Notas Expressas

Tivemos um enxugamento do nosso corpo de repórteres, mas estamos, aos poucos, retomando o ritmo de publicação de matérias.
(atualizado em 20 de outubro de 2007)


Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2006

Música na UnB

Tem uma Banda?
por Marco Prates

O Campus Sonoro é um projeto desenvolvido pela Diretoria de Esporte, Arte e Cultura (DEA) e existe desde 1998. O evento já é famoso entre os estudantes da Universidade de Brasília, os que mais assiduamente comparecem às apresentações, que têm acontecido sempre às terças-feiras, no Anfiteatro 9 (ICC Sul), a partir das 12h30 – embora nem todas as terças tenha espetáculo. A coordenação é do músico Wladimir de Barros.

Bandas de Brasília que quiserem mostrar sua música para toda universidade – não é necessário nenhum tipo de vínculo com a UnB – devem preencher um formulário de cadastro e entregá-lo junto com um release, fita ou CD demo e esquema de palco. O formulário está disponível na própria diretoria. A participação é gratuita e nenhum estilo musical deve ficar envergonhado em comparecer. Não há previsão para a próxima rodada do evento.

Contato:Serviço Artístico Cultural – SACICC Sul AT-19 (ao lado da CEF)
e-mail: dea@unb.br - Tel: 3307 2555

Domingo, 26 de Fevereiro de 2006

Ombudskvinna

Primeira análise do blog é feita por uma estudante da FAC. O objetivo é ter, a cada duas semanas, um ombudsman diferente atuando

O projeto do blog do CACOM e os objetivos de uma universidade pública
por Juliana Mendes

A UnB é uma universidade pública. Porém, o que significa ser pública? Para muitos, é simplesmente o fato de ser gratuita e mantida pelo governo. Contudo, o conceito de público transcende essa questão financeira, apesar de necessitar fundamentalmente dessas estruturas para cumprir seu ideal. Afirmar que a universidade é pública significa dizer que ela serve à sociedade. Esse servir inclui o ensino e, portanto, as vagas oferecidas à sociedade e a troca com os estudantes. Porém, o servir ultrapassa esse conceito com as pesquisas – que geram conhecimentos úteis às diversas comunidades, e os projetos de extensão – que também geram conhecimento e desenvolvimento social com as torças que realizam com as comunidades.

O Blog do CACOM cumpre parte desse caráter público dando visibilidade para questões propostas pela comunidade acadêmica, mas também permitindo as discussões de temas mais amplos. Ainda, publica matéria de estudante de jornalismo do CEUB – incluindo outros sujeitos no projeto, e estimula a participação dos estudantes da FAC – abrindo espaço para seus artigos.

A escolha das pautas do Blog tem atendido aos interesses da comunidade acadêmica: verba pra a UnB em 2006, vestibular, debate sobre o Fórum Social de Caracas, coro sinfônico da UnB, relação entre CAs e prefeitura, empresas juniores, Cinema Político na UnB, JIUNBs, dupla-habilitação, bolsa de extensão... Entretanto, por vezes falta a interpretação dos fatos. O desafio agora é agrupar e analisar os dados para que se tornem em informação. É buscar o lado humano das histórias.

Portanto ficam as perguntas:

O que significa para a comunidade acadêmica a UnB possuir apenas o mínimo necessário enquanto espera a aprovação do orçamento para 2006? Existe a possibilidade de que se aprove menos verba do que o esperado? O que acontece com a universidade se o orçamento não for aprovado no final desse mês e no início de março? (“UnB ainda não tem orçamento para esse ano)

Como surgiu a emenda Andifes? O que significa para a UnB a redução de R$246 milhões do valor original da emenda? Por o movimento dos representantes dos estudantes que buscaram apoio dos deputados foi tímido? (“UNE pleiteia apoio ao valor original da Emenda Andifes”)
Por que não cobrir também o acontecimento do debate sobre o Fórum Social de Caracas, divulgado no blog? (“Mesa redonda na reitoria”)

Quais são as opiniões dos participantes do coro sinfônico da UnB? É interessante aproveitar o gancho para debater o pagamento de taxas em outras atividades realizadas na UnB? (“Coro sinfônico)

Por que os CAs descumprem a regra de não realizar festas? O que a prefeitura declara sobre o valor da multa de R$9 mil cobrada pela depredação do jardim perto do CA de psicologia? (“Centros Acadêmicos descumprem regras e são fechados; Prefeitura explica o que se pode fazer nos CAs”)

Apesar da matéria sobre o Cinema Político na UnB ser uma mistura de cobertura e resenha crítica, seria interessante ouvir o que tem a dizer os que acompanham o evento. Quem são as pessoas que comparecem aos filmes e debates? (“Cinema Político alia entretenimento e debate”)
Por que não aproveitar a circular do DEX para realizar uma reportagem sobre o aumento do valor de bolsa de extensão e a diminuição do número das mesmas? Como isso afeta os estudantes? Como os estudantes pressionaram para conseguir o aumento do valor das bolsas? (“Bolsa de extensão será de R$300,00. Porém, o número de bolsas diminuirá. Os bolsistas serão selecionados no próximo semestre letivo”)

Para não cansar o leitor com tantas perguntas, faço as últimas indagações pertinentes à matéria “Dupla habilitação: Veja que cursos oferecem a dupla e como fazer para obtê-la”. A notícia exibe uma declaração do coordenador de graduação da FAC afirmando que a opção de dupla-habilitação foi bloqueada há 4 meses. O leitor sobre o apelido de Minako se indigna porque quando ele entrou na faculdade há um ano e meio já não havia essa possibilidade. Realmente, já há alguns semestres é de conhecimento comum dos estudantes da FAC que a dupla-opção foi bloqueada. Atualmente, o Conselho da Faculdade de Comunicação tem debatido o tema. Será que a palavra meses publicada na matéria foi uma confusão com semestres ou anos? Ou será que há algo mais a ser investigado nessa história toda?

A coluna de Ombudsman será publicada a cada duas semanas, sempre aos domingos. Espero que possa servir para dar voz aos leitores – aguardo seus comentários – e estimular o trabalho dos jornalistas do Blog do CACOM. Afinal, são críticas construtivas de alguém que já participou desse trabalho e reconhece todas as dificuldades enfrentadas como falta de tempo, sobrecarga e mesmo timidez. Reconheço o trabalho realizado pelos que aceitaram fazer parte dessa experiência criativa.

Juliana Mendes é estudante do 7º semestre de Publicidade e Propaganda e participou ativamente do Blog do CACOM em sua primeira fase, durante a greve.

Sábado, 25 de Fevereiro de 2006

Empresa Júnior - AD&M

Em continuação a série de reportagens especiais sobre Empresas Juniores na Universidade de Brasília, a primeira empresa a ser mostrada é a AD&M Consultoria
por Ana Carla Araújo


A AD&M Consultoria foi a primeira empresa júnior da UnB, surgida em 1992, com o intuito de implementar um sistema que já era forte na Europa. Apesar da dificuldade inicial, a empresa cresceu aos poucos com ajuda de dentro da universidade.

A empresa, como o próprio nome já diz, trabalha com consultoria em Administração nas áreas de Marketing, de Recursos Humanos, de Finanças e de Organização e Processo. Dentro destas áreas, existem muitos outros produtos, que analisam mais especificamente determinada questão na empresa.

A AD&M já possui nome no mercado e muitas vezes não consegue atender a demanda de trabalho; por isso, trabalha em parceria com outras empresas, tanto juniores como seniores, para as quais pode repassar um trabalho. Um dos seus principais parceiros é o Sebrae, que recomenda a consultora a empresários e a UnB, também apóia, fornecendo a sede física. O sustento fica por conta daquilo que a AD&M recebe das empresas para as quais presta serviço.

As escolhas dos projetos são baseadas no aprendizado que o consultor terá, pois a empresa é dedicada aos funcionários. “A gente visa, acima de tudo, o consultor, o aprendizado que ele vai ter”, diz Pedro Henrique da Costa, que trabalha há quase um ano na AD&M. “Então, se um projeto vai trazer muito dinheiro, um grande renome, mas não vai trazer uma capacitação boa, a gente não fecha.”

Os projetos são bem aceitos, mas já houve casos de clientes insatisfeitos que não gostaram do projeto, ou acharam sem utilidade. Neste caso, de acordo com Pedro Henrique, eles procuram fazer um outro projeto que consiga satisfazer o empresário. E os consultores da AD&M ainda contam com o apoio de um grupo de professores que auxiliam nos trabalhos e procuram passar a parte teórica e metodológica.

O processo seletivo para novos consultores na empresa é semestral, portanto, há uma grande rotatividade, a seleção é responsabilidade do setor de Recursos Humanos e em média, trabalham 70 pessoas na empresa.

Correção

Diferentemente do postado na matéria "Dupla Habilitação", a Faculdade de Comunicação não tem a dupla a quatro semestres.

Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2006

Bolsa de extensão será de R$300,00

Porém, o número de bolsas diminuirá. Os bolsistas serão selecionados no próximo semestre letivo
da Equipe do Blog do CACOM

Confira a circular do DEX [Decanato de Extensão]:

"DEX/Decanato de Extensão
Circular n o 02 /DEX
Brasília, 23 de fevereiro de 2006.

À Comunidade Acadêmica da Universidade de Brasília.

Estamos implementando uma nova política de extensão que visa fortalecer as ações extensionistas em nossa universidade.

Entre outras ações, estamos atualizando o valor da bolsa de extensão paraR$300,00 (trezentos reais) e encaminhando, em conjunto com o Decanato de Graduação, a proposta de créditos acadêmicos de extensão ao CEPE - que deverá ser objeto de sua próxima pauta.

Nesse sentido, o montante de bolsas disponíveis reduz-se para o número de 130 bolsas para o ano de 2006. Para dar transparência ao processo de seleção dessas bolsas estamos criando o PIBEX - Programa Institucional de Bolsas deExtensão - que deverá regular a seleção dos bolsistas, assim como suas atribuições.

O Edital do PIBEX deverá ser lançado em abril, após deliberação na CEX dos encaminhamentos da Comissão criada para elaboração dos critérios de seleção.

Os projetos de ação contínua que pediram renovação para o ano de 2006, estando em dia com a apresentação dos relatórios referentes ao ano anterior, serão automaticamente renovados no mérito, sem, contudo renovar as bolsas, que a partir desse ano serão objeto da seleção pelo PIBEX.

Resumindo, a partir do primeiro semestre letivo de 2006, o estudante queparticipa de Projetos de Extensão de Ação Contínua deverá receber créditos pela atividade e poderá também receber bolsa, desde que selecionado paratal.

Maiores esclarecimentos podem ser obtidos na secretaria da Diretoria Técnica de Extensão - DTE/DEX, 33072610 ramais 23, 24,25 e 19 ou pelo e-mail\ndtedex@unb.br .

Atenciosamente, Fátima Makiuchi, Diretora Técnica da Extensão"

Cultura

O Carnaval está chegando olê olê olá...
por Janaína Valadares

É para os que serão obrigados a permanecer em Brasília, pela falta de grana, não se desesperem! Aqui vão algumas opções gratuitas, a partir do dia 25 de fevereiro a 4 de março temos:

Exposições:
Os Guardiões do Carnaval de Brasília
Amostra inédita do artista Toninho de Souza, pintura sobre guarda-chuva, guarda-sol e sombrinhas.
Teatro Nacional Cláudio SantoroEndereço: Setor Cultural Norte Terça a sábado, das 11h às 21h. Domingos e feriados, das 12 às 20h.Até: 26/02/2006Foyer da Sala Vila Lobos.
Ele, Ela, Nós II
Trabalhos da artista Monique Michaan
Caixa CulturalEndereço: SBS, Qd. 3, Lt. 34De terças a domingos, de 9h às 21h Até: 28/02/2006
. Meliá-Arte
Resultado de concurso promovido em todas as escolas-parque do Distrito Federal, com 16 trabalhos confeccionados por alunos com material reciclável
Hotel Meliá BrasíliaEndereço: SHS, quadra 6, conjunto A, bloco DDe sexta a domingo, das 10h às 17hAté: 31/10/2006

Por Ti América – Arte Pré-colombiana
Centro Cultural Banco do BrasilEndereço: SCES, Tr. 2, Lt. 22Bairro: Asa SulDe terça a domingo, das 10h às 21h Até: 23/04/2006
O Corpo em Si
Exposição de fotografias de Débora Amorim, que apresenta o registro de espetáculos de dança e promove o mergulho do espectador no universo da dança contemporânea.
Galeria Fayga OstrowerEndereço: Complexo Cultural Funarte (Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural, Lote 2Diariamente, das 9h às 21hAté: 12/03/2006
Lixo Resgatando a Cidadania
Exposição de artigos e peças produzidos nas atividades da ONG Lixomania
Supermercado ChampionEndereço: 504 Norte7h às 22hAté: 05/03/2006
A Gênese do Cafuzo
Pinturas de Nelson Maravalhas
Universidade de BrasíliaEndereço: L2 NorteDe segunda a sexta, das 13h às 19h, sábados das 9h às 14h. Até 31 de janeiroAté: 31/02/2006
Sob o Céu de Brasília
Esculturas inspiradas nas linhas arquitetônicas das construções brasilienses de Ennio Bernardo e Maria do Socorro Coimbra Castelo Branco.
Brasília ShoppingEndereço: Início da W3 NorteSegunda a sábado, das 10h às 22h. Domingo, das 12h às 18hAté: 28/02/2006
O Caminho da Tatu Fêmea
Telas e instalações da artista Fátima Campos.
Caixa CulturalEndereço: SBS, Qd. 3, Lt. 34De terça a domingos, das 9h às 21h Até: 28/02/2006
Cores do Carnaval
Amostra coletiva participação de 36 artistas plásticos de Brasília, com o tema As Cores do Carnaval.
Teatro Nacional Cláudio SantoroEndereço: Setor Cultural NorteTerça a sábado, das 11h às 21h. Domingos e feriados, das 12 às 20hAté: 26/02/200

Música:
25/2
Galinho de Brasília
16h na CLS 203/204
Baratona
17h saindo do Eixão Norte 110/210 rumo à Rodoviária

26/2
Meninos da Ceilândia
16h na EQNN 2/4, Ceilândia Sul
Mamãe Taguá
16h em Taguatinga
Baratinha
16h no Parque da Cidade
Raparigueiros
17h saindo do Eixão Norte na altura da 110/210, rumo à Rodoviária
Liga das Escolas de Samba e Blocos de Acesso – LIBESA –
22h no Ceilambódromo com desfile das escolas: Acadêmicos de Brazlândia, Unidos de Planaltina, Vila Planalto, Unidos do Riacho Fundo

27/2
Galinho de Brasília
16h na CLS 203/204
Baratona,
17h saindo do Eixão Norte na altura da 110/210, rumo à Rodoviária
Bloco dos Raparigueiros
17h saindo do Eixão Norte na altura da 110/210, rumo à Rodoviária
Liga das Escolas de Samba de Brasília – LIESB –
19h30 no Ceilambódromo, com o desfile das escolas: Projeto Colibri, Recanto das Emas (Aruremas), Acadêmicos de Santa Maria, Império do Guará, Acadêmicos da Asa Norte, Dragões de Samambaia

28/2 Pacotão
11h saindo da CLN 302 rumo à CLS 203/204
Baratinha
16h no Parque da Cidade
Baratona
17h saindo do Eixão Norte na altura da 110/210 rumo à Rodoviária
Bloco dos Raparigueiros
17h saindo do Eixão Norte na altura da 110/210 rumo à Rodoviária
Mamãe Taguá
17h em Taguatinga
Liga das Escolas de Samba de Brasília – LIESB –
19h30 no Ceilambódromo, com o desfile das escolas: Mocidade do Valparaízo, Candangos do Bandeirante, Capela Imperial (Ceilândia), Bola Preta (Sobradinho), Mocidade do Gama, Águia Imperial (Ceilândia), Associação Recreativa do Cruzeiro (Aruc)

Caros leitores estas são as opções...Divirtam-se e até a próxima.
Janaína Valadares é estudante de Jornalismo do CEUB e reveza este espaço, às sextas-feiras, com Marco Prates. Confira Cultura, toda as sextas, no Blog do CACOM.

Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2006

Dupla habilitação

Veja que cursos oferecem a dupla e como fazer para obtê-la
por Juliana Braga

A dupla habilitação é uma vantagem para os alunos. Além de evitar a escolha para os mais indecisos, permite ao futuro profissional ter um campo de atuação maior e, assim, mais oportunidades no mercado de trabalho. “Geralmente, os estudantes de Ciências Sociais, no princípio do curso, dizem optar pela dupla-habilitação por ainda não ter muito contato com as duas áreas [Sociologia e Antropologia]”, comenta Felipe de Assis, calouro do curso. Segundo ele, alguns alunos não têm uma posição esclarecida. “Apesar de pensar que, atualmente, a sociedade ‘exija’ de você uma especialização em uma área definida, pretendo habilitar-me nas duas, pois isso ampliará meu currículo e meu campo de estudo”, completa. Não são muitas as universidades federais do país que disponibilizam a dupla habilitação, sendo a UnB uma das poucas.

Aqui, segundo o edital, todos os cursos que possuem mais de uma habilitação permitem a dupla habilitação, com exceção de Pedagogia e Comunicação Social. “Não oferecemos mais essa opção porque, após uma reforma curricular nacional, o curso não é mais dividido em diferentes habilitações”, esclarece Inês Maria Almeida, coordenadora do curso de Pedagogia. Já na Comunicação Social, o motivo é o excesso de alunos. “A dupla-habilitação está momentaneamente bloqueada há 4 meses porque temos um déficit de estrutura. Não há previsão de retorno”, coloca o coordenador do curso, professor Carlos Eduardo Esch.

Para os demais cursos, o processo é simples: basta pagar uma taxa de R$ 11,00 e preencher um formulário de solicitação e de exposição de motivos. Os formulários podem ser obtidos nos Postos Avançados da SAA, onde também é feito o recebimento e a conferência da documentação. O pedido é então encaminhado aos Colegiados de Curso de Graduação, a quem cabe analisar e decidir se o pedido será deferido ou não. A definição de critérios também é responsabilidade de cada um dos cursos podendo ser o desempenho escolar, uma entrevista, dentre outros.

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2006

Coluna - Futebol

Nascido para jogar futebol
por Vítor Matos

Nos bares, nas praias, nos escritórios ― e em todos os demais locais onde houver mais de um brasileiro ― os tamborins começam a ser esquentados para a Copa do Mundo da Alemanha. As conversas acerca do time de Parreira borbulham em cada canto de cidade, os amigos definem seus quartéis-generais para os dias dos jogos e logo a primeira rua será enfeitada com fitinhas verde-amerelas. Um vidente diz que o Hexa é garantido, o Pelé solta uma previsão esdrúxula, toda vez que se liga a TV ouve-se “90 milhões em ação...”. Não resta dúvida: o país está vivendo aquele mágico momento que antecede um mundial de futebol.

A apresentação do novo uniforme canarinho na semana passada alimentou ainda mais esse clima de Copa do Mundo. Assim como o aperitivo antes do prato principal, serviu para atiçar nossa ansiedade enquanto o pontapé inicial não é dado. Aliás, boa parte da fleuma gerada em torno do uniforme deve-se ― até que enfim ― à sua beleza e bom-gosto. A camisa principal, por exemplo, é resultado de uma mescla harmoniosa entre tradição, simplicidade e imponência. A gola em estilo mandarim, os detalhes em verde nas mangas, o escudo da CBF deslocado do centro, tudo muito caprichado e digno de elogio. Contudo, a despeito de todas virtudes, o que mais me chamou a atenção foi uma discreta inscrição no canto esquerdo inferior da nova camisa: “Nascido para jogar futebol”.

O Brasil é um país de profundas diferenças regionais, abarcando várias culturas e distintos cenários sócio-econômicos. Um fator, contudo, consegue unificar os mais díspares recantos do nosso país: a paixão pelo esporte bretão. Não importa aonde se vá, as crianças ― ricas ou pobres ― estão jogando bola, os antigos relembrando os craques do passado, a TV transmitindo uma partida. Depois de nomes como Ilha de Vera Cruz e Brasil, adotamos com orgulho A Pátria de Chuteiras, marcando uma identidade reconhecida no estrangeiro e amplamente aceita nacionalmente. Dentro do universo criado pelo futebol, o gaúcho, o baiano e o amazonense sentem-se igualmente brasileiros.

Não sei se a Nike pensou nisso tudo quando bolou a tal frase. Talvez seja só mais um golpe publicitário, desprovido de fantasia. Mas quando presencio toda comoção em torno de mais uma Copa, a intensa expectativa pelo Hexa, as repentinas demonstrações de patriotismo, não tenho dúvida: nascemos para jogar, falar e ver futebol.

Vítor Matos é estudante da Faculdade de Comunicação Social da UnB e reveza esta coluna com Guilherme Rocha.

Espaço estudantil

da Equipe do Blog do CACOM

Cumprindo com sua função de espaço estudantil, o Blog do CACOM começa, a partir de hoje, a publicar colunas escritas por estudantes. Às quartas-feiras será publicada uma coluna sobre futebol e às sextas-feiras uma sobre cultura.

Lembramos que qualquer interessado pode enviar-nos artigos; seu trabalho tem espaço no Blog. Procure-nos na internet (cacomunb@gmail.com) ou na Faculdade de Comunicação (FAC) na Ala Norte do ICC.

Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2006

JIUnBs

por Ana Carla Araújo

Na próxima sexta-feira (24/2), acabam os jogos internos da UnB (JIUnBs). Haverá uma festa de encerramento, após a final de basquete masculino, onde serão entregues os troféus gerais dos cinco CAs melhores classificados nas competições e as premiações dos primeiros colocados nas modalidades coletivas. A premiação das modalidades individuais já aconteceu. O encerramento acontece às 18h no Centro Olímpico.

Paloma Piorno Baltore, organizadora dos JIUnBs, diz que estão na briga pelo título geral a Engenharia Civil, a Engenharia Florestal e a Biologia. Ela ainda diz que muitos problemas ocorridos nos jogos foram devidos à falta de tempo e de pessoas que ajudassem na organização. “No começo do ano rolou uma eleição para a chapa da AAAUnB, como se fosse uma eleição de Grêmio Estudantil”, diz Paloma. “Fomos chapa única e na assembléia todos concordaram e apoiaram nossa chapa, que no inicio tinham mais de 10 pessoas e que por causa da greve e de outros motivos foram se dissipando. Acabou que o JIUnBs ficou para 5 pessoas organizarem”.

O mandato desta diretoria organizadora dos jogos é de dois anos, então, os organizadores atuais ainda são responsáveis por mais partidas e ainda recrutam colaboradores, mas não há muitos interessados. Quem estiver disposto e interessado a ajudar, é só entrar em contato com a redação do Blog do CACOM, que repassará a alguém responsável pela organização.

Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2006

Artigo

"Pra não dizer que eu não falei das montanhas...”
por Camila Louise

Fiquemos atentos ao que está acontecendo. Estamos presenciando uma antítese ininteligível. Explico: em pleno século XXI, num período em que a capacidade intelectual humana está a pleno vapor, ainda existem indivíduos dispostos a divulgar um retrocesso espiritual, zombando das crenças alheias.

Observe que nunca se soube tanto sobre tanto. A ciência está com uma bagagem de informações que tem facilitado em muito a vida do homem. Isso quando falamos do sentido funcional, daquilo que vamos usar para viabilizar as nossas vidas no plano prático. Para a doença, o tratamento. Para o tratamento, o sistema monetário. Para o sistema monetário, as relações interpessoais. Para essas relações, a necessidade. Chegamos a um fato: a necessidade é uma grande responsável pelos criados.

Então pode-se dizer que, de certa forma, a fé é produto desse fato. Ela nasce da indispensabilidade que tantos crentes tem de acreditar em algo superior e sublime, o qual seja capaz de aliviar alguma dor ou que pelo menos justifique a realidade.

Acontece que nem tantos indivíduos têm se permitido a essa fé. A quantidade de pessoas que se admitem adeptas do ceticismo é realmente surpreendente. Ora, acreditar no que é concreto e inquestionável é muito óbvio. O desafio está em validar o que não é provável e tomar isso como verdade.

Mas não pretendo converter céticos em crentes, muito menos o contrário. Minha intenção é chamar a atenção de certos críticos. Daqueles que invadem a fé alheia e a chacoteia pelo simples objetivo do humor gratuito. Temos presenciado a divulgação de charges sobre o Profeta islâmico Maomé. Essa atitude tem causado revolta entre os seguidores do alvo das piadas.

Os autores das charges se defendem recorrendo à liberdade de expressão. O problema é que esses autores não compreendem que o bom senso está implícito na liberdade de expressão. Para se ter direito a ela, deve-se primeiro merecê-la. Não é o fato do alvo da situação ser Maomé que é absurdo. O inaceitável está em ridicularizar a crença do outro. Está em criticar aquela essência que não move montanhas, mas fornece a força necessária para chegar até elas. Para esses amantes do humor gratuito, o bom senso: “a fé é um instrumento intocável!”

Domingo, 19 de Fevereiro de 2006

Mais cinema na UnB

Cinema Político alia entretenimento e debate
por Marco Prates

O maior mérito da universidade pública é a interdisciplinaridade, a possibilidade que estudantes possam adquirir conhecimentos jamais propostos pelos seus cursos de origem. A riqueza dos debates acadêmicos também proporciona insights que não existiriam à luz de um dia normal.

Por isso alguns estudantes têm acompanhado, todas as quartas-feiras, ao 12h, as sessões do Cinema Político, organizadas pelo Programa de Educação Tutorial (PET) do Instituto de Ciência Política (Ipol). O evento acontece na sala A106 da FA, sendo desenvolvido desde 2004. Nesse semestre, os filmes giram em torno do tema “Ditadura e Democracia na América Latina”. Em edições passadas, os temas, que mudam cada semestre, foram “História Política do Brasil”, seguido pelo “Eu Sou Contra” (miséria, fome, etc) e “Ditadura na América Latina”.

Nesta última quarta, o filme “Notícias de uma Guerra Particular”, de João Moreira Salles, encheu de indagações àqueles que estiveram presentes. Dilacerante, o documentário apresenta a violência do Rio de Janeiro sem maniqueísmos normais à mídia diária. A natureza violenta daquele mundo particular é dita por aqueles que a presenciam constantemente: moradores da favela, traficantes fortemente armados e a polícia. O filme está para o documentário assim como Cidade de Deus está para a ficção, mas sua realidade é digerida um pouco mais devagar, sem risos.

A premiada obra foi seguida por um debate com o professor Ph.D. em Harvard, Anthony Pereira. Pra lá de questões sobre a qualidade do debate, os alunos permanecentes trataram de itens que o filme havia proposto, para ser pensado e trabalhado: combate do tráfico sem controle da demanda, contraste entre o consumo da favela e da classe média, a polícia corrupta, alternativas para a miséria, entre outros.

Há três méritos conquistados pelo projeto que devem ser mencionados. Primeiro, o casamento entre entretenimento (sério) e debate faz com que o filme não fique perdido, contextualize-se e provoque uma atitude crítica, como alertou Gabriela Andrade, 23 anos, integrante do PET e no 9º semestre de Ciência Política. Segundo, ao abrir-se para toda comunidade acadêmica – alunos de Serviço Social, Sociologia, Economia, Letras, Comunicação Social e de muitos outros cursos estavam presentes nessa quarta-feira, por exemplo - e fazê-lo de maneira eficiente, não limitada aos interesses de cientistas políticos, o evento torna-se verdadeiramente atraente para toda universidade. Por último, mas não menos importante, a divulgação espalhada em cartazes grandes por toda a UnB faz com que o projeto não tenha sua bem intencionada operação relegada ao limbo.

Embora não haja debates todas as semanas e estes muitas vezes não se mostrem satisfatórios como poderiam, a iniciativa deve ser apreciada por aqueles que gostam de refletir sobre um bom filme. Na pior das hipóteses, sobra a diversão.

Empresa Júnior

O Blog do CACOM começa série de reportagens sobre empresas compostas por estudantes

por Beatriz Olivon

Em 1967 surgiu na França o Movimento Empresa Júnior, com o objetivo de suprir a carência de experiências práticas na graduação e diminuir a distância das empresas do mercado com os estudantes. O movimento chegou ao Brasil em 1987 com uma empresa júnior dos alunos da Fundação Getúlio Vargas e se disseminou pelo país, até chegar à marca atual de mais de 700 empresas. Em Brasília, surgiram várias, em especial na Universidade de Brasília (UnB). Elas contam com o apoio da Concentro (Federação das Empresas Juniores de Brasília) e, na UnB, encontram suporte no Centro de Desenvolvimento Tecnológico (CDT).

O CDT possui um programa exclusivo para os jovens empreendedores, o Programa de Empresa Júnior (Pro Jr), que oferece vantagens como parcerias com o Sebrae e outras instituições, serviços de fotocópia, acesso a homepage e cursos de capacitação e treinamento gerencial. Alunos de qualquer curso da Universidade podem se candidatar ao programa, desde que tenham um grupo de, no mínimo, seis outros estudantes (que serão os diretores da empresa), autorização do chefe do departamento e desde que criem a empresa em ata (com estrutura interna e plano de negócios). Depois disso, basta se cadastrar junto ao Pro Jr.

Mas, afinal, qual a função de uma empresa júnior? Ela deve promover o desenvolvimento técnico, acadêmico e pessoal de seus associados, o desenvolvimento econômico e social da comunidade, estimular o espírito empreendedor dos estudantes e promover o contato dos alunos com o mercado de trabalho. Essas empresas permitem que os clientes (usualmente micro e pequenas empresas) usufruam serviços de qualidade a pequenos preços.

Alguns exemplos de empresas juniores muito conhecidas na UnB são a AD&M, na área de administração desde 1992, a Doisnovemeia, atuante na área de publicidade desde 1996, e a Econ$ult, na área de economia desde 2001. E, justamente para maior informação sobre os serviços da Universidade, o Blog do CACOM publicará, regularmente, matérias sobre as diferentes empresas juniores da UnB.

Sábado, 18 de Fevereiro de 2006

Artigo

Assassinaram o jornalismo
por Adriana Caitano

Preciso demonstrar minha indignação aqui a respeito de um “assassinato jornalístico”. Calma! Refiro-me a um novo periódico da cidade que tem me deixado à beira de um ataque de nervos, o Polícia nas Ruas. Pela bagatela de 50 centavos (o que acho realmente caro por algo tão sem conteúdo), os transeuntes da Rodoviária do Plano Piloto e de outros lugares da cidade podem levar o jornalzinho ensangüentado cheio de “boas notícias”. Na capa, uma destacada foto de um cadáver com miolos, sangue e tudo o mais para fora. Em seu interior, “sensacionais” manchetes sensacionalistas demonstram as “maravilhas” do mundo do crime brasiliense. Se um parente, vizinho, ou amigo seu foi assassinado ou sofreu um acidente, não se preocupe. No dia seguinte, o corpo de seu ente poderá estar estampado nessa obra-prima jornalística (?) para que todos o conheçam e reconheçam.

Exagero? Talvez. Confesso que ainda não tive coragem de desembolsar meio real (isso existe?) para adquirir o Polícia. Tenho tanta coisa para fazer com 50 centavos! Mas sabe que às vezes me mordo de curiosidade? É incrível, muita gente o compra. Começam a vender de manhã e de noite já acabou. Encontro inúmeros leitores com o tablóide chamativo em mãos, superinteressados. Deve ter algo de bom ali.

Opa! Logo, retomo minha sobriedade e analiso melhor a questão, tentando ser racional, crio algumas hipóteses. O público da Rodoviária, maioria de trabalhadores ocupadíssimos sem tempo para assistir ao JN ou sem dinheiro para comprar um Correio Braziliense, procura informações de outra forma, prática e barata. Bem, isso não explica muita coisa porque o Tribuna do Brasil é vendido pelo mesmo preço numa banca ali ao lado e, convenhamos, não deixa tanto a desejar diante dos grandes. Tem de tudo um pouco, como deve ser um bom jornal: comportamento, política, esporte, cidade, Brasil, mundo, coluna social, moda e até fatos policiais. Sem contar o Jornal Coletivo, distribuído gratuitamente todas as tardes em vários pontos do DF, principalmente na Rodoviária. OK, hipótese descartada.

Pode ser que sua estratégia de marketing garanta o sucesso do periódico. “Olha o jornal, baratinho, 50 centavos, informação de qualidade, olha o jornal!”, chamam seus vendedores em gritos ensurdecedores. Com certeza, a propaganda é a alma do negócio. Mas também não é para tanto. Mesmo assim, a gritaria funciona.

Consideremos todas as alternativas anteriores, já que possuem um certo grau de veracidade. Porém não me conformo. Há mais alguma coisa por trás de isso tudo. Após tantas voltas, enfim, fico com minha conclusão: o povão gosta mesmo de ver violência. O dono, idealizador, editor-chefe ou sei-lá-o-quê do Polícia nas Ruas é um cara muito esperto. Sabe bem do que o povo gosta e resolveu ganhar dinheiro em cima disso.

Para esclarecer melhor, um amigo meu, Guilherme Rosa, que comprou o jornal, disse o seguinte: “No início, tem um editorial do Geraldo Naves, acompanhado de sua foto com seu farto bigode. Lá está escrito que o jornal tem o intuito de mostrar o que "minorias" não o deixam mostrar na TV. Naves deixa implícito que a amostra sensacionalista dos fatos policiais é como uma "missão social" designada a ele pela própria sociedade...eu hein!”. O Guilherme ainda me alertou para os erros ortográficos em excesso e confessou: “Eu assumo que comprei por curiosidade, li em 15 minutos e joguei fora no mesmo dia”.

Pelo visto, tem muita gente curiosa por aí. E, enquanto o bolso do Geraldo Naves vai se enchendo de dinheiro (ou nem tanto), o jornalismo popular do DF vai ganhando um borrão de sangue. E viva a liberdade de imprensa!

P.S.: Perdoem-me se fiz alguma afirmação indevida, se feri o orgulho de alguém ou algo do tipo. O excesso de aspas é proposital, quis ser irônica mesmo.

Texto originalmente publicado no blog da autora em 15.12.2005, quando o jornal ainda custava R$ 0,50 (atualmente ele custa R$ 1,00).

Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2006

As regras dos CAs

Centros Acadêmicos descumprem regras e são fechados; Prefeitura explica o que se pode fazer nos CAs
por Gabriel Castro



O "peixe" no jardim do CA de Psicologia
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Os Centros Acadêmicos costumam ser vistos como um local de liberdade entre as aulas, os trabalhos e os seminários que pressionam os estudantes, mas eles também precisam seguir regras para funcionar. Durante a greve, a Prefeitura do Campus fechou a sede de três Centros Acadêmicos: os de Antropologia, Psicologia e Engenharia Florestal. Na Psicologia, por exemplo, a Prefeitura lacrou o CA depois de, durante uma festa, alunos quebrarem uma janela e depredarem o jardim do curso. Oficialmente, a realização de festas é proibida nos CAs, mas esta regra é constantemente descumprida. A Prefeitura recuperou o jardim e mandou a conta para os responsáveis pelo CA de Psicologia. Preço: quase 9 mil reais. “Se todos os jardins da UnB tiverem essa média de preço, eu prefiro que acabem com eles e dêem esse dinheiro para os professores”, afirma Pedro Barahona, membro da diretoria do CA de Psicologia.

O novo jardim é similar aos outros existentes dentro do ICC; há apenas uma diferença: as plantas foram organizadas para formar um desenho de um peixe. Pedro Barahona alega que o CA não tem condições de pagar um valor tão alto pela reforma do jardim e que os estudantes vão tentar negociar algum acordo com a Prefeitura.

Esta informou que as regras sobre o funcionamento dos CAs são claras: é proibido qualquer tipo de comércio, as festas não podem ocorrer (embora ocorram “disfarçadas de outros eventos”) e não pode haver barulho que incomode o funcionamento das aulas. Quem for organizar um evento dentro de algum CA precisa informar ao Departamento de Segurança da Prefeitura e quando, em ocasiões especiais, for realizado algum tipo de venda em um CA, é necessário procurar o Departamento de Concessões.

Não há punições pré-definidas. No caso dos três Centros Acadêmicos fechados durante a greve, a ação foi resultado de uma decisão deliberada da Universidade.

Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2006

Coro sinfônico

por Ana Carla Araújo

Hoje as inscrições para o Coro Sinfônico da UnB estão abertas. Elas podem ser feitas por qualquer pessoa, antes do primeiro ensaio do semestre, às 19h, no Anfiteatro 9. Não é necessário ser aluno da UnB, somente pagar a taxa de inscrição (que ajuda a manutenção do coro).

O coro sinfônico é um projeto de extensão, ou seja, aberto à comunidade, que visa trazer realização pessoal pelo canto. Em abril, o coro comemorará 15 anos e o maestro David Junker já escolheu peças especiais para este ano.

Não existem exigências ou pré-requisitos, sequer é necessário ser afinado ou entender de música erudita. O coro é cíclico, isto é, o trabalho recomeça a cada semestre. Os cantores se dedicam durante todo esse período para apresentar um concerto no final. A cada semestre o coral nasce para o evento.

Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2006

Fórum Social de Caracas

Mesa-redonda na reitoria
por Marco Prates

Ocorrerá no dia 16 deste mês, quinta feira, um debate organizado pelo Laboratório de Estudos do Futuro (LEF) (aposto que esse muitos não conheciam) sobre o tema Fórum Social das Américas e as perspectivas do futuro da América Latina. O evento contará com a presença de pesquisadores do Instituto de Relações Internacionais e da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB), e terá início às 14h30 no auditório da Reitoria. Todos podem comparecer e não se faz necessário inscrição.

É uma boa pedida para quem quer se informar sobre a sexta edição do Fórum Social Mundial, realizado em janeiro deste ano em quatro pontos diferentes do globo (embora o evento só trate do mais próximo à nação brasileira, realizado em Caracas, Venezuela) e discursar sobre o futuro da América Latina. O fórum, que surgiu em resposta ao Fórum Econômico Mundial realizado anualmente em Davos, é formado por “movimentos sociais, redes, ONGs e outras organizações da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo” (Site oficial: www.forumsocialmundial.org.br).

Crônica (continuação)

O moço e a moça
por Guilherme Rocha

Pare, pense e reflita.
Verdade seja dita
Vale a pena tudo isso?
Ser submisso a esta vida obscena?
Querer ser Aquiles ou Helena?
Em vez de saúde, preferir uma jóia
E viver nesta Guerra de Tróia...
Viver neste filme de Hollywood
Onde os heróis são Kents ou Waynes
Cercado de Marx e de Keynes
Enquanto tudo que é bom passa...
Tudo que é bom dura pouco...
Depois de gritar para a massa
Cansou-se e ficou rouco
Louco, solto, livre
Livre para consumir o que os outros mandam.
Já disse, daqui a pouco você morre
E terá perdido a chance
De não levar a vida tão a sério
Viver não é mistério, e sim
O que tem depois do necrotério.
Assim, deixemos isso pra depois
Já temos problemas demais pra nós dois
Esqueça, moço e moça,
Não dá pra fazer tudo
Não se pode ir tão fundo
Faça diferente, não siga os outros
E, inclusive, não me siga,
Pois tudo o que eu digo (e já fiz)
Deu errado
Como deu certo.
Talvez seja até melhor esquecer
Cada uma destas linhas
Mas tente lembrar
(Faça um esforço),
Que um dia olharás no espelho,
Talvez com os olhos vermelhos,
E aqueles dois que haviam antes do outro lado do vidro
Terão sumido
Estarão no passado,
Aquele moço...
E aquela moça...

Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2006

Confira resultado do Vestibular

A busca por nome dos aprovados no primeiro Vestibular de 2006 pode ser feita no endereço: http://www.cespe.unb.br/vestibular/unb%5F06%5F01/resultado.asp

O ano letivo de 2006 começa no dia 17 de abril.

Orçamento 2006 II

UNE pleiteia apoio ao valor original da Emenda Andifes
por Ana Araújo e Beatriz Olivon

Na manhã do dia 9 de fevereiro, o líder da UNE no Distrito Federal e representantes de alguns Centros Acadêmicos da UnB foram até o Congresso Nacional em busca de apoio à retomada do valor original da Emenda Andifes, que consiste em um valor suplementar que seria destinado ao Ensino Superior. Este valor era, inicialmente, de R$250 milhões e foi diminuído para R$4 milhões. O tímido movimento dos representantes estava em busca de assinaturas de deputados que concordassem com o retorno ao valor original. A votação da emenda será quinta-feira (16/2).

Orçamento 2006

UnB ainda não tem orçamento para este ano
por Beatriz Olivon

Ainda tramita no Congresso o Projeto de Lei com a proposta de orçamento para a universidade neste ano. Sem o dinheiro, o Decanato de Administração ainda não tem propostas para o uso da verba. Por enquanto a universidade mantêm-se com 1/12 do seu orçamento proposto; tal quantia é o mínimo necessário para as despesas essenciais, como água, luz e funcionários. O Decanato afirma que no final deste mês ou no início de março o orçamento provavelmente terá sido aprovado.

Domingo, 12 de Fevereiro de 2006

Artigo

A montanha da ignorância
por Gabriel Castro

Quando o Cristianismo era apenas uma crença restrita a uma pequena e insignificante região do globo, seguida por algumas poucas pessoas, pobres e sem importância, Jesus disse que todos os povos teriam a chance de ouvir a boa nova da salvação por meio do Evangelho. Um punhado de aldeões havia criado uma religião e prometia que ela se espalharia por todo o mundo.

Como se já não fosse fabuloso e espetacular profetizar algo assim, no mesmo sermão, Jesus Cristo advertiu: "Nos últimos dias, os cristãos serão perseguidos, maltratados e enganados. Muitos perderão a fé." Após a expansão do Cristianismo, e depois das tormentas e das perseguições, então voltaria o Senhor. Estava criada a única religião que não só apostou na própria decadência, como também tornou dela dependentes as suas crenças.

Jesus tinha razão na primeira profecia: o Cristianismo dominou o mundo e os últimos países são evangelizados. A segunda profecia parece já estar em andamento: além das perseguições aos cristãos recorrentes em países como a China e o Irã, nota-se que o Cristianismo começa a perder força justamente onde chegou a ter mais influência: na Europa Ocidental. Ao mesmo tempo em que cresce como nunca na Ásia e na África, em seu mais tradicional reduto o Cristianismo vai habituando-se às brigas com o crescente movimento ateísta.

Curiosamente, nos EUA não se observa o mesmo fenômeno: apesar de haver lá também um anti-cristianismo atuante, os cristãos têm tido força suficiente para reagir. É isso o que começaram a fazer há cerca de 20 anos, num movimento que cresceu ainda mais nos últimos cinco. Os Estados Unidos são o berço de duas vertentes "empíricas" do Cristianismo: o pentecostalismo protestante e a Renovação Carismática católica. Ambos apostam na manifestação dos mesmos dons que Cristo operava há dois milênios. E é, de certo modo, mais fácil crer em Deus quando se observa curas, aparições e milagres de todo o tipo. Não há nada de irracional nesta fé. Enquanto na Europa se gasta tempo discutindo em debates demasiado abstratos, perdidos em filosofias sem resultado, os americanos preferem investir nos indícios práticos das intervenções divinas. Este era, aliás, o método que o próprio Cristo usava para provar-se filho de Deus: apontava para seus milagres. Talvez por isso, o Cristianismo na América demonstra muito mais vigor do que no Velho Continente.

Quanto mais profunda e complexa se torna a discussão sobre a existência de Deus, mais inútil ela fica. Não que seja difícil encontrar Deus na Filosofia ou na Física (Ele é grande demais pra conseguir se esconder). Mas certamente o Senhor não se sente à vontade em cátedras ou academias. Uma das mais sublimes passagens da Bíblia é aquela em que Cristo, falando da Revelação divina, diz : "Graças te dou, ó Pai, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos." Para quem tem perguntas, a resposta não está na sabedoria refinada: está no prosaico. A verdadeira fé não depende de estratagemas complexos, e muito menos de raciocínios avançados. Ir neste sentido é seguir o jogo dos ateístas, que normalmente moldam o debate dentro de seus próprios critérios para depois alardearem uma superioridade lógica que na verdade não existe senão dentro de suas cabeças.

Neste caso, não hesite: fique com Robert Jastrow, fundador do Instituto de Estudos Espaciais da Nasa: "Para o cientista que se pautou pela fé no poder da razão, a história termina como um sonho ruim. Ele escalou a mais alta montanha da ignorância; está prestes a conquistar o pico mais alto; ao transpor a última rocha, ele é saudado por um grupo de teólogos que estavam sentados lá há séculos."

Nota do editor: O Blog do CACOM, além de mostrar notícias da UnB, é um espaço para os estudantes mostrarem seus trabalhos e produções. Mande-nos seu texto.

Correção

Diferentemente do que diz a matéria "Eleição do Consuni na FAC", a eleição do representante da Faculdade de Comunicação ocorreu no dia 3/2 e não no dia 3/12.

Sábado, 11 de Fevereiro de 2006

Eleição do Consuni na FAC

Professora Márcia Marques é eleita a representante da FAC no órgão máximo da UnB

Ontem foi homologado o resultado da eleição para o representante dos professores da Faculdade de Comunicação (FAC) no Conselho Universitário (Consuni). A eleição aconteceu na sexta-feira, 3/12, na secretaria da FAC. As professoras Márcia Marques, do Departamento de Jornalismo, e Tânia Montoro, do Departamento de Audiovisual, concorriam ao cargo. Dos 35 professores aptos a votar, 25 compareceram e, por 18 votos a sete, Márcia Marques ganhou o cargo. A comissão eleitora era composta pelos professores David Renault, Zélia Leal e José Ferreira e pela presidente do Centro Acadêmico de Comunicação (CACOM), Bárbara Lins Lima.

O que é o Consuni?

O Conselho Universitário é o órgão máximo da Universidade de Brasília. Ele é o responsável, entre outras coisas, por formular as políticas globais da Universidade, avaliar o desempenho institucional, criar cursos de graduação e de pós-graduação stricto sensu, apreciar recursos contra atos do reitor e aprovar as vinculações orgânicas das Unidades Acadêmicas, Órgãos Complementares e Centros.

Fazem parte do Consuni o reitor, como presidente, vice-reitor, como vice-presidente, os decanos, os diretores das Unidades Acadêmicas, cinco representantes do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE), um do Conselho Comunitário, um dos Órgãos Complementares, um dos Centros Acadêmicos, um docente de cada Unidade Acadêmica, um ex-aluno, alunos de graduação e pós e servidores técnico-administrativos.

Colaboração de Bárbara Lins, presidente do CACOM

Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2006

Crônica

O moço e a moça
por Guilherme Rocha

Quando estiver no fundo do poço
Olhar no espelho e não ver mais aquele moço
É... Aquele moço... Forte, animado, bonito
Cuja vida parecia ter o tempo do infinito
E, infinitas vezes, fazia tudo errado
Tudo o que não devia,
Pois tinha toda a vida pela frente...

Quando estiver naquela fossa
Olhar no espelho e não ver mais aquela moça
É... Aquela moça... Com tudo em cima
O astral, a energia, a adrenalina
E sonhava em encontrar o príncipe encantado,
Deixava de fazer tudo o que queria,
Pois o mundo colocava mentiras na sua mente...

Quando a linha do tempo passar a marcar o seu rosto
E o cabelo branco te matar de desgosto
E a gravidade puxar a sua pele pra baixo
Quando cansar de suportar um esculacho
Naquela hora em que tudo é um saco
E você se sente chato por pagar cada sapo
Quando tudo isso acontecer, pare e pense...

continua...

Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2006

Universidade na área rural

Gestão de Agronegócios e Ensino de Ciências Naturais dão a partida, no dia 17 de abril próximo, ao funcionamento do campus da UnB em Planaltina. Inscrições para o vestibular começam hoje e terminam no dia 26 deste mês
por Aerton Guimarães

Após quase quatro anos de espera, o mais novo campus da Universidade de Brasília começará a funcionar em Planaltina. A Reitoria afirma que a seleção de novos alunos do campus será realizada no dia 26 de março para que as aulas tenham início em 17 de abril, mesma data estabelecida para o campus Darcy Ribeiro.

Por enquanto dois cursos abrirão vagas, sendo 30 para o bacharelado em Gestão de Agronegócios (seis são do sistema de cotas) e 40 para licenciatura em Ensino de Ciências Naturais (dessas, oito são do sistema de cotas). No total, apenas dez professores doutores foram contratados, seis para o curso de licenciatura e quatro para o bacharelado, suficientes para iniciar o primeiro semestre dos cursos. Porém, são necessários pelos menos mais 20 professores e 20 técnicos administrativos para que o campus possa aumentar sua capacidade com a implantação de dois novos cursos de graduação, um na área de Pedagogia e outro na de Saúde.

Além disso, a intenção é fazer do novo campus a base de apoio para dois cursos de graduação à distância, o de licenciatura em Biologia (com 250 vagas) e o bacharelado em Administração (ainda sem quantidade de vagas definida). Para isso ele espera apenas a liberação de concursos por parte do MEC para contratar novos professores.

Parcerias também serão bem-vindas. A Embrapa já está sendo visada, devido à tradicional parceria com a UnB em vários projetos, para apressar a chegada da pós-graduação e da extensão em Planaltina. O diretor da nova unidade ainda não foi nomeado, porém está garantido que o campus terá o mesmo status das outras unidades acadêmicas, participando dos conselhos da UnB e ligação com os decanatos.

Enquanto isso, os outros campus da UnB, um no Gama e outro em Taguatinga/Ceilândia, encontram-se na fase de doação de terrenos. Por isso o início da construção deve demorar.

O objetivo da UnB ao implantar novas unidades fora da Asa Norte é fazer parcerias com as comunidades locais para definir as áreas prioritárias de cada região. Assim, o foco principal do ensino, pesquisa e extensão será dado de acordo com as vocações regionais, com a intenção de impulsionar o desenvolvimento do DF e regiões do Entorno.

A comunidade poderá participar ativamente da instituição por meio de um Conselho Comunitário Local, que envolverá representantes do Poder Público também, objetivando controlar a qualidade dos cursos através de críticas e sugestões. Timothy defende essa idéia, pois acredita que a comunidade é imprescindível para o bom funcionamento das atividades da instituição. Por isso o conselho deverá ter esse caráter consultivo.

Serviço

As inscrições serão realizadas apenas pela internet e até o dia 26 de fevereiro. A taxa de inscrição é de R$ 60,00.

A novidade é o programa de inserção social, no qual os estudantes que cursaram as três séries do ensino médio em qualquer escola das cidades Brazlândia/DF, Planaltina/DF, Sobradinho/DF, Sobradinho II/DF, Água Fria de Goiás/GO, Cabeceiras/GO, Formosa/GO, Planaltina de Goiás/GO, Vila Boa/GO e Buritis/MG, terão um acréscimo de 20% em suas notas no vestibular.

Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2006

Coneb : a educação em debate

UNE convoca Centros Acadêmicos para a 11ª edição do evento
por Gabriel Castro

Pela primeira vez nos últimos 7 anos, a União Nacional dos Estudantes (UNE) se prepara para organizar o Coneb (Conselho Nacional de Entidades de Base). O evento acontecerá na Unicamp entre os dias 13 e 16 de abril e promete ser especial: a expectativa é de que pelo menos 4 mil Centros Acadêmicos (CA’s) do país estejam representados. Em nenhuma outra edição do Coneb este número havia sido alcançado. Quem garante é Leandro Cerqueira, diretor regional da UNE no Distrito Federal.

Cerqueira tem se encarregado de conversar com os membros dos CA’s do DF e tenta convencê-los a enviar um representante ao evento. Segundo ele, na UnB, a adesão tem sido muito boa. “Pelo que eu vejo, só o CA de Serviço Social talvez não participe”, afirma.

A 11ª edição do Coneb terá espaço para discussões sobre assuntos variados, como a soberania da Amazônia, mas o foco não poderia de ser outro: o ensino superior no Brasil. A intenção dos organizadores é formular uma plataforma de reivindicações e aproveitar as eleições de outubro para conseguir firmar compromissos com os candidatos. “Agora é o momento de nós definirmos nossas propostas e exigir comprometimento dos políticos”, diz Leandro. Entre os temas mais importantes estão a Reforma Universitária e o repasse de verbas para as universidades.

Também haverá espaço para se discutir a organização da UNE, que em 2007 completará 70 anos de existência. A intenção é rediscutir questões de organização interna, como a proporção de delegados votantes, o que refletirá no Congresso de junho do ano que vem, quando uma nova diretoria nacional será escolhida. Os delegados do Coneb (geralmente escolhidos entre os estudantes de cada curso) vão deliberar sobre cada assunto e vale a maioria simples na hora de decidir.

A atual diretoria da UNE, eleita em junho de 2005, tem se preocupado em cadastrar CA’s e Diretórios Centrais Estudantis (DCE’s), sendo estes últimos mais de 400. Segundo a diretoria da União, esta política soma forças e ajuda a organizar o Movimento Estudantil.

Segundo o regimento interno do 11º Coneb, o credenciamento do representante de cada Centro Acadêmico será realizado no dia 6 de abril de 2006 (quinta-feira), das 9h às 22h, no estado de origem de cada entidade de base.

Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2006

E quanto às fachadas dos CA's?

Centros Acadêmicos podem ter identificação, mas esta deve ser aprovada pela Prefeitura do Campus, que não garante pagar a conta
por Diogo Alcântara

Polêmica é a palavra que melhor descreve a atitude da Prefeitura do Campus (PRC) quanto à pintura das fachadas dos Centros Acadêmicos (CA’s) e do Diretório Central dos Estudantes (DCE). A ação realizada no ano passado, pouco antes da greve, dividiu opiniões e criou um forte sentimento de protesto por parte dos estudantes. Contudo, após a ocupação da reitoria durante a greve, o Reitor Timothy Mulholand assinou um documento que permitiria novamente a identificação dos CA’s.

Com o objetivo de padronizar esteticamente os prédios da UnB, a prefeitura pintou com tinta cinza (cor semelhante à do concreto) qualquer outra pintura nas fachadas (principalmente com identificação de Centro Acadêmico). O ato causou uma onda de protestos, como o dos estudantes de Ciências Sociais que fizeram um cordão de isolamento para que o CA de Sociologia não perdesse sua pintura tradicional. Alguns dias depois, no entanto, todas as fachadas estavam padronizadas. Segundo o Prefeito Antônio Wilson Botelho de Sousa, a PRC vai manter os prédios da universidade sem qualquer pintura sobre o concreto.

A reidentificação dos CA’s e do DCE não poderá mais ser feita diretamente nas paredes da Universidade. Ficou acordado entre ambas as partes que serão criadas placas que poderão ser pintadas e penduradas nas fachadas. De acordo com Antônio Wilson, os estudantes devem mandar uma proposta de formato para as placas. A princípio o acordo é de que a Universidade arque com as despesas provenientes da confecção de tais placas. O prefeito disse ainda que depois que a proposta dos estudantes for entregue e mais tarde aprovada, a prefeitura fará um levantamento de preços. Mas, de acordo com a prefeitura, após levantar os custos, não é garantido que a universidade pagará esta despesa. “Vamos levantar os custos” afirmou o prefeito “e só depois veremos quem é o pai da criança”.

MOTIVO DA PADRONIZAÇÃO

As opiniões da prefeitura e dos estudantes são divergentes. Para um estudante que se identifica como Chico, a atitude foi uma provocação aos alunos, uma afronta a sua autonomia. Em contrapartida, a prefeitura explica que a idéia de padronizar agora é a de evitar conflitos posteriores em caso de reformas que possam danificar as identificações.

DISCREPÂNCIAS

Quando o assunto é regras para a nova identificação dos CA´s e do DCE (criação das placas) o desencontro de informações é nítido. Por um lado o prefeito afirma que não foi informado oficialmente de nenhuma regra, está à espera de um informe oficial dos alunos.
Porém, segundo o DCE, uma comissão formada pelos CA’s, pela Diretoria de Esporte Arte e Cultura (DEA) e pela Prefeitura redigiu uma minuta que contém todas as regras e medidas para a implantação de tais placas que será entregue ao CEB (Conselho de Entidade Base). O documento pode ser acessado no site do Diretório [www.unb.br/dce].

Cinema para dar risada

por Carolina Menkes

Boas risadas serão garantidas na semana de 6 a 10/2. Desta vez, O Núcleo de Vídeo Comunitário apresentará a Semana Comédia, com sessões diárias às 12h, no Anfiteatro 15 – ICC Norte. Segue a programação:

6/2 - SEGUNDA-FEIRA >> Mais uma vez amor – BRA - 2005Direção: Rosane Svartmann. Elenco: Juliana Paes, Dan Stulbach, Betty Lago, Hugo CarvanaDuração: 95 minutos

7/2 - TERÇA-FEIRA >> Entrando Numa Fria Maior Ainda – EUA - 2005Direção: Jay RoachElenco: Robert de Niro, Bem Stiller, Dustin Hoffman, Barbra Streisand, Blythe DannerDuração: 115 minutos

8/2 - QUARTA-FEIRA >> A Sogra – EUA - 2005Direção: Robert LuketicElenco: Jane Fonda, Jennifer Lopez, Michael VartanDuração: 101 minutos

9/2 - QUINTA-FEIRA >> Hitch – O Conselheiro Amoroso – EUA - 2005Direção: Andy Tennant.Elenco: Will Smith, Eva Mendes, Kevin JamesDuração: 118 minutos

10/2 - SEXTA-FEIRA >> Dança Comigo? – EUA - 2004Direção: Peter Chelson.Elenco: Richard Gere, Jennifer Lopez, Susan SarandonDuração: 106 minutos

Domingo, 5 de Fevereiro de 2006

Teatro universitário no CCBB

Evento promete fomentar debates e entreter admiradores do teatro na capital federal
por Marco Prates

O CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) sediará, de 7 a 16 de fevereiro, o festival A Experiência da Cena, realizado pelo Departamento de Artes Cênicas da UnB. O evento é composto por palestras ministradas por pesquisadores e professores, além de espetáculos criados pelos alunos, representando uma parceira inédita entre as duas instituições.

Na amostra, se encontrarão as mais diversas estéticas, técnicas, propostas e gêneros - drama musical, teatro do absurdo, palhaços, teatro de bonecos - todos produzidos na universidade.

O projeto não substitui o já conhecido Cometa Cenas - onde estudantes de artes cênicas apresentam seus trabalhos de final de curso, de alguma disciplina ou provenientes de pesquisa - que tem sua estréia marcada para março. O princípio do festival, no entanto, é parcialmente o mesmo, com o bônus de procurar mostrar "a integração entre pensar teatro e fazer teatro", alegou o idealizador e coordenador do projeto, Marcus Mota. Ele diz que é preciso "ultrapassar as fronteiras entre o teatro universitário e o teatro da cidade", pois o que há "é teatro de qualidade".

Embora o Cometa Cenas se restrinja mais ao espaço da Universidade de Brasília, muitas pessoas de fora vinham prestigiar o evento nos últimos tempos. A parceria com o CCBB amplia esse aspecto e permite que uma nova parcela da sociedade prestigie os espetáculos e o dinamismo da atividade acadêmica atual, tanto prática, nas peças; quanto teórica, nas palestras.

Para conferir a programação completa, além de preços e facilidades (há ônibus gratuitos que passam pela UnB), acesse o site da Assessoria de Comunicação da UnB no endereço: http://www.unb.br/acs/releases/rl0106-30.htm

Artes Cênicas em Brasília

Idealizador e coordenador do festival A Experiência da Cena fala ao Blog do CACOM sobre a UnB e as dificuldades da cena brasiliense

por Marco Prates

Marcus Mota, professor de Artes Cênicas na UnB, está orgulhoso quanto ao crescimento de sua área na universidade. O que antes eram duas salas se transformou em um departamento independente com sede própria e linha de pós-graduação. Há 18 professores com as mais diversas formações, o que possibilita aos alunos "um contato crítico com a tradição e com uma diversidade de técnicas e habilidades". De fato, artistas formados na universidade têm notoriedade, fruto do maior respeito conquistado pelo departamento em sua história.

Sobre a situação da arte teatral em Brasília, Marcus Mota visualiza dois aspectos. A entrada do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), da Caixa Econômica e a existência de editais de fomento para cultura proporcionam um horizonte de trabalho para os artistas na cidade. Claramente, uma efervescência cultural é visualizada na capital. O que há hoje em termos de teatro são, além de peças do eixo mais estabelecido Rio-São Paulo, produções brasilienses que carecem de temporadas mais estáveis e duradouras, sinônimos de um cenário amadurecido. São comuns obras que necessitam de seis meses de preparação, de complexa encenação técnica e artística, mas possuem temporada de cinco a seis apresentações. Mesmo os espetáculos do Sudeste permanecem aqui por dois finais de semana. No espaço do CCBB, por exemplo, cada peça do festival só será encenada uma vez.

Esse cenário acarretou no que Mota chamou de "muita gente para pouco espaço". A solução rotativa veio para suportar o contingente de artistas e trabalhadores. "Falta profissionalização no teatro em Brasília", afirmou o coordenador. Nas mãos de entidades públicas, que se sobrecarregam em funções e não procuram um eixo profissionalizante, as peças se limitam a migrar entre as instituições sempre que há espaço. Necessita-se, segundo Mota, de um ambiente onde as produções se sustentem sob os critérios de mercado. "Não há mais diferenciação entre teatro experimental e comercial", frisa.

Se a iniciativa merece aplausos pela conquista de um maior espaço para o trabalho desenvolvido na universidade, a publicidade do evento não se mostrou à altura. Embora vários cartazes se encontrem colados lado a lado no CEN (Departamento de Artes Cênicas), não havia, até o dia de ontem, um cartaz visível no ICC inteiro ou no Restaurante Universitário, locais de intensa movimentação na universidade. Entusiastas da arte teatral desconheciam ou pouco sabiam do evento. Propaganda se faz de movimentação e um festival de espetáculos e palestras que extravasa o universo acadêmico há muito deveria ter tido seus dizeres afixados nos murais estudantis.

A parceria serve de embrião para futuras iniciativas bem-sucedidas entre a universidade e instituições externas no que tange às Artes Cênicas. Um trabalho que exigiu intensa dedicação e que merece ser contemplado, se não por conhecimento e incentivo, pela qualidade esperada das obras. A peça "Seis Personagens em Busca de um Ator", dirigida por Hugo Rodas, venceu seis prêmios no 18º Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau, em 2004. Prêmios a parte, se os espetáculos entreterem o público e este for visto sorrindo ao fechar das cortinas, todo esforço terá valido a pena.

Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2006

Entrevista: Rodrigo Dantas

Ex-presidente da ADUnB fala de sua possível candidatura ao Governo do DF
por Guilherme Rocha

Rodrigo Dantas falou hoje, com exclusividade, ao Blog do CACOM. Segundo carta oficial divulgada por ele, seu afastamento da ADUnB provém de uma compreensão da necessidade de seu maior engajamento político junto ao PSOL (partido do qual é fundador) para servir de alternativa política para o Distrito Federal. Agora, Dantas conta seus projetos futuros, divergências dentro do PSOL, sua opinião sobre a corrida ao Buriti e faz um balanço de sua gestão na entidade.

O afastamento da ADUnB

Rodrigo Dantas: Afastei-me da ADUnB por me envolver mais com o PSOL; a ADUnB não é relacionada a partidos, governos ou à reitoria. Nossa chapa [ADUnB Autônoma], como o próprio nome diz, é independente. Então, decidir sair para me dedicar a uma luta maior. É preciso ter um projeto político alternativo. Essas greves que fizemos não são suficientes para conseguir as mudanças sociais. Elas minimizam o prejuízo, mas são resistências isoladas e derrotadas facilmente.

A candidatura ao governo do DF e divergências dentro do partido

Rodrigo Dantas: Esta possível candidatura não é iniciativa minha. Ela vem do grupo no partido do qual faço parte. Porém, nada foi definido ainda. A Maninha, por exemplo, defende alianças com PDT e PPS, mas acho que não devemos aceitar aliança nenhuma, a não ser, talvez com o PSTU. Não devemos repetir o que fez o PT [uma série de alianças políticas]. Esta disputa será resolvida na Convenção do Partido em Junho. A Maninha pode divulgar na imprensa que ela será candidata, mas acho que venceremos a Convenção. Nosso grupo é maioria dentro do partido.

O contexto da eleição

RD: Esta opinião é minha, não falo pelo PSOL. Creio que esta eleição será diferente das outras. Antes havia uma polarização entre Roriz e PT, azul e vermelho. Agora o Roriz não pode se candidatar mais e tem até cinco candidatos para apoiar. Já o PT não é mais referência na esquerda. É preciso ver como este espaço será ocupado. O PSOL deve formar uma chapa de esquerda a ambos e este planejamento é para um longo prazo. Não queremos ganhar eleição a qualquer custo, por isso não faremos qualquer aliança. O atalho mais curto a gente já sabe no que dá. Vide o PT.

A gestão frente à ADUnB: aspectos positivos

RD: Tivemos muitos avanços. Fizemos a leitura correta do governo Lula e montamos uma resistência. O mais fácil era aderir a este governo, mas fomos na contramão. Fizemos um papel de vigilância, fomos autônomos. Conseguimos que a ADUnB tivesse maior participação no ANDES [sindicato nacional dos professores].

A gestão frente à ADUnB: aspectos negativos

RD: A maioria da diretoria da ADUnB discorda de mim, mas acho podíamos ter criado condições para ter um projeto para construir um meio e condições para mudar esta ordem privatizante e mercantilista que tem marcado as gestões na reitoria nos último anos.

Rodrigo Dantas é doutor pela UFRJ e dá aula na UnB de Filosofia Política e Filosofia Marxista desde 1995. Foi secretário-geral da ADUnB na primeira gestão e presidente da entidade na segunda. Com sua saída, assumiu Graciela Nora, professora da Faculdade de Tecnologia.

UnB terá 86 novos professores

Segundo a Assessoria de Comunicação da UnB, o MEC liberou a contratação de 86 professores. Apenas a UFRJ e a UFMG receberam mais vagas.

O reitor TimothyMulholland ficou decepcionado. Ele considera ser pouco o número liberado.

A média nacional da relação aluno/professor é igual à 14. Porém, a UnB tem aproximadamente 18 alunos para cada professor.

Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006

Cespe responde

Em entrevista, Marina Osmarina Oliveira, coordenadora de logística do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB), fala ao blog sobre o cadastro de fiscais
por Camila Louise e Thaíse Torres


Há quantas pessoas inscritas no Cespe/UnB (que possuem número de fiscal e chefe de sala) em cada grupo (I, II e III)?

Os colaboradores são subdivididos em três grupos:
· carente – Grupo 1, com 2.728 estudantes inscritos;
· semicarente – Grupo 2, com 1.019 estudantes inscritos; e
· não carente – Grupo 3, com 12.382 estudantes e servidores inscritos

Por que quem faz cadastro nem sempre recebe o número?

Para atuar como fiscal é preciso que o estudante passe por um treinamento de capacitação. Apenas após o treinamento, ele recebe o número de cadastro e entra no rodízio. Para capacitar todos, o projeto do Cespe/UnB é fazer o treinamento duas vezes ao ano, uma a cada início de semestre. O próximo, por exemplo, está previsto para fevereiro deste ano. A primeira etapa deve atender a duas mil pessoas.

Quantas pessoas inscritas estão esperando pelo número?

É muito difícil precisar este número, uma vez que o Cespe/UnB recebe inscrições diariamente. Além disso, após o cadastramento de cada aluno e servidor, é preciso checar com a Secretaria de Administração Acadêmica e com a Secretaria de Recursos Humanos da UnB se eles realmente têm vínculo com a Universidade.

Como as pessoas interessadas devem proceder para efetuar a inscrição?

O estudante ou servidor da UnB, que atender aos requisitos necessários para atuar como fiscal, deve efetuar seu cadastro no próprio site do Cespe/UnB (http://www.cespe.unb.br/). Feito o cadastro, o estudante deve realizar o treinamento para receber seu número de cadastro e poder participar como colaborador dos eventos realizados pelo Cespe/UnB.

As filas estão muito grandes. Qual a orientação do Cespe/UnB para os atendentes dos guichês para quem quer pegar as sobras, no intuito de diminuir as filas e/ou agilizar o atendimento?

Estamos promovendo uma atualização em nosso cadastro que irá praticamente preencher todas as vagas oferecidas. Hoje, há uma rotatividade muito grande dentro da UnB. Na seqüência de cadastro de 1.200 a 1.400, por exemplo, 30 estudantes podem não ter mais vínculo com a UnB. Podem ter se formado ou trancado o curso. Conseqüentemente, eles não podem preencher as vagas, gerando sobras. Com o levantamento, vamos eliminar os cadastros desses estudantes. Dessa forma, todos os colaboradores convocados estarão devidamente habilitados para trabalhar. Esta atualização será feita a partir de um recadastramento e, posteriormente, da checagem trimestral dos dados.

É verdade que houve uma redução no número de fiscais?

Não há redução de fiscais. O volume varia de acordo com a demanda do Cespe/UnB, que convoca o número de fiscais e chefes necessários para manter a organização e segurança dos processos seletivos.

O Cespe/UnB tem algum meio de organizar as "sobras"? É possível fazer um cadastro para as pessoas que quiserem tentar pegá-las?

Para o processo ser democrático, as vagas remanescentes são abertas a todos os alunos por ordem de chegada. Entretanto, o recadastramento e revisão dos cadastros deverão reduzir consideravelmente o número de vagas não preenchidas.

Existem dados sobre algum grupo que predomina nas sobras?

Não há esse tipo de informação, uma vez que essas vagas estão abertas a todos os estudantes e servidores cadastrados. Havendo vagas, quem quiser trabalhar, pode.

Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2006

Crônica

Vômito Emocional
por Guilherme Rocha

Enquanto escrevia cada linha, vinha na cabeça minha
Que o título do poema poderia me trazer algum problema
Mas “Vômito emocional” traduz sem igual o que pretendo dizer
Agradeço ao Herbert Viana, pois não sou do tipo que engana
Foram os Paralamas que me deram tal idéia para escrever
Como aqui vou falar o que quero, não se assuste, espero
Com a minha linguagem. Sim, pode parecer selvagem
Como o texto já começou nada poético, vou falar por falar
O país tá ruim mesmo, a Seleção joga por jogar
A economia anda a esmo, o salário acaba, sem o mês acabar
Derramo minhas lágrimas pelas maiores bobagens
Dou o meu sangue e de volta só trairagem
Os amigos minguam, escorrem pelos dedos
Os racionais dos homens torturam, espalham o medo
O pobre do cachorro sem destino, sofre de frio, pequenino
E tem que tomar chuva
Lógico, ele é irracional: ele polui, mata, mente, engana, falsifica, destrói
O homem que o põe na chuva é o herói, é inteligente, é esperto
Faz tudo certo, por isso que o mundo é pura igualdade e fraternidade
Só alguns bilhões passam fome, de que vale isso?
Outros tantos nem escrevem o nome, são poucos, nem se lembram disso
E ainda há aqueles que nem nome têm...