a Igreja Invisível, Rupestre e Xote Caxote .

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Coluna - Futebol

Um pouco de luz nas trevas
por Vítor Matos

Gotham é a cidade do Batman. Tão obscura, tenebrosa e sombria quanto seu habitante mais famoso. Sempre se está alerta, com frio e com medo em Gotham. As pessoas mal conhecem a luz do sol. Se isso não bastasse, há um bairro nas periferias de Gotham City que consegue superar com folga toda a bizarrice do resto da cidade. Falo do Narrows. Ali não existe lei. Os becos escuros te chamam pelo nome, os ratos escoltam sua caminhada. Os traficantes e maníacos tomam conta do local, quem não lhes obedece é tratado com violência. São por aquelas ruas manchadas de sangue que circulam chefões do crime organizado como o Coringa, Charada, Pingüim. A polícia, corrupta, não consegue deter o mal que vem do Narrows.

Para a triste sociedade brasileira, o Narrows é muito mais do que uma simples ficção dos quadrinhos. Basta abrirmos as páginas do jornal ou, então, nos aventurarmos por uma caminhada pela rua para descobrirmos que nossa realidade é muito mais parecida com os subúrbios de Gotham do que gostaríamos de imaginar. São Paulo, a maior e mais importante cidade do país, rui perante o caos e a desordem.

Enquanto isso, no Brasil que dá certo, Parreira enfim fechou a lista dos 23 convocados que irão ao Mundial da Alemanha. Nenhuma surpresa, pouquíssimas decepções. Uma ressalva que se faz é quanto ao grande número de meio-campistas com características defensivas em detrimento àqueles mais criativos, como o Alex. No mais, a nação está satisfeita com os eleitos e já se prepara para torcer por seus jogadores em terras germânicas.

Não é só Gotham que tem um herói, nós também gozamos desse privilégio. Enquanto Batman luta para desfazer injustiças na sua cidade, Kaká, Ronaldinho & cia. correm e suam para nos trazer pelo menos um fiapo de alegria. Alguns dizem que um eventual hexacampeonato na Alemanha serviria apenas para alienar ainda mais o povo. Eu prefiro acreditar que as conquistas no futebol jogam um pouco de luz nas trevas que nos envolvem.

Vítor Matos é estudante de Comunicação Social na UnB.

terça-feira, 16 de maio de 2006

CEB não poderá cortar energia da UnB

da Assessoria de Comunicação da UnB

O desembargador federal Antônio Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, indeferiu, na tarde desta segunda-feira, 15 de maio, o recurso movido pela Companhia Energética de Brasília (CEB) tentando derrubar a liminar que garantia o fornecimento de energia elétrica à Universidade de Brasília (UnB). Na última terça-feira, dia 9, a empresa cortou o serviço no campus por causa do não pagamento das contas dos meses de junho, julho, agosto e setembro de 2005. A dívida acumulada em R$ 3,6 milhões está em negociação entre as partes desde o fim do ano passado.

Até maio de 2005, a UnB era beneficiada pela Lei Distrital 227/92, que isentava a instituição do pagamento de tarifas de água e luz. Naquele mês, essa norma foi revogada e a UnB teve de começar a pagar. O problema é que seu orçamento não previa tal gasto, por isso o débito se acumulou até setembro. Desde outubro, porém, com esforço orçamentário e apoio do Ministério da Educação (MEC), a instituição conseguiu se manter em dia com os pagamentos – cerca de R$ 400 mil por mês.

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Comigo é no popular

Reportagem censurada pela reitoria do UniCeub
por José Alexandre de Souza,Luciane Chaves, Nathália Siqueira e Suely Quartzo, repórteres do jornal laboratório Esquina

Munido de mais uma cartada, Joaquim Roriz deixou de governar a capital Federal no final de março, declarando que não teria mais interesse em continuar carreira política. Na realidade, Roriz elabora estratégias e se prepara para ingressar em algum cargo do Congresso Nacional ou ocupar uma vaga na Câmara Legislativa do DF.

Mesmo com várias críticas, o marketing continua operante. Ele sai do Governo do Distrito Federal com boa imagem perante o eleitorado, obtendo, segundo pesquisas, cerca de 80%de aprovação, depois de 13 anos no poder e um vasto conjunto de obras como a Ponte JK, 12 viadutos, a despoluição do Lago Paranoá, o novo Centro de Convenções Ulysses Guimarães, a Barragem de Corumbá IV e, agora, a Biblioteca Pública e o Museu Nacional.

Ao mesmo tempo, deixa importantes obras inacabadas como o metrô, cuja entrega havia sido prometida para 1994 e precariedade no sistema de saúde e na educação. Nem os vários processos administrativos no Supremo Tribunal de Justiça e no Tribunal Superior Eleitoral, permitiram que ele fosse penalizado, apesar das denúncias feitas pela imprensa e peloMinistério Público. continua...

Leia a reportagem completa no site: http://www.sjpdf.org.br/extras/ceub.pdf .
O arquivo está em pdf.

domingo, 14 de maio de 2006

Editorial

A reitoria do UniCeub censurou a última edição do Esquina, jornal-laboratório dos estudantes (o correspondente ao Campus, da UnB). Uma das matérias tratava de uma análise do governo de Joaquim Roriz no DF. Roriz e a direção do Ceub têm relações comerciais e financeiras. Porém, o espanto e absurdo é maior. Até onde o Blog do CACOM apurou, a reitoria sempre lê o jornal antes da circulação. Isso é censura prévia, digno de DOI-CODI, digno da ditadura militar que este país presenciou de 1964 a 1985.

Felizmente, o assunto não morreu nesta arbitrariedade. O Sindicato dos Jornalistas já se manifestou e condenou tal situação. O SOS Imprensa, projeto da UnB de leitura crítica da mídia, já analisa o caso. Os próprios estudantes do Ceub já fizeram reivindicações e paralisações de aulas: conseguiram uma reunião com a diretoria para exigir mais liberdade para a linha editorial e a devolução dos jornais confiscados.

Um país democrático deve ter imprensa livre para atuar. Só assim teremos veículos de comunicação independentes, sem pressões externas. Só assim teremos uma imprensa fiscalizadora da sociedade e das instituições governamentais. E isso torna-se mais importante quando se trata de estudantes, isto é, dos futuros jornalistas.

sábado, 13 de maio de 2006

Cultura

por Janaína Valadares

Véspera do dia das mães
Pensando nos que não vão comemorar o dia das mães temos essa opção:
Infected Mushroom Live Local: Prainha do ASBAC
A festa começa sábado à noite e vai até domingo de tarde.

Preço: R$ 30 Ticket Normal (Unissex)/ R$ 60 Espaço Open Bar Feminino/ R$ 100 Espaço Open Bar Masculino.

DJS: Infected Mushroom LIVE! (BNE / Coast II Coast) – Israel Erez vs Duvdev (Infected Mushroom / BNE) – Israel X-Noize LIVE! (HOMmega Records) – Israel Barak vs Nadav (X-Noize / HOMmega Records) - Israel Dimitri Nakov (Spun Records) – UK John "00" Fleming (HOMmega Records/ Spun Records) – UK E-Fact LIVE! (Solar Flares / Sounds To Sunrise) – Brasil Garu (MP Recs / Sounds To Sunrise) – Brasil PsyOne (Sounds To Sunrise) - Brasil Cairy (Buttermusic) - Brasil

Back Stage OPEN BAR com : Cerveja, Skol ,Vodka, Smirnoff, Refri ,Água
Informações: 8422-3008


Já os que vão comemorar, mas querem sair só no sábado, temos essa opção:
Festa:
No Penetration
Local: Landscape Pub (CA7 lago norte)
Preço: R$ 7 até 00:30, R$ 10 após
Upperfloor -> music by lirou, pop e thays h. Mainfloor -> by isn't & the six.

Espetáculos:
Ballet Nacional de Cuba
Horário: às 20h30.
Endereço: Sala Villa-Lobos, Teatro Nacional.
Preço: R$ 130 e R$ 65 (meia), à venda nas bilheterias do Teatro Cláudio Santoro.
Informações pelo telefone: 3325-6239 e 3325-6240.

Festival Carochinha
Dia 13 João e Maria Endereço: SHC/AOS E A2/08
Local: Terraço Shopping Preço: entrada franca

As outras opções são:

Espetáculos
A Noite
Até: 14/05.
Horário: às 21h.
Endereço: Teatro da Escola Parque (EQS 307/8 Sul).
Preço: R$ 20 e R$ 10 (meia).

Contos de Alcova
Até: 28/05.
Horário: quintas às 19h, sábados às 21h e domingos às 20h.
Endereço: Teatro Goldoni, Casa D'Itália (EQS 208/9 Sul).
Preço: R$ 10 e R$ 5 (meia).

INSS – Inválidos Nacionalistas Sob Suspeita
Até: 28/05.
Horário: sextas e sábados às 21h. Domingos, às 20h.
Endereço: Teatro Caleidoscópio (CLSW 102 - bloco C – Galeria – Sudoeste - Tel: 3344-0444).
Preço: R$ 20 e R$ 10 (meia), à venda na bilheteria com uma hora de antecedência.

Lado a lado com Sondheim
Até: 28/05.
Horário: sábados às 21h e domingos às 20h.
Endereço: Teatro do CCBB (SCES, Tr. 2).
Preço: R$ 15 e R$ 7,50 (meia). Informações pelo 3310-7087.

O advogado que viu Deus, o Diabo e voltou para terra
Até: 14/05
Horário: sábado às 19h e 21h e Domingo às 18h e 20h.
Endereço: Sala Martins Penna do Teatro Nacional.
Preço: R$30 e R$15 (meia).

No Ritmo das Fábulas
Até: 30/06.
Local: Centro Cultural Banco do Brasil Endereço: SCES, Tr. 2, Lt. 22
Bairro: Asa Sul Horário: Sábado e domingo, às 17h Telefones: 310-7087 Preço: R$ 15 e R$ 7,50(meia)

Exposições:
CAL - Casa de Cultura da América Latina Estarão abrindo 3 exposições: 1. Galeria Cal: ENCARNAR (instalação/ poesia visual) – Gustavo Magalhães, Polyanna Morgana, Teca Santa Cruz e Sabrina Lopes. 2. Galeria Acervo: Vitor Mizael, Michelle Stypulkowski, Nuara Vicentini e Leopoldo Wolf. 3 Galeria de Bolso : CHEIRO (instalação)– Flavia Duarte. Até: 02/06.
Horário: terça a sexta de 12 às 20h e sábados domingos e feriados de 12 às 18h. Endereço: SCS – Quadra 04 - Edifício Anápolis (no bloco das Americanas).
Preço: entrada franca.

508 Minutos de Arte
Até: 21/05.
Horário: terça a sábado de 11h às 21h; domingos e feriados das 12h às 20h.
Endereço: Espaço Cultural Renato Russo-508 Sul.
Preço: entrada franca.

Cidades da Copa
Até: 09/07.
Horário: segunda a sábado de 10h às 22h e domingos de 12h às 18h.
Endereço: Taguatinga shopping
Preço: entrada franca.

Dias de Arte com Athos Bulcão
Até: 14/05.
Horário: sábado de 10h às 22h, domingos de 14h às 18h. Oficinas, palestras e teatro infantil aos sábados às 17h.
Endereço: Praça das Artes (1° piso) do shopping Conjunto Nacional.
Preço: entrada franca.

Emoções e Vida
Até: 21/05.
Horário: terça a sábado das 11h às 21h e domingos e feriados das 12h às 20h.
Endereço: Foyer da Sala Martins Pena do Teatro Nacional.
Preço: entrada franca.

Empirismos
Até: 11/06.
Horário: terça a domingo das 09h às 19h.
Endereço: Espaço Cultural Contemporâneo - ECCO SCN Quadra 3 Lote 5 (ao lado da concessionária JORLAN, entre o Liberty Mall e o Edifício VARIG)
Preço: entrada franca.

Flores Cores
Até: 21/05.
Horário: terça-feira a domingo das 9h às 21h.
Endereço: Galerias Picollas I e II da CAIXA Cultural - SBS Qd. 4 Lote 3/4, anexo ao edifício Matriz da Caixa.
Preço: entrada franca.

Imagem e Matriz
Até: 30/05.
Horário:
Endereço: Galeria da Faculdade Dulcina de Moraes
Preço: entrada franca.

Latomia – Galeno
Até: 21/05.
Horário: terça-feira a domingo das 9h às 21h.
Endereço: Galeria Principal - CAIXA Cultural - SBS Qd. 4 Lote 3/4, anexo ao edifício Matriz da Caixa.
Preço: entrada franca.

Metabiótica
Até: 21/05.
Horário: terça-feira a domingo das 9h às 21h.
Endereço: Galeria Principal - CAIXA Cultural - SBS Qd. 4 Lote 3/4, anexo ao edifício Matriz da Caixa.
Preço: entrada franca.

Totens
Até: 25/05.
Horário: terça-feira a domingo, das 9h às 21h.
Endereço: Galeria Pequenos Formatos (1º andar) - CAIXA Cultural - SBS Qd. 4 Lote 3/4, anexo ao edifício Matriz da Caixa.
Preço: entrada franca.

Trabalho e Trabalhadores no Brasil
Até: 14/05/2006
Horário: Terça a domingo, das 10h às 21h
Local: Centro Cultural Banco do Brasil Endereço: SCES, Tr. 2, Lt. 22 Bairro: Asa Sul
Telefones: 310-7087
Mais de 150 fotos que retratam a evolução do trabalho no país nos últimos 120 anos.

Deuses Desconhecidos - a Construção do Imaginário
Até: 24/05/2006
Horário: De segunda a sexta, das 9h às 19h
Local: Tribunal de Contas da União Endereço: Setor de Administração Federal Sul, Qd. 04, Lt. 01 Trabalhos do artista plástico Samuel Guimarães.

Provocações
Até: 31/05/2006
Horário: De segunda a sexta, das 12h às 19h
Local: Universidade de Brasília Endereço: L2 Norte Bairro: Asa Norte Exposição de trabalhos de 21 professores da UnB. (Edifício de Oficinas Especiais, Bl. A, UnB).

Para os que querem agradar as mamães à opção:
Quarta Tributos
Até: 31/05/2006
Horário: Quinta, às 19h
Endereço: SCLN 102, Bloco "C", Loja 66
Local: Melting Telefones: 326-1626
No mês de maio, em homenagem às mães, o repertório do projeto Quarta Tributos será em cima de músicas de mulheres consagradas da MPB. Elis Regina, Cássia Eller, Maria Rita, Marisa Monte, Rita Lee, entre outras grandes mulheres que fazem parte da Música Popular Brasileira.

Show especial do Roberto Carlos
Dia: 13/05
Horário: 21h
Local: Ginásio Nilson Nelson
Preço: Arquibancada R$ 25,00 , Cadeira Anel R$ 60,00 , Cadeira Vip – Tipo C R$ 120,00 Cadeira Vip – Tipo B R$ 150,00 e Cadeira Vip – Tipo A R$ 200,00.
Informações: (61) 9263.3603

Bom é isso, bom dia das mães e um ótimo fim de semana para todos.
Aproveitem as opções.

Entrevista - João Carlos Rocha

João Carlos Rocha é carioca. Ele fundou a Opus Christi, entidade conservadora católica da qual é presidente. João, que trabalha no gabinete do prefeito do Rio, César Maia, foi um militante ativo no PFL até o ano passado, quando se desligou do partido. Ele e sua organização têm sido alvo da indignação de artistas; o motivo foi o protesto organizado pela Opus Christi contra uma obra da artista plástica Márcia X. A obra, que estava sendo exibida no CCBB do Rio de Janeiro, mostrava dois pênis compostos por terços católicos. Por causa da pressão da Opus Christi, o Banco do Brasil resolveu retirar a obra da exposição, atitude que causou muita polêmica. João Carlos Rocha falou ao blog do Cacom a respeito da disputa.

por Gabriel Castro


Blog do Cacom: O que é a Opus Christi e por que resolveram intervir na exposição?
João Carlos Rocha:O Apostolado Opu Christi, no seu núcleo, é formado por jovens católicos, que praticam habitualmente as quatorze obras de misericórdia, adequam toda a sua vida a doutrina católica e procuram viver e promover a vida dentro de uma atmosfera da civilização cristã.Os nossos jovens dão exemplos da praticabilidade dos ensinamentos da Igreja Católica. Quer dizer, como nos dias de hoje se pode ser católico, praticando as obras e viabilizando a moral em sua íntegra, com austeridade, dignidade e convicção. Dentro da espiritualidade da OC a reza diária do rosário constitui uma devoção especial.Assim,desta maneira, ao tomar conhecimento de que objetos de devoção da fé católica estavam sendo utilizados de maneira fálica, não restou-nos outra opção a não ser tomar a defesa de nosso direito a uma liberdade de crença e de credo, uma vez que o nosso sentimento religioso está sendo vituperado!

BC:Na sua opinião, quais são os limites do Estado laico?
JCR: A autenticidade de um Estado está na representação democrática da maioria de seu povo. E esta representação se deve dar em todos os âmbitos. Mesmo em um estado laico, o respeito à cultura popular, às raízes, aos sentimentos da consciência popular deve ser imperiosamente resguardado. A laicidade não deve ignorar ou criar ascos com o sentimento religioso; pelo contrário, deve integrar a fé e a cidadania num ato cívico, para garantir a ordem e a manutenção dos direitos básicos. Cabe ao estado garantir uma atenção personalística ao cidadão e à Igreja garantir a cidadania e uma espiritualidade solidária a todos os segmentos autenticamente representados.

BC:O saldo do ação contra a obra de Márcia X foi positivo? Vocês pretendem continua com essas ações?
JCR: A Opus Christi pretende sempre sair em defesa da Igreja. Embora nestecaso o saldo tenha sido positivo – já obtivemos o sucesso de nossas intenções - pretendemos fazer outras ações, mesmo que fadadas aofracasso diante das leis dos homens, pois acreditamos que "diante de Deus não há heróis anônimos".

BC:Vocês receberam orientação da Igreja nesse caso ou agiram de forma autônoma?
JCR: Seguimos a orientação de nosso Pastor Cardeal D. Scheidt, que facultouaos leigos, de forma individual ou coletiva, o direito de se pronunciar, repudiar e agir em defesa de sua fé. O Cardeal, inspirado no Decreto dos Leigos de Paulo VI, estimulou a participação leiga no zelo pela Fé.

BC: É verdade que você pretende se candidatar a vereador?
JCR:Não sou filiado a nenhum partido político há mais de um ano. Embora não haja impedimentos canônicos que impeçam de representantes deInstituições Católicas serem filiados partidariamente, resolvi poriniciativa pessoal não mais integrar o quadro político partidário. Desenvolvo um trabalho de maitre à penseé em prol da civilização cristã, e neste exercício reflito e promovo a discussão ideológica macro-política objetivando subtrair as desigualdades e criando políticas publicas que seja favoráveis ao Povo Brasileiro, e estimularaos jovens de diversos segmentos políticos a auto-critica a cerca dosprincipais temas de interesse publico. Mas tudo de maneira macro, longe de engajamento real, passional.

BC: Por que saiu do PFL?
JCR: Porque pretendo me dedicar a política de maneira macro e influenciar em todos os segmentos juvenis.Mas mesmo fora do PFL, continuo respondendo pela comissão de formação política do PFL Jovem. Estou abrindo campos no PSDB, PTB e quero expandir pela Opus essa ação de humanização da política e esta fora do partido me da uma credibilidade maior.

BC:O que você acha da Opus Dei?
JCR: É uma organização da Igreja muito importante dentro da sua realidadeespecifica, uma maneira de viver o catolicismo que requer uma renúncia radical da vida pessoal para viver a fé de maneira mais intensa.

BC: E o que você achou da polêmica sobre as charges retratando Maomé?
JCR: A nossa opinião é a opinião da Igreja. Somos solidários aos nossos irmãos separados pela fé, que tiveram o seu sentimento religioso agredido. Porém, repudiamos as ações fanáticas e passionais de violência e de retaliação terrorista, colocando em grave risco a vidade inocentes.

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Um pombo no RU

Texto e foto: Thaíse Torres



Semana passada os estudantes mais atentos depararam-se com uma cena peculiar: na terça-feira um pombo jazia morto no chão do refeitório um.

O estudante de Ciências da Computação, Lavir Carvalho acha que é um descaso. “Quando perguntei o motivo da falta de funcionários me disseram que era porque muitos funcionários estavam de atestado médico em conjunto. É descaso, não tem nem gente para limpar. Falta suco, falta feijão... Depois que vi uma barata morta e em estado de decomposição e um rato andando por debaixo das cadeiras, nem me admirei muito com o pombo. Já está corriqueiro. Mas foi nojento".

Daniel Silva, estudante de Ciências Sociais, também viu o pombo. “Fiquei surpreso quando vi aquilo. Foi um baita de um descuido eles não verem o pombo. Entrar num refeitório com uma coisa desse tipo é incabível".

Por pelo menos dois dias podemos afirmar que o pombo esteve no mesmo local antes que fosse removido. Alan Borges, estudante de Jornalismo, foi quem avisou a uma funcionária. “No primeiro dia em que vi o pombo nem me incomodou tanto, mas no segundo eu fui avisar. Eles o retiraram no momento em que eu falei”.

A gerente geral, Rita de Cássia Oliveira, diz que o RU prima pela limpeza. Diz que o pombo deve ter batido em uma das janelas e morrido, mas foi retirado logo por uma equipe de limpeza. Quanto às reclamações de baratas, diz que é impossível haver baratas no restaurante “pois pagamos uma nota pela dedetização!”. Ela diz também que realmente há alguns ratos que vêm do minhocão e entram pelas frestas da janela. “Eles se escondem embaixo das refresqueiras”, mas não há perigo para os usuários do RU porque eles se escondem apenas embaixo, e não têm contato com o suco que é servido.

Rita enfatiza que os usuários podem acompanhar a limpeza dos refeitórios e que qualquer reclamação que eles tenham a fazer devem ser encaminhadas à administração.

Republicada às 15:45.

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Reitoria do UniCeub censura matéria sobre Rorizismo

por Ana Carolina Oliveira

Na Terça-feira, 9 de maio, os alunos de Comunicação Social do UniCeub foram surpreendidos com a notícia de que o Jornal Laboratório Esquina teria sido censurado pela reitoria da Universidade.

Após avaliação realizada pela reitoria, 3000 exemplares do jornal foram retidos e escondidos por conter uma matéria que faz um panorama crítico sobre o governo de Joaquim Roriz. A censura se deu sob o argumento de que o conteúdo da editoria vai contra ao interesses do UniCeub.

Os alunos, obviamente revoltados e prometendo reação, escreveram uma carta à reitoria pedindo explicações sobre o ocorrido. Ela, por sua vez, jogou a batata quente, dizendo que a situação deve ser resolvida entre os alunos e a coordenadoria do curso de Comunicação Social. A aluna Rosiene Assunção, 6° semestre de Jornalismo, revela sua indignação. “Nos esforçamos muito, viramos noites fechando o jornal, não acho justo que por interesses políticos, todo um curso de Comunicação seja prejudicado com censura”, declara.

O ato de violação à liberdade de imprensa já repercutiu na FENAJ ( Federação Nacional dos Jornalistas), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e entre os diversos cursos de Comunicação Social.

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Coluna - Futebol

Mi-nho-ca !
por Vítor Matos

Na última semana, graças à chegada de seu novo CD à praça, Chico Buarque concedeu diversas entrevistas para os cadernos de cultura país afora. Em todas suas declarações notava-se um mesmo tom, a idéia principal que permeia o atual trabalho do cantor e compositor: o Rio de Janeiro precisa revigorar-se. A cidade que outrora fascinava e hipnotizava brasileiros e estrangeiros, que carregava em torno de seu nome uma aura de beleza paradisíaca e alegria, agora testemunha de camarote a própria e melancólica ruína. Segundo Chico, o carioca precisa ouvir o clamor do subúrbio, revisitar as suas origens, apegar-se à sua genuína cultura de modo a reerguer-se como uma das grandes metrópoles do país. Para o cantor, a decadência da cidade maravilhosa culmina com o fato de que, a cada dia, é mais dominada política, econômica e culturalmente por São Paulo.

No futebol, termômetro social da nação, não seria diferente. Há muito tempo que os clubes do Rio apenas apreciam passivamente o sucesso de seus rivais paulistas. Depois que o Vasco da Gama ganhou a Copa João Havelange, em 2000, os times cariocas não conquistaram mais nada que tivesse alguma expressão. Isso sem contar que, nos últimos dez anos, Flamengo, Botafogo, Fluminense e até o próprio Vasco convivem intimamente com o fantasma do rebaixamento no Brasileirão. O Bota e o Flu, inclusive, já conheceram o gosto amargo da Segunda Divisão nesse período. Falta de dinheiro? Talvez seja essa a razão, uma vez que os clubes cariocas, que nos campeonatos ocupam apenas as últimas posições da tabela, nas listas de devedores do governo são os primeirões incontestes.

Mas, se na música Chico Buarque tenta alavancar uma reviravolta, parece que no futebol o pontapé inicial já foi dado nesse sentido. Os times do Rio dão sinais de que, a duras penas, acabaram aprendendo um pouco da lição. Mostras disso são que Vasco, Flamengo e Fluminense classificaram-se para as semifinais da Copa do Brasil. No Brasileirão, onde quatro rodadas já foram jogadas, esses mesmos três times encontram-se entre os oito primeiros colocados, sendo que o Flu é um dos líderes do certame. Será o futebol carioca uma fênix, que agora resolve ressurgir das cinzas?

De qualquer modo, se a boa fase pudesse ser personificada num só jogador, ele seria Walter Minhoca, meia do Flamengo. O craque anelídeo da Gávea vem enchendo os olhos do público e da crítica com apresentações de gala, mesclando dribles desconcertantes, passes certeiros e arrancadas fulminantes. No último domingo, no clássico contra o Botafogo, a galera rubro-negra, extasiada diante do ídolo, não conseguia deixar de entoar um dos mais belos cânticos que o Maracanã já ouviu: “MI - NHO - CA , MI - NHO -CA” . Era de arrepiar. A continuar nesse ritmo, esse será um ano de dois hexas: o da Seleção e o do Flamengo. Seria a redenção total do futebol carioca.

P.S.: Segunda-feira o Parreira divulga a lista dos 23 convocados para a Copa. Existe uma dúvida quanto à última vaga do meio-campo. Alex, Ricardinho ou Júlio Batista? Quando põe a cabeça no travesseiro, eu sei que uma vozinha sussurra na consciência do treinador: “mi-nho-ca, mi-nho-ca...”

Vítor Matos é estudante de Comunicação Social na UnB.

Artigos e colunas são de responsabilidade de seus respectivos autores, não sendo, necessariamente, a opinião deste blog.

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Começou hoje o VII FINCA

As apresentaçãos do VII Festival Universitário de Música Candanga Interno da UnB já começaram e animam o horário de almoço dos estudantes
Texto e fotos: Thaíse Torres


Igreja Invisível

O festival foi aberto pela Banda Roberto Ribeiro e a Igreja invisível, representantes de Artes Cênicas, que começaram contando com a simpatia do público que pareceu ambientar-se com o reggae da banda. A música concorrente do festival, Eu não, agradou a muitos e o público reagiu bem.

Filhos do sistema foi a segunda banda a se apresentar e agitou a platéia com a música concorrente Melhores Momentos . Todos cantaram com muita energia e emoção. “A força está dentro de você, só falta você perceber o que deve fazer” dizia uma das letras. Infelizmente os microfones não estavam bemregulados e as duas primeiras bandas tinham seus vocais um pouco abafados com relação ao som.

A terceira banda, Goballa, entrou fazendo uma performance de Peter pan e a Terra do nunca, que fez com a platéia se tornasse mais receptiva. Inovando como no ano passado, os integrantes da banda estavam fantasiados de Peter Pan, Capitão Gancho, Sininho e outros personagens da Terra do Nunca. No festival anterior, a banda, que representou o Centro acadêmico de Enfermagem, e na época era composta só por homens, tocou com seus integrantes vestidos de "enfermeiras", conseguindo além dos aplausos, muitos risos.

Goballa

Neste ano a vocalista é uma mulher, que conseguiu mostrar a voz e foi muito carismática com o grupo. A banda representa a licenciatura em computação e a música concorrente é a De Volta a Terra do Nunca.

Tocaram ainda as bandas Salamandra e Líveo representando a Antropologia e a Odontologia respectivamente, e com as músicas concorrentes Para ser feliz e Escuro. A banda Salamandra foi a que mais levou tempo para arrumar o palco para apresentação, mas também era a que tinha mais integrantes e muita simpatia.

Ao fim das apresentações, o público pôde votar na banda que mais gostou em uma mesa posicionada na saída do anfiteatro 9. A Final será no dia 19 no Centro Comunitário da UnB.

As apresentações serão realizadas todos os dias, sempre às 12h30.

domingo, 7 de maio de 2006

De onde vêm nossos estagiários?

UnB contrata um grande número de estagiários de outras instituições. Saiba os motivos
colaboração de Carolina Samorano e Juliana Braga

A Universidade de Brasília (UnB) é uma instituição de grande porte e necessita de muitas pessoas trabalhando para seu próprio funcionamento. Além de professores, é preciso de funcionários e estagiários para cuidar de assuntos burocráticos, técnicos e administrativos. Nem todos são concursados, alguns são selecionados e contratados de acordo com a demanda. O que intriga muitos membros da comunidade acadêmica é o grande número de estudantes de outros centros de ensino superior trabalhando aqui. Por que isso acontece?

O departamento de Relações Humanas da UnB responde. Segundo o departamento, os baixos salários fazem com que muitos dos estudantes da UnB não se interessem pelos cargos. Aqueles que porventura são contratados, freqüentemente recebem propostas mais vantajosas e
abandonam o emprego. " [O salário] é extremamente baixo, detalhe, há mais de três anos que não ocorre nenhum reajuste", diz a estudante e estagiária no departamento de Ciências da Computação Maria da Conceição Lima Afonso.

Há ainda outro problema. Muitos dos empregos oferecidos envolvem trabalhos que lidam com informações sigilosas da universidade, como o de Maria. Quando esses cargos eram ocupados por estudantes daqui, muitos arquivos eram adulterados. Mudava-se menções, jubilava-se
alunos. Agora o problema ainda existe, mas em menor escala.

Quem estiver interessado, deve procurar o departamento de Relações Humanas da reitoria, o qual garante que todos os currículos são analisados. Os únicos privilegiados são os alunos de baixa renda da UnB, os do grupo I.

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Cultura

Este será mais um fim de semana movimentado na capital brasileira. Temos muitas opções e, principalmente, alternativas musicais
por Thaíse Torres

Na Esplanada dos Ministérios haverá a Reunião de Plebe Rude, Os Paralamas do Sucesso, Capital Inicial e Dado Villa - Lobos no Giraffestival. Também se apresentarão as Bandas Capitão do Cerrado, 10Zero4 e Superaudio. O evento é amanhã e acontece a partir das 18:30h. Os ingressos podem ser adqüiridos em lojas Giraffas, e são trocados por 1kg de alimento não perecível.

Teremos o evento Pauta Funarte de Música Brasileira, no Complexo Cultural Funarte situado atrás da Torre de TV. Hoje o entretenimento é por conta de Roberto Corrêa com o show Cantigas Caipiras. Amanhã, ainda na Pauta Funarte será a vez de Oswaldo Amorim e Paulo André. O evento vai até o dia 21. Os ingressos estão a preços populares (R$5 a inteira e R$2 a meia) e podem ser adqüiridos na entrada. De quinta à sábado os espetáculos começam às 21h e aos domingos às 20h.

Hoje, no Projeto Praia do Tempo as bandas Zabumbazul e Xote Caixote e o Dj Jean animarão os presentes. A festa será na ASBAC, a partir das 22h, e os ingressos custam R$7 a meia.

Sábado, às 15h, teremos o 5° Rock' n' Paz. A entrada é franca. O evento contará com muitas bandas, dentre as quais ETNO, 10Zero4 e Nos Moscada. As primeiras 200 pessoas que doarem 2kg de alimento não perecível ganharão uma camiseta do evento. Para os interessados, o show será na Praça Central do Areal, atrás da Católica.

Para os Fãs de Star Wars, amanhã, no Colégio La Salle da 906 sul acontece o Jedicon, a partir das 10h. Os ingressos custam R$10 e podem ser adqüiridos na Kingdom Comics e na Pendragon. Mais informações no site www.jedicondf.rd5.net

Este fim de semana no Cine Brasília estão em cartaz os filmes Taurus e Teorema que são respectivamente, tusso e Italiano. A sala de cinema é excelente, com uma tela enorme, mas infelizmente o Cine Brasília é pouco freqüentado. Geralmente ele só lota na época dos festivais de cinema. Mas para quem quiser apreciar bons filmes, em um bom lugar, com bons preços, eu veemente recomendo o Cine Brasilia. Ele se localiza na EQS 106/107, Os ingressos custam R$6 a inteira e R$3 a meia. Para maiores informações o telefone é 3244 1660.

Mas se ainda assim, houver alguém que queira ficar em casa, para variar recomendo alugar um filme. Minha dica de hoje é o aclamado e famosíssimo Musical Hair. Para quem gosta de bons musicais, este é um prato cheio! Agora, se você cansou de filmes, coloque uma música que te agrade, pegue um bom livro e leia, porque ler nunca é demais.

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Nota

O PSOl, Partido Socialismo e Liberdade, anunciou hoje alguns dos nomes que concorrerão nas próximas eleições do Distrito Federal. Antônio Carlos de Andrade, que foi secretário de Administração do GDF e administrador de Brasília no governo de Cristovam Buarque, é a aposta do partido para o cargo de governador.

A deputada Federal Maninha, também do PSOL, tentará a reeleição (ela era do PT quando eleita para o mandato atual). E a grande surpresa foi o anúncio de que Rodrigo Dantas irá concorrer para o Senado Federal. Dantas é professor da Faculdade de Filosofia da UnB e, em entrevista ao blog do CACOM há alguns meses, anunciou que sua candidatura ao GDF não devia ser descartada. Para quem não lembra, Dantas foi presidente da ADUnB (Associação dos Docentes da UnB) e um dos maiores entusiastas da última greve da universidade.

O Brasil no espaço

A viagem de Marcos Pontes segue sucitando discussões. O país desperdiçou dinheiro ao financiar a viagem? Para professor do Instituto de Física, não
por Gabriel Castro
Foto: do site www.marcospontes.net

Marcos Pontes antes do embarque



Entre os dias 30 de março e 8 de abril, os brasileiros viveram, pela primeira vez, a experiência de ter um compatriota no espaço. Marcos Pontes pegou “carona” na nave russa Soyuz, ao preço de 10 milhões de dólares. Para a Agência Espacial Brasileira, o dinheiro investido valeu a pena. Mas também não faltaram críticas ao modo como se deu a viagem de Pontes. Enquanto esteve na ISS (Estação Espacial Internacional, em inglês), o astronauta brasileiro realizou oito experimentos desenvolvidos por universidades, pela Embrapa e por colégios paulistas. Junto com outros 15 países, o Brasil é um dos participantes do projeto da Estação Internacional.

Segundo o professor José Leonardo Ferreira, do Instituto de Física da UnB, a viagem de Marcos Pontes foi produtiva. Ferreira, doutor em Ciências Espaciais, diz que a missão mostrou a capacidade que o país tem de participar de grandes programas espaciais. Ele também cita os experimentos de várias universidades que o astronauta desenvolveu no espaço. E completa: “O perfil do astronauta e a visibilidade que ele teve estimulam o interesse do jovem não só pelas ciências exatas, mas por perseguir os seus sonhos, seja ele qual for”.

José Leonardo também comenta a falta de comprometimento dos governos com o projeto espacial brasileiro. Segundo ele, o maior fluxo de investimentos para esta área aconteceu durante o regime militar. A partir da década de 80, porém, o interesse governamental diminuiu e o projeto patinou. “Só agora estão começando a dar atenção a essa área de novo, mas vai demorar muito tempo pra retomar o estágio de alguns anos atrás”.

Em 2003, um dos projetos espaciais brasileiros teve um final trágico. Na base de Alcântara (Maranhão), o projeto do VLS-1 (Veículo Lançador de Satélites) explodiu três dias antes do seu lançamento. No acidente, 21 técnicos morreram. Para o ano que vem, está previsto o reinício das atividades em Alcântara. O Professor José Leonardo defende o projeto: “Um país continental como o Brasil precisa dos seus próprios satélites para usá-los nas comunicações, no monitoramento de embarcações, na Defesa Civil e em várias outras áreas.”

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Coluna - Futebol

por Guilherme Rocha

Certamente, os leitores desta coluna estão a espera de uma explicação minha quanto à eliminação do Milan da Liga dos Campeões da Europa. Para quem não se lembra, eu indiquei o Milan como o favorito para a conquista do título.

Pois cá estou eu. O Barcelona foi realmente melhor que o Milan em ambas as partidas da semi-final e Ronaldinho jogou muito. Porém, o Barça não apresentou nada de espetacular: a defesa estava esburacada, Giuly perdia as bolas que Ronaldinho lhe lançava e Eto’o não brilhou. Apenas o camisa 10 foi bem (e muito bem, por sinal).

Já o Milan, defendeu-se bem, sofreu um gol originado da genialidade do adversário e... atacou pouco. Quase nada. Kaká bem que tentou, mas Pirlo, Seedorf e Serginho não contribuíram com a armação de jogadas. Assim, os atacantes ficaram órfãos. Não discutirei o gol legal de Shevchenko (mal-anulado pelo árbitro). O Milan não pode chorar a derrota por um lance só.

Os italianos, então, não conseguiram suprir a falta de visão de jogo de seu técnico. Antes, quando o time era jovem, o talento dos jogadores supria a fraqueza de Carlo Ancelotti. Agora não foi possível.

Quanto ao melhor jogador, eu ainda fico com o Kaká. Ele é rápido, tem força física, faz a transição da defesa para o ataque, cai pelos lados, avança pelo meio, faz gols. Sim, mas o Ronaldinho faz tudo isso. Faz, mas faz só agora. O Kaká joga assim desde os tempos de São Paulo. Ronaldinho está nessa fase nos últimos dois anos. E, por ser mais habilidoso, tudo as firulas que ele faz são vistas como lances de craque. Entretanto, não esqueçamos que Kaká joga para o time. Ele cobre espaços e marca. É perfeito taticamente. E já mostrou ser um excelente jogador na Seleção.

Ronaldinho ainda não.

PS: O Barcelona vencerá o Arsenal na final da Liga, afinal, só Henry não resolve.

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Guilherme Rocha reveza esta coluna com Vítor Matos.

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segunda-feira, 1 de maio de 2006

Empresas Juniores da UnB

A Econsult, recente no cenário da universidade, já apresenta desenvoltura e continua pronta para crescer
por Marco Prates

A Econsult foi fundada no segundo semestre de 2001 por Daniel Brayer, que veio a ser seu primeiro presidente, e mais 5 alunos de graduação. A empresa, caçula em relação a juniores como a 296 e a AD&M, que já passam dos dez anos, tem em seu quadro 26 pessoas, todos graduandos na área, de semestres variados. Antes dela, outra empresa júnior de economia tentou se firmar na UnB, mas não foi bem-sucedida por dificuldades legais iniciais.

A estrutura da empresa consistia numa diretoria executiva e as áreas de Relações Humanas, Marketing, Administração Financeira e Projetos. Essa estrutura foi revista e hoje há a diretoria, um encarregado das finanças e grupos de trabalho. Isso permite uma maior flexibilidade de idéias, pois não são áreas fechadas. Como se trata de uma mudança recente, os benefícios não foram ainda comprovados.

Os serviços oferecidos pela Econsult são: planos de negócios, análises de conjuntura, de investimento e de mercado, análise social de projetos, formação do preço de venda e a elaboração de projetos de financiamento. Todos os projetos devem conter a assinatura de um economista formado, o que corresponde em grande parte à assinatura de um professor. Esses são de grande assistência para os economistas alunos da empresa.

O maior cliente da Econsult foi o GDF e os ovos de ouro na carreira da empresa foram os artigos sobre a conjuntura econômica brasileira na revista trimestral do mesmo, a Desenvolvimento e Futuro. As microempresas são as que mais procuram os serviços oferecidos, no entanto. As vantagens de uma empresa júnior em relação às empresas seniores são, segundo João Fabrício, do 6º semestre, preços mais acessíveis, muito interesse e a individualidade de cada caso, que não são tratados com metodologias prontas. O maior marketing da Econsult é o boca a boca e a indicação de professores. Se a empresa vai bem, significa que os clientes estão satisfeitos.

E o que se faz com a verba conquistada? É usada para patrocinar a ida dos membros a cursos e eventos, comprar livros e pagar suportes de pesquisa. Os benefícios para o aluno é a possibilidade de transformar a teoria em prática, já que o curso na universidade é extremamente teórico. “Pesa muito no currículo” alega Vinícius Pantoja, do 3º semestre. Para isso, no entanto, o aluno deve estar pronto a doar, no mínimo, 5 horas de sua semana para empresa. “Com certeza se cresce numa empresa júnior”, diz Carolina Teixeira, do 4º semestre, atual presidente e já há dois anos na Econsult. O processo de seleção, que ocorre todo semestre, é mais procurado pelos calouros.

Embora o site não esteja funcionando, a parceria com a CJR, empresa júnior de computação, irá reativá-lo em breve. Essa troca de serviços na UnB mostra que a cooperação é uma das chaves para o sucesso.

COMO CRIAR (da ACS da UnB)

Estudantes de todos os cursos da UnB podem criar uma empresa júnior. Para tanto, precisam formar um grupo de, no mínimo, seis estudantes (que serão os diretores da empresa), pedir autorização ao chefe do departamento e criar a empresa em ata (com estrutura interna e plano de negócios). Depois disso, basta se cadastrar ao Programa de Empresa Júnior (Pro Jr) do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT) da universidade. Há vantagens como parcerias com o Sebrae e outras instituições, serviços de fotocópia, acesso a homepage e cursos de capacitação e treinamento gerencial. Para mais informações sobre o Pro Jr, o telefone é 3347-0617, ramal 205.