Notas Expressas

Tivemos um enxugamento do nosso corpo de repórteres, mas estamos, aos poucos, retomando o ritmo de publicação de matérias.
(atualizado em 20 de outubro de 2007)


segunda-feira, 13 de março de 2006

Heloísa Helena: “Meu Amigo Terrorista”

A senadora teria muito a explicar, fosse este um país sério. Como não é, ela prefere calar-se. E fica tudo por isso mesmo
por Gabriel Castro

Em outubro, o país vai mais uma vez escolher seu presidente. Os pré-candidatos já fazem o possível para ter o máximo de exposição. Obviamente, há coisas que eles nunca contariam. Acostume-se com isto: nenhum político é confiável.

Há algumas semanas, o PSOL apresentou-se oficialmente à comunidade da UnB. Fiz a cobertura do evento (http://cacom.blogspot.com/2006/01/psol-na-unb.html), junto com os estudantes Marco Prates e Vitor Freire. Consegui falar com a senadora Heloísa Helena. Ela não quis conversar na hora, mas passou-me o número de seu celular. Liguei para a senadora e acertei uma entrevista com ela: eu enviaria as perguntas por e-mail. A equipe do Blog do CACOM discutiu a respeito e, então, enviamos as perguntas: uma sobre o PT, duas sobre a universidade pública e uma sobre a posição ideológica do PSOL. A quinta pergunta, a última, era a seguinte:

“A senhora e seus companheiros de partido têm sido criticados por serem colegas de Achille Lollo, que foi condenado por assassinato naItália. Até onde é possível separar a vida pessoal da militância política de cada um, na opinião da senhora ?”


Lollo hoje

Achille Lollo é italiano. Em 1973, seu país vivia os Anos de Chumbo e ele militava no Partido Operário. Num episódio que chocou a Itália, Lollo e dois companheiros de partido jogaram 5 litros de gasolina por baixo das entradas do pequeno apartamento onde Mario Mattei, sua mulher e seus seis filhos moravam na rua Bibbiena, no bairro operário de Primavalle em Roma. E atearam fogo. Mattei trabalhava como gari e era secretario da seção do MSI (Movimento Social Italiano, de direita) no bairro. O casal conseguiu escapar, junto com quatro filhos. Mas Virgilio, de oito anos, não conseguiu sair de seu quarto. Seu irmão Stefano, 14 anos mais velho, tentou salvá-lo. Ambos morreram queimados.



A casa de Mattei após o incêndio

O filho mais velho de Mattei, durante o incêncio, ainda vivo

O atentado ficou conhecido como Rogo di Primavalle (incêndio de Primavalle). Em 1987, Achille Lollo e dois companheiros de partido foram julgados e condenados a 18 anos de prisão. Porém, Lollo fugiu da Itália para, anos depois, reaparecer no Brasil. Em 1993, o governo brasileiro se negou a extraditá-lo e ele vive até hoje no país. Em 2004, Achille participou, junto de Heloísa Helena, da fundação do PSOL, partido do qual é um dos principais ideólogos. Não há notícia de que algum dirigente da legenda se incomode com sua militância. A senadora critica o presidente Lula por ser aliado de José Dirceu. Nada mais justo do que perguntar a ela sobre sua cooperação com Achille Lollo.

Lollo, na época do atentado

Mas seus assessores não pensam da mesma forma: depois de muitas tentativas, consegui ser respondido. Não da forma que esperávamos:

“Este jornal é realmente da UNB? E você é o editor?O publico alvo desde jornal são estudantes, funcionários e professores?Agora o seu público conhece o Achilles, e que ele tem haver com a Senadora?O seu Público sabe quem é Olavo de Carvalho?Assim fica difícil agente fazer alguma coisa”. (os erros de escrita originários da Assessoria da senadora foram mantidos)

Olavo de Carvalho é articulista de alguns jornais de grande circulação. Ele critica pesadamente a senadora e seu partido, inclusive por causa da aliança com Achille Lollo. Mas eu não citei Olavo de Carvalho na entrevista e ninguém precisa concordar com ele para exigir respostas da senadora: uma breve pesquisa na Internet basta para se encontrar informações sobre o caso Mario Mattei.

Então, respondi à Assessoria:

“Certamente a maioria do meu público não conhece o senhor Achille e isto é até um fator que reforça a importância desta pergunta; a senadora é presidente do partido e candidata à Presidência daRepública; Achille Lollo é não só colega de partido, como foi co-fundador e parceiro militante da senadora. Sem dúvida a relação existe.”
(...)
“Não sei se, por sermos estudantes e por escrevermos para um jornal vinculado ao Centro Acadêmico (embora nem eu nem a maioria dos repórteres sejamos membros do CA), os senhores esperavam que fôssemos apenas elogiar a senadora e deixá-la discursar, algo que de fato ela faz bem. Mas definitivamente, não é o tipo de proposta que nós buscamos.”
(...)
“Não vou retirar esta pergunta e continuo esperando que a senadora cumpra o combinado e mande as respostas. Mas se a incomoda a pergunta 5, não precisa responder. Tenho certeza de que ela sabe que este tipo de incômodo é apenas um indício de que vivemos numa democracia, e que mal seria se isso nunca acontecesse”

Esta mensagem não foi respondida. A equipe do Blog decidiu, então, esperar mais uma semana pelas respostas da entrevista. Eu enviei uma mensagem ao e-mail da senadora para informá-la do prazo. Escrevi:

“(...) aviso que (...) vamos colocar no ar a matéria, com ou sem as respostas. Não é uma ameaça, é só um aviso.”

Desta vez, a própria senadora respondeu. E pôs em dúvida sua capacidade de interpretação: ela entendeu pelo contrário o que eu disse. E, claro, não perdeu a oportunidade de usar seu discurso de perseguida:

“(...) Ameaça?? Acha V.Sa. que eu tenho medo de alguma coisa??? Passei a vida como sobrevivente tendo que engolir meus próprios medos, entendeu???”

Ainda respondi, explicando o mal-entendido. Mas completou-se o prazo que estipulamos e a senadora (e sua Assessoria) nada mais disseram. As respostas da entrevista não chegaram. Conforme o nosso compromisso, estamos publicando este esclarecimento.

Por que será que a senadora, propagadora tão insistente da ética e da transparência, não se sentiu à vontade para responder à pergunta sobre Achille Lollo? Fosse esta uma acusação falsa e sem sentido, com certeza ela não se preocuparia em responder. Mas preferiu se esquivar. Achille matou duas pessoas e foi condenado a 18 anos de prisão. Isso são fatos, não são produtos da opinião do Blog. Que tipo de pessoa não se incomodaria ao ser acusado de aliar-se a um assassino de crianças? A senadora Heloísa Helena, ao omitir-se, dá-nos o direito de fazer todo o tipo de suposição (inclusive as mais graves. Principalmente, aliás).

Em 2003, o crime de Achille Lollo completou 30 anos e, pelas leis italianas, prescreveu (sua pena deixou de ter efeito). Entretanto, familiares das vitimas e grupos políticos italianos recolheram assinaturas e pressionaram a Justiça, que no ano passado declarou inválida a prescrição do crime. Ou seja: Lollo ainda tem uma pena de 18 anos para cumprir na Itália. Contudo, continua livre no Brasil (a leniência da Justiça brasileira não é novidade. Vide o caso Ronald Biggs).

O abaixo-assinado

Heloísa Helena vai se candidatar à Presidência da República. Tomara que seja mais transparente na campanha do que demonstrou ser conosco. Para mim, já não há dúvidas: quando um entrevistado foge e não responde a uma pergunta, sem querer ele diz muito mais do que se houvesse respondido.

Até o fechamento desta matéria, a senadora não enviou as respostas.

Links relacionados:

Cronologia do caso Mattei Fratelli (página em italiano):

http://redazione.romaone.it/4Daction/Web_RubricaNuova?ID=63379&doc=si

Páginas cobrando Justiça para os assassinos dos irmãos Mattei (em italiano) :

http://www.azionegiovani.org/modules.php?name=News&file=article&sid=35

http://www.lisistrata.com/2005politicainterna/002vergognalatitanti.htm

Relato do ataque à casa dos Mattei (em português):

http://www.italiamiga.com.br/noticias/artigos/quello_spaventoso_rogo_di_30_ann.htm

Um dos artigos de Achille Lollo no site oficial do P-Sol:

http://www.psol.org.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=37&Itemid=27

Nota: todos os artigos de Achille Lollo no site oficial do P-Sol foram apagados após a publicação desta matéria

Artigo de Achille Lollo no site do P-Sol de São Paulo:

http://www.psolsp.org/?id=548&PHPSESSID=4b7a28a8cbbc069dcfe0c723d4fa4a43


65 comentários:

Anônimo disse...

Gostaríamos de parabenizar a equipe do Blog e, principalmente, nosso colega Gabriel pela matéria e pelo furo jornalístico! A matéria está esclarecedora e bem escrita, esperamos que sua repercussão seja grande e ultrapasse as barreiras do CACOM!
Parabéns novamente!

Ana Elisa, Isabel e Paola

:: Joker :: disse...

E as respostas senadora?? Os estudantes também querem respostas! Caso você não se lemre, também somos eleitores (falando em termos que te chamem mais a atenção..).

Carla disse...

Vejam só os erros de português da assessoria da senadora, é uma coisa inacreditável. Ela deveria se envergonhar disso.

Anônimo disse...

Vejam o que Heloisa Helena estava fazendo em vez de responder às perguntas do CACOM:

http://claudia.abril.uol.com.br/edicoes/534/fechado/atualidades_gente/conteudo_119861.shtml

Anônimo disse...

http://claudia.abril.uol.com.br/edicoes/534/fechado/atualidades_gente/conteudo_119861.shtml

Paulo Francis Jr. disse...

Essa aí é digna de Veja heim?!!! Suuuper imparcial.
hehe

:: Joker :: disse...

Eu acho que no início ela só concordou em responder as perguntas porque achava que podia fazer filme com os estudantes mostrando que era uma pessoa atenciosa. Incrível o que tocar na ferida de alguém faz não é? Eu quero a resposta dessa pergunta Senadora! Que você e a sua péssima assessoria de comunicação manifestem-se pois senão eu mesma ajudo esse blog a divulgar sua falta de compromisso. (Ah Joker, muito bem lembrado, nós universitários também somos eleitores!!)

Anônimo disse...

Isso aí! Vamos ser imparciais com os imoladores de crianças!

André Souza disse...

Ótimo. É preciso mostrar a outra face do PSOL e da senadora. Por trás do discurso contra a corrupção dos governos atual e passado, há um projeto de poder que, para seus militantes, não precisa ser discutido. Se nos posicionamos contra ele, somos nefastos, reacionários, agentes do imperialismo ianque. Ao não responder a pergunta e tentar desqualificar o entrevistador e o blog, apenas mostra uma faceta autoritária, contra o exercício do contraditório. Se o indivíduo cometeu atentado terrorista, não importa a visão política dele, direita ou esquerda, mas o fato de ter cometido um crime.
A senadora precisa urgentemente assumir uma atitude mais democrática. E deixar de pensar que é o farol da verdade (vejam o que aconteceu com o PT).

Ana Elisa disse...

Nós, estudantes da UnB, e os outros leitores do Blog do CACOM ficamos esperando a resposta das perguntas.
Em ano eleitoral é bom saber quem são os candidatos à presidência do nosso país, não é mesmo?!
Começamos bem com essa matéria!

Jairo disse...

Mandaram muito bem!! E eu acho que deixaram muita gente com um gostinho de "quero mais". Vamos lá, tem muito candidato pela frente!

Anônimo disse...

Agora vão querer culpa-la por ter cometido o crime junto? fala sério!

Sandro Fortunato disse...

Olá, Gabriel e toda galera do Cacom!

BOLA DENTRO para a cobrança de posicionamento de uma eminente figura pública, sobretudo em se tratando de um caso de relação com alguém envolvido em um crime hediondo. Mas há de se pesar todo o contexto em que tal fato aconteceu. Não que isso ou qualquer coisa justifique o que foi feito. De forma alguma. Mas, só para lembrar que a contextualização é algo extremamente importante, podemos citar o caso de nosso (ao menos hoje) inofensivo Fernando Gabeira. Mesmo sendo parlamentar de um país que tem relações diplomáticas com os Estados Unidos, Gabeira não pode entrar lá, pois já participou de um seqüestro de um embaixador americano. Um crime hediondo pelo qual seria preso nos Estados Unidos.

Para civis e jornalistas perseguidos e torturados durante o regime militar no Brasil, os responsáveis diretos por isso são criminosos. Tanto quanto para as famílias de militares mortos por quem defendia o retorno ao regime democrático também o são.

Seria necessário apurar todo o envolvimento de Achille Lollo no incêndio criminoso para se criar um juízo de valor. Uma coisa é participar de um grupo rebelde capaz de cometer atentados contra a vida. Outra é riscar o fósforo. A intenção e o conhecimento ou não de quem estava na casa é outro fator importante. Nada, reitero, absolutamente nada justifica o ato e o crime em si. Mas é necessário conhecimento de todos os detalhes para se fazer um juízo de valor. Juízo de valor, pessoal, relacionado à nossa moral, leis e costumes. Julgar e condenar são atividades para juízes.

Talvez nem a própria senadora soubesse disso (eu duvido, mas isso é mera especulação – matéria para investidores corruptos e detetives, não para jornalistas). Talvez para o seu (dela) juízo de valor, o fato tenha sido uma impensada e desagradável conseqüência de um ato rebelde tido como necessário.

Mas só levantei tal questão para que se pense e se pese o afã pelo “denuncismo”, a grande vertente do jornalismo na última década e meia.

Mais uma vez: BOLA DENTRO. Que seja cobrado um posicionamento da senadora Heloísa Helena em relação ao Sr. Achille Lollo.

BOLA FORA para a história do “vamos colocar no ar a matéria, com ou sem as respostas. Não é uma ameaça, é só um aviso”. Totalmente dispensável, pois ninguém probo, seja qual for sua profissão, atividade, cargo ou posicionamento em relação a quem quer que seja se dirige a outra pessoa com ameaças. Muito menos a um(a) senador(a) da República.

O jornalista deve zelar pelo bem da verdade e sua ampla divulgação, esclarecendo a coletividade. Mas certamente os futuros colegas aprenderão na prática que, quase na totalidade das vezes, o jornalista zela mesmo é pelo bem da verdade de quem estiver pagando seu salário.

Viver em um estado democrático e com isso ter o acesso e a intimidade – nada aconselhável – que vemos comumente entre jornalistas e políticos, não dá aos primeiros o poder de fazer ameaças. Tampouco o contrário. Como diz o ditado: quem não deve... Outro que caberia bem em relação a um simples aviso de que o deadline se aproximava e seria interessante ter a resposta à pergunta é que para bom entendedor, meia pa ba.

O “discurso de perseguida”, a meu ver, foi bem cabível. Principalmente em se tratando de Heloísa Helena. Os medos daquela mulher, devem conhecer seus amigos e parentes mais íntimos. Por sua história, creio que ameaça alguma, mesmo pesada e de alguém que fosse capaz de cumpri-la, pudesse fazê-la temer.

Entenda. Sei que você não quis fazer uma ameaça. Descabido é o simples uso do termo.

Devemos entender também que calar-se é um direito. Inclusive, garantido por lei. As conseqüências disso já são outra história.

Outro mal entendido – e já antecipadamente peço que me perdoe se houve, de minha parte, má interpretação do texto – refere-se ao título do post – Heloísa Helena: “Meu amigo terrorista”. Ele sugere que a senadora tenha dito isto. Disse??!! Se não, seria mais apropriado: Heloísa Helena e seu amigo terrorista. Lembrando, claro, que quem escreve se responsabiliza – no caso de jornalistas, também legalmente – pelo que escreve.

Enfim... Parabéns por buscar a matéria completa e - se aceita um conselho de um colega com quase vinte anos de prática - na ética, vá sempre muito além da teoria ouvida em sala de aula.

Sandro Fortunato.:

Carla disse...

"Agora vão querer culpa-la por ter cometido o crime junto? fala sério! "

Creio que não seja essa a intenção, mas sim de cobrar o posicionamento de uma senadora que critica tanto a amizade do presidente com José Dirceu, mas quando se põe no lugar, age diferente. Se ela, uma presidenciável, foge de questões de estudantes, que dirá quando chegar a época dos debates?

Even_Darker disse...

Alguém leva isso a sério? Eu quero dizer... REALMENTE a sério? Vocês acreditam em Papai Noel? Nada mais natural que um político ter alianças e relacionamentos com este tipo de indivíduo. Isto nas décadas de 60 e 70 eram a coisa mais normal que existia (Gramsci por exemplo)...

Típico do jornalismo à la Clark Kente... apesar da apuração e de tudo mais a prosposta da matéria é risível...

Peraí... como cobrar profundidade e sofisticação de algo tão raso e pragmático como o jornalismo? Desculpem-me... acabo de cair no mesmo erro...

Anônimo disse...

Que atire a primeira pedra quem nunca queimou ninguém em nome de seus ideais.

Diogo Mainardi Jr disse...

Queimem a Heloisa Helena e toda essa corja de comunistas!

Bóris Casoi Jr. disse...

Comunista come (e queima) criancinha!
Isto é uma vergonha...

Anônimo disse...

é impressonante o escândalo que vocês fizeram por não ter conseguido fazer uma entrevista descente a altura do que se espera para uma candidata a presidente do brasil. Não entendo o que o fato do amigo de heloísa helena ter matado alguem ou não influencia na vida de cada um que perdeu minutos da vida acessando o site e esperando respostas para problemáticas políticas e sociais.
Sem contar nos cartazes que vocês pregaram em toda a UnB com os dizeres entre aspas:
Não me ameace!
Nâo conseguí achar esta fala dentro da entrevista. Se a senadora de fato falou isso, vocês omitiram, ou será que fizeram uma propaganda enganosa com os cartazes para tentar alavancar os acessos do site que vocês usam para brincar de jornalismo?
e outra, já que fizeram a matéria falando que a senadora não perdeu a chance em sua fala de reforçar sua imagem de perseguida, por que quiseram entrevistá-la? já que só queriam escrever um texto acusando-a de ter falsas intenções e ideais.
sinto muito garotos, mas essa foi uma das piores coisas q eu já lí na minha vida, espero que vocês nunca trabalhem como repórteres...

Aerton disse...

Bom, para o anônimo que comentou acima:

- Aconselho que leia a matéria de novo, pois parece que você não entendeu alguns pontos.
- O objetivo da entrevista era, antes de tudo, mostrar porque Heloísa Helena quer ser presidente. Não queríamos "escrever um texto acusando-a de ter falsas intenções e ideais".
- Acredito que você precisa ler mais. ("sinto muito garotos, mas essa foi uma das piores coisas q eu já lí na minha vida, espero que vocês nunca trabalhem como repórteres... ")
- Por que não se identificou?

Atenciosamente,
Aerton Guimarães

Gabriel Castro, autor da pior coisa que o anônimo já leu disse...

Olha só, o enfoque da matéria, o destaque que eu queria dar, é o seguinte: existe um sujeito que tem 18 anos de prisão a cumprir na Itália e é foragido da Justiça que é ideólogo no P-sol. Se ele fosse um ladrão ou estuprador, o problema seria o mesmo. Mas é claro que não poderia me furtar a falar do crime que ele cometeu, porque foi terrível. Abolir isso em nome da imparcialidade é risível.
Você não se incomodaria se a presidente do Brasil tivesse como guru um assassino de crianças?
Não ponha a culpa em mim pelo exagero da matéria. Queimar crianças é exagero, e eu tentei ao máximo não fugir do relato. Mas não forcei nada para parecer imparcial.
O que queria que eu fizesse? Pusesse dúvidas sobre a inocência das crianças, pra equilibrar a balança?

Sabe porque você não gostou? A resposta, você mesmo deu. Disse que perdeu tempo ao ler a matéria em busca de "respostas para problemáticas políticas e sociais"
Ninguém aqui vai te dar reposta nenhuma! Acho que esta não é a função do blog.
Em todo o caso, a crítica vale. Só perde a força porque é anônima.

O Palpiteiro disse...

Parabéns pela entrevista (que não aconteceu)!
Abraço,
Davi (um orgulhoso ex-aluno na UnB)

Ex-aluna disse...

Que vergonha... O governo Lula já tinha mostrado que a esquerda não é muito diferente da direita em seus meios para manter-se no poder. Agora essa... Parece mesmo que a esperança se foi.

Malu Braga disse...

Não acredito que ainda tem gente que coloque em dúvida a intenção dessa matéria. Os fins NÃO justificam os meios, quando o que está em jogo é um cargo como a Presidência.
Boa matéria!

Tiba disse...

Sobre o comentário de Sandro Fortunato:
"Julgar e condenar são atividades para juízes."
O cara foi condenado e é foragido, quer mais o que?
Porque não o entregaram?
"Talvez para o seu (dela) juízo de valor, o fato tenha sido uma impensada e desagradável conseqüência de um ato rebelde tido como necessário."
Será que entendi bem isso?
Que "facia-tosta"!! Necessário??
Grotesco.

Anônimo disse...

Parece que a minha opinião não agradou bastante aos autores do texto. Era de se esperar, mas quero primeiro pedir desculpas se acabei por ofender, realmente não era a minha intenção. Saibam que eu sou um pobre estudante de biologia, mas quis expor a minha opinião acerca de uma matéria que infelizmente não me agradou. E queria também agradecer por terem ouvido e pela resposta.
Para Aerton Guimarães tenho as seguintes respostas:
O objetivo da matéria era mostrar por que Heloísa Helena quer ser presidente? Eu peço que você me diga a partir da matéria esse porque. Eu não ví isso na matéria. E acho q se tivessem tentado realmente falar sobre isso teria sido mais interessante (sinceramente acho q seria o ideal). Pra mim, vocês não alcançaram o objetivo da matéria, talvez devam escrever mais.
Além disso, eu não me identifiquei por que como anônimo eu tenho o privilégio de poder dar minha opinião e não receber em troco insinuações sobre a minha capacidade intelectual como você fez quando disse que tenho que ler mais e que não entendí pontos da matéria.

Para Gabriel Castro:
Eu sinceramente gostei do enfoque que você disse ter tentado dar na matéria, mas não acho que foi esse que você acabou dando. Eu concordo que o crime cometido por esse cidadão foi hediondo. Com certeza ele deveria estar preso. Mas eu não entendí a relação dele com Heloísa Helena, acho q no final, seu texto acabou manchando a imagem de uma pessoa que ao meu ver merece um mínimo bem alto de respeito de todos os brasileiros. A heloísa helena não falou nada sobre o assunto, e você não tem evidências sobre como é ou foi a relação entre os dois, então por que um texto rebaixando o caráter dela? Na matéria, você é discreto em relação a relação dos dois, mas forte ao falar da senadora. E de repente eu leio a sua resposta e o cidadão já é "guru" dela? De onde você tirou isso?
Se minha crítica perde o valor por ter sido feita de forma anônima, eu lamento, mas não vou colocar meu nome para qualquer um falar sobre mim em um site que eu não sei realmente o que pode acontecer, visto que sinceramente eu perdí alguma confiança que eu tinha em vocês, quando lí uma matéria que julguei tendenciosa após ver cartazes nas paredes da UnB que me pareciam prometer uma coisa totalmente diferente do que me foi mostrado aqui.
Agora eu sei que não posso ler matérias aqui esperando respostas como você mesmo disse. E sinceramente acho que isso se deve ao fato de que as perguntas não foram bem feitas.
Mais uma vez obrigado pela atenção.

Anônimo disse...

Parabéns pela matéria: objetiva e sem sensacionalismos.

Enquanto existirem pessoas/ partidos que se "auto-entitulem guardiões da ética" e pessoas que acreditam nisso, a palhaçada que vivemos está condenada a se repetir.

Não há porque confiar nessa senhora pelo simples fato dela ser uma senadora que fala alto, se veste de calça jeans e camiseta (todos os dias) e parece defender mais os pobres do que os outros.

Não acredito que isso defina o caráter de um político. Como a maioria deles, ela é mais uma a esbravejar contra tudo e todos, mas na hora de falar de alguma falha em sua formação ou alianças, foge da raia e se omite. Foi o que vimos nas palavras dela e não nas do autor do texto.

Em um ano de eleições e de Chávez-Fidel entre outros "manda-chuva" na América Latina, é importante lembrar uma frase de Norberto Bobbio (importante cientista político)

"Extrema esquerda e extrema direita têm amores diversos, mas ódios comuns. Um destes ódios é à democracia."

Que nesse ano, possamos refletir a respeito. Minha esperança é que o debate seja mais maduro... Ficar batendo na política econômica durante 8 anos, por exemplo, e depois abraçá-la como correta leva o eleitor a pensar se ele foi enganado. Qual será a reação deste indivíduo? Dar o voto a outro símbolo de humildade e esperança ou refletir e se informar a respeito de que não existe espaço para radicalismos no mundo de hoje? Se esta for a sua decisão, a maturidade se refletirá apenas nas melhores propostas e formas de executá-las.

Acho que a universidade e seus estudantes, ávidos por informação menos polêmica e cheias de idelogia, recebem um alívio informacional nessa reportagem despida de "engajamento", "lutas" e anti-liberdades.

Celso disse...

Muito boa a matéria.

É realmente triste que o P-SOL tenha se recusado a responder a questão. E, sem dúvida, é importante mostrar que o P-Sol não é um partido "pela ética": é um partido em que grande parte dos militantes (talvez não a última leva de ex-petistas) ainda tem inspiração bolchevique, com todos os graves defeitos que isso lhes impõe.

Na verdade, a tragédia do PT foi essa: não ter conseguido levar para o campo da social-democracia grande parte da sua base. Se o tivesse conseguido, há muito seu programa seria mais moderado, teria conseguido fazer melhores alianças, e não teria se metido nessa enrascada toda.

João Emiliano disse...

Prezado Gabriel,

Essa Heloísa é cúmplice de Achille Lollo. Já mergulhou as mãos em fezes e sangue.
Parabéns pelo post. Realmente é digno de figurar nos melhores jornais, revistas, blogs e sites consevadores.

Abraços fraternais do,

JOÃO EMILIANO MARTINS NETO

Denise Rosa disse...

Pra mim , a senadora ja deu sua resposta e estou muito feliz por ter lido esse blog pois agora já sei que nela tambem não vou votar.
Aliás, para esta proxima eleição está facil saber em quem não votar. Difícil mesmo vai ser arrumar um que seja digno do nosso voto.

Marcelo Parreira disse...

Bom, muito já foi dito aqui sobre a matéria, e provavelmente poucos lerão o que venho a escrever neste espaço. Mas considero importante o que verifiquei, com apoio de outras pessoas de preocupações semelhantes às minhas. Dizem que o objetivo do jornalismo é a imparcialidade. Muitos riem do chamado "mito da imparcialidade", mas eu ainda acredito que, sendo a imparcialidade impossível, deve haver a busca da objetividade. Se vc deseja expressar sua opinião particular, escreva uma coluna. As pessoas esperam que o que está presente nas matérias tradicionais sejam os fatos, e somente os fatos. A verdade é relativa, e cabe aos leitores e não a nós interpretá-la como lhes é adequado.

Por isso, achei grave, fazendo uma rápida pesquisa na internet, algumas coisas que li escritas pelo responsável pela matéria, o aluno de Comunicação Gabriel Castro. Vamos a elas. São todas extraídas do orkut, de comentários feitos pelo rapaz em tópicos de discussão variados. Expressarei minha opinião posteriormente.

"Se a HH se alia a um assassino condenado (e fugitivo da Justiça),a culpa é de quem denuncia? Vai se ferrar! Você concorda,então, que o fato de o jornal ser de estudantes nos obriga a ser conivente com ela só porque ela é de esquerda (do "bem") ?
Quem não entende merda nenhuma de jornalismo é você. E não me surpreende que a gente do P-sol se alie a pessoas do nível do Achille Loll.É só ver sua postura (e a do Juliano): você culpa o Olavo de Carvalho, culpa os estudantes, mas fica MUDO quando é pra condenar um assassino de crianças! Isso não é brincadeira, é uma coisa muito séria, seu babaca." (http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=29181&tid=2453155209883963896)

"Ale, eu não quis ser imparcial. Nem de longe. A matéria está em primeira pessoa por isto. E é ingênuo querer imparcialidade sempre.
Não fui imparcial mas tentei ouvir a explicação da senadora (combinei por telefone a entrevista mandei umas 15 vezes as perguntas por email dela. Continuo, aliás, tentado conseguir as respostas). Pelo seu critério, qualquer emissão de opinião em qualquer matéria em qualquer jornal do mundo estaria errada. Isso é bobagem. Nem pensei em ser imparcial,e isto não constitui um problema." (http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=29181&tid=2453155209883963896&na=3&nst=-2&nid=29181-2453155209883963896-2453380543196575523)

"Sandos, Juliano, Ziad: encontrem um assassino estrangeiro condenado e foragido que seja ideólogo do PFL, do PSDB ou do PMDB. Prometo que farei uma matéria com o mesmo destaque (e sem falsas imparcialidades!)" (http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=29181&tid=2453155209883963896&na=3&nst=-2&nid=29181-2453155209883963896-2453536512791408632)

"Você disse um monte de bobagens pra defender a pacata gente do P-sol.

MAS NÃO NEGOU O PRINCIPAL!

O ACHILLE LOLLO QUEIMOU DOIS GAROTOS E É MILITANTE DESSA PORCARIA DE PARTIDO!" (http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=29181&tid=2453155209883963896&na=3&nst=-2&nid=29181-2453155209883963896-2453755822411476984)

"você disse que concorda com o método do Achille Lollo (eliminação física) ? É por causa desse raciocínio doente que eu digo que socialistas não sabem participar da democracia.
Sim, o Achille Lollo é um assassino. Quem assassina é assassino, quem rouba é ladrão, quem estupra é estuprador e todos esses são bandidos, apesar de você preferir chamar de militantes." (http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=29181&tid=2453155209883963896&na=3&nst=-2&nid=29181-2453155209883963896-2453972941594709357)

" A UnB não forma gente como eu. Eu sou exceção." (http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=29181&tid=2453155209883963896&na=3&nst=-2&nid=29181-2453155209883963896-2454404551446392128)

Lamento, caro Gabriel, mas devo confessar que a única coisa dentre todas acima que me contentou revelou ser esta última. Atitudes como a sua são as que criam dentre as demais pessoas a imagem famosa do jornalista: um crápula arrogante, inescrupuloso e anti-ético que, atendendo a interesses escusos, escreve a bel-prazer. Pensei em ser mais sutil ao comentar a notícia, mas optei pelo politicamente incorreto. Muitos falarão que estou envenando o poço, mas acredito que em se tratando do jornalismo, as ideologias do profissional influenciam e interferem diretamente em sua produção. Acredito que é só. Por hora.

Anônimo disse...

CONCORDO com meu colega anônimo..

Realmente quem lê a reportagem com alguma crítica não querendo se ater esquerda ou direita ou quem erao entrevistado, percebe claramente, que se trata de um estudante frustado, quie até então vinha com uma série de reportagens muito elogiadas como podem verificar...Como no marketing político, ou se preferirem, como a adolescente que não conseguiu conquistar o rapaz de seus sonhos, começou a difamá-lo, como forma de compensar a vergonha, que certamente estava passando por ter divulgado com antecedência na faculdade ( como é de meu conhecimento) que entrevistaria a Senadora.

Agora falando de política propriamente dito... Que é lamentável o partido não ter respondido isso tem, mas me questiono se o ridículo que passaram e estão passando não passou pela a cabeça da assessoria de comunicação como suficientes... Pois se o partido tivesse "rabo preso" com isso, ou algo para esconder simplesmente omitiriam a presença do Lollo.

E mais, apesar de ter outras perguntas, está claro evidente que tanto quem elaborou a entrevista qto quem fez esta reportagem está muito mais preocupado em auto promoção e jornalismo sensacionalista ( o que há aos montes em rede plim plim e na "OIA").

Agora semnhores sabichões gostaria também que explicassem estas questões:

Ele se naturalizou no Brasil, onde casou novamente com uma italiana e criou a sua filha, hoje com 20 anos. ( como um fugitivo pode se naturalizar?)

O que acontecia na Itália em termos políticos na década de 70, ou melhor por ocasião dos crimes cometidos por Lollo?

Agora deixarei algumas frases...

Em 2003, o crime de Achille Lollo completou 30 anos e, pelas leis italianas, prescreveu (sua pena deixou de ter efeito).

Em 1993, o governo brasileiro se negou a extraditá-lo e ele vive até hoje no país.


Ou seja: Lollo ainda tem uma pena de 18 anos para cumprir na Itália. Contudo, continua livre no Brasil
(VIVE NO PAÍS "GRAÇAS AO LULA?")


Achille Lollo é italiano. Em 1973, seu país vivia os Anos de Chumbo

BOM NÃSO VOU ME PROLONGAR MAIS POIS TODO O TEXTO DE VOCÊS É UMA SÓ REDUNDANCIA.... ISSO PQ NÃO SOU P-SOL E TÃO POUCO ESQUERDISTA..IMAGINE SE FOSSE?

Anônimo disse...

Heloiza Helena é parceira politica de um terrorista assassino de ciranças. Portanto, quem a defende, também defende um assassino.

db disse...

vcs são muito engraçados...acreditam num filósofo de internet que se preocupa com uma senadora neurastênica.

Anônimo disse...

Minha nossa, como tem gente imbecil nesse mundo. O tal DB aí em cima deve ser corno manso também, daquele que, mesmo mostrando as provas, diz que é tudo besteira e coisa falsa. Tá certo que o Olavo é doidão, mas quando se mostram as provas, o mínimo que se pode fazer é investigar. Mas vai querer discutir com um cara que prefere falar mal de cerveja e contar a grande conspiração que os bancos, as revistas, empresas de celulares e outros mais estão fazendo contra sua "pobre pessoa"?

Anônimo disse...

Os dois bestas acima do DB já doaram seus cérebros à ciência ou são idiotas profissionais mesmo? Alguém pode traduzir o que esses retardados escreveram? Eles estão acusando o cara do Blog de quê? De dar a sua opinião num blog ou no Orkut?

Fabrício disse...

MATÉRIA MANIPULADA!!!

Cliquem no link ( http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=87091&tid=2457608966419563011&na=3&nst=21&nid=87091-2457608966419563011-2457819232984528751 ) e vejam como essa matéria é totalmente manipulada, sem ao menos entrevistar o italiano, sem pesquisas ao processo (mentiram absurdamente sobre isso na matéria), o autor prova que só sabe manipular mesmo, cuidado que isso é caso para processo viu?


Caro autor da matéria, porque não vai se defender lá? depois que lhe desmascararam você sumiu hein...

Gabriel Castro disse...

E depois que eu respondi a tudo lá você sumiu daqui, hein Fabrício? (assim como o resto)

LEONARDO disse...

Desculpe a franquesa, Gabriel: sua matéria não é das melhores. Além de parcial, tem significado pífio para a sociedade. Tanto é que até hoje nenhum grande veículo de comunicação comprou a sua briga. Tô falando isso, porque o blog é muito lido por 'grandes' jornalistas. Abraços.

João Emiliano disse...

Leonardo, desculpe a mim a franquesa mas não é dos melhores é ewste seu comentário, pois se você não sabe a grande mídia é toda esquerdista, logo jamais comprará uma briga contra si própria.
Você age como toda a ralé esquerdista: fascista/nazista, comunista, social-democrata sempre age, quando é para defender os seus próprios mesquinhos e podres poderes e interesses então expressando a verdade e a ética, mas quando é a direita - oh, horror! - eles estão sendo parciais.
Ora faça-me o favor, vá se catar!

Atenciosamente,

JOÃO EMILIANO MARTINS NETO

Leonardo disse...

João Emiliano, fiquei assustado com "vá se catar". Mas é uma opção sua falar isso. Aliás, você nem me conhece e saí atirando assim. Fiz apenas um comentário; minha opinião. É o ponto de vista de quem trabalha no meio. Agora quanto ao esquerdismo, facista ou nazista - como preferir - saiba que estou longe disso. Sei que pela profissão não deveria expressar minha 'ideologia' aqui. No entanto, só prá ficar ciente: jamais votei ou vou votar na esquerda. Sou cem por cento direita. Abraços

leonardo disse...

desculpe, faltou um s na palavra fascista.

Adriano disse...

FranqueZa é com Z!
Boa a matéria!

Marcos disse...

Em primeiro lugar, parabéns pela excelente matéria. A conduta de vocês foi irreprensível, e a da senadora foi vergonhosa.

Quanto aos comentários, sinceramente, não é de se estranhar que estamos como estamos, quando temos pessoas que preferem defender aliados de assassinos confessos a admitirem que suas idéias estavam erradas.

O comentarista que colocou as opiniões do autor expressas no Orkut, apesar de pretender passar uma imagem "imparcial" e "preocupada com a verdade" demonstrou ser uma pessoa de caráter muito fraco. Todos sabem que jornalistas tem opiniões próprias, eles são seres humanos e não robôs e é, mais que ilusão, auto enganação querer acreditar que eles não tenham opiniões sobre o que escrevem. O autor colocou opiniões dele, sim, mas isso não muda o fato de que: a) Um assassino fez parte da fundação do partido; b) a senadora se recusou a esclarecer sua relação com este assassino.

Àqueles que disseram que "isso não prova que a senadora e o partido tem relação com ele", basta que vocês: a) pesquisem as notícias da época sobre a fundação do partido; b)Vejam os textos do assassino na página do PSOL;

Àqueles que foram tão longe a ponto de tentar encontrar uma desculpa para as atitudes do assassino, uma pergunta: Existe alguma coisa, na sua opinião, qualquer coisa, que justifique que uma pessoa ateie fogo à casa de uma família e mate uma criança? A sua "verdade" vale mais que vidas humanas? Só assassinos pensam assim. Tentem justificar este assassinado e vocês perdem o direito de condenar qualquer ato praticado em nome de uma ideologia: vocês perdem o direito de condenar o assassinato de milhões de judeus por Hitler, vocês perdem o direito de condenar atitudes irresponsáveis de políticos que custam a vidas de cidadãos brasileiros, vocês perdem o direito de contestar, no final, qualquer ato contra qualquer vida humana. Vocês se tornam apologistas ao assassinato, no final.

Aos que duvidam da participação do assassino no assassinato, basta que vejam os autos do processo: o assassino é confesso.

Mais uma vez, parabéns pela reportagem, eu gostaria que fizessem alguma diferença no país. Mas opiniões como algumas apresentadas aqui, que são tão comuns na UnB e nas mais diversas universidades brasileiras ("os futuros pensadores do país") me deixam cético quanto a isso.

Marcos

Anônimo disse...

Eu estava pronta para comentar cada trecho desta materia que encontrei, por acaso, gracas a um topico do Orkut, mas depois de ter lido o comentario do Sandro Fortunato soh me dou o trabalho de assinar embaixo, sobretudo no Bola Fora. De fato a ameaca nao intencionada foi completamente desnecessaria. Voce poderia ter encontrado outro metodo menos indelicado para solicitar a resposta.

PS: Perdao pela falta de acentos ortograficos e pela utilizacao de artificios para tentar supri-la, acontece que estou num pais em cujo teclado nao existem varios sinais ortograficos como os do Portugues.

Gustavo de Oliveira Quandt disse...

A extradição é um procedimento judicial regulado por normas constitucionais e legais (Estatuto do Estrangeiro). Ela possui requisitos próprios, como a reciprocidade (o Estado requerente tem de comprometer-se, por acordo bilateral, a conceder as extradições requeridas pelo Brasil, desde que atendidas as normas locais), e sua não-concessão não prova necessariamente a "leniência" do Estado brasileiro.

Ou se espera que a gravidade do crime permita que o governo brasileiro simplesmente ponha o estrangeiro cuja extradição se requer dentro de um navio dirigido ao país de origem, sem direito a defesa, e sem a observância das regras pertinentes?

A falta de acordo bilateral que assegurasse a reciprocidade foi uma das causas, salvo engano, da denegação da extradição de Ronald Biggs - o outro exemplo fornecido no texto.

Sem conhecer o caso, não é possível saber por que Lollo não foi extraditado. Aliás, a pena de Lollo foi surpreendentemente pequena, considerando o rigor punitivo do Código Penal italiano, que em sua redação original previa até a pena de morte, e ainda prevê a prisão perpétua ("ergastolo"). Mas, também aqui, seria preciso conhecer o processo e o julgamento.

Se a "leniência" da justiça brasileira é conhecida, igualmente o é o hábito de nossos jornalistas de criticarem suas decisões sem conhecê-las.

Link para o Estatuto do Estrangeiro:
http://www.oas.org/Juridico/mla/pt/bra/pt_bra-ext-law-6815.html

No mais, excelente o artigo.

Gustavo de oliveira Quandt disse...

Algumas informações sobre o processo, obtidas junto ao sítio do Supremo Tribunal Federal (a quem compete julgar os pedidos de extradição):

A condenação, na Itália, foi por incêndio doloso qualificado pela morte culposa (equivalente ao nosso art. 250 c/c 258 do CP), entre outros crimes menores.

O julgamento no Brasil foi no mesmo ano em que o pedido do governo italiano (1993), o que desmente, ao menos neste caso, a crítica de "leniência da justiça brasileira":

http://www.stf.gov.br/processos/processo.asp?PROCESSO=581&CLASSE=Ext&ORIGEM=AP&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=M

E o indeferimento foi porque, no Brasil, a pretensão punitiva estava prescrita, prejudicada a análise do caráter político do crime. Ou seja: como o crime, no Brasil, não seria mais punível porque já se passara muito tempo desde seu cometimento, então não se concedeu a extradição, sem que fosse necessário adentrar na delicada discussão da natureza do crime. No Brasil, não se concede extradição por crime político, o que exige, na maioria dos casos de terrorismo e atentados, verificar se o caráter político do crime é preponerante (o que impediria a extradição) ou não. No julgamento de Lollo, como dito, isso não foi necessário, e o STF não se pronunciou a respeito.

Tal fato não impediu, no entanto, que se dissesse por aí que "il supremo tribunale brasiliano rifiuta la richiesta di estradizione per le 'caratteristiche politiche del crimine'".

http://redazione.romaone.it/4Daction/Web_RubricaNuova?ID=63379&doc=si

Para obter cópia da decisão do caso Lollo, basta clicar em "Jurisprudência", na tela do primeiro link posto acima, e depois em "Inteiro Teor".

usurpadora disse...

façam perguntas a senadora heloisa helena,e nao ameaças.

jackson lyra disse...

tenho certeza de que a senadora nao respondeu pq vcs ameaçaram ela.

jackson lyra disse...

sem querer ser mal educado,pois fui educado e nao domesticado.vc nao dar pra ser nem jornalista da globo pois tenho certeza de que a globo nao permitiria essas ameaças

Pereira disse...

Vocês dão uma perfeita idéia de como manipular uma notícia.
E essa matéria tem sido repassada por aí por pessoas claramente alinhadas ao pensamento conservador.
A companheira Heloísa Helena tem a sua história como testemunha.

Silvio Torrentele disse...

Só pra ficar absolutamente claro, O supremo Tribunal Federal do Brasil, em 1993 (Governo Itamar Franco), entendeu q as acusações impostas a Achille Lollo na Italia eram fruto de perseguições politicas e por isso, o Lollo não foi extraditado para a Italia. Vc lembra como tais perseguições ocorreram aos montes aqui, durante os 21 anos de Ditadura Militar no Brasil? Não seja bobo e não caia nas calunias e difamações do discurso falso! É a prova perfeita da manipulação barata e de direita! Tsc Tsc Tsc!

Nico disse...

artigo dos mais toscos e infantis que já li! coisa de criança fascista.

Davi Padilha Mesquita disse...

Dá pra ver uma das principais características do "pensamento" da esquerda radical representada pelo PSol: ser "de direita" é pior que ser assassino. Basta ver o apoio que eles fazem aos ditadores socialistas e a assassinos como esse tal Lollo. Àqueles que comparam esse criminoso com Gabeira, deveriam lembrar que, mesmo Gabeira tendo cometido crimes, ele nunca matou, ao contrário de Lollo. E a Itália era uma democracia autoritária, ao contrário do Brasil, que era uma ditadura militar com viés nacional-populista. Além disso, imparcialidade não existe, todos têm uma opinião. Os radicais que são contra a "liberdade de imprensa burguesa" dizem isso porque os grandes meios de comunicação não são estúpidos a ponto de apoiar suas idéias radicais, e eles ficam com raiva disso. É que para essas pessoas não existe "opiniões diferentes", existe a opinião certa e verdadeira, e a mentirosa e manipulada. São pessoas que não gostam da democracia, pois têm uma mentalidade tão autoritária que querem impedir que outros pensem certas coisas. Eles acham que criticar é a mesma coisa que querer destruir, por isso alguns engraçadinhos postaram "queimem essa corja de comunistas". Eles acham que a crítica contra HH é a mesma coisa que querer "queimá-la", mas eles acham isso porque alguns realmente querem "queimar" certos pensadores. Mas me deixa envergonhado que alguns dos "direitistas" que "postaram" usaram expressões como "ralé" ao se referir à "esquerda". Assim eles estão agindo que nem a esquerda radical, talvez porque esses sejam a "direita radical". Eles podem até ser um tanto "bestas", porém ao chamá-los de "ralé" está se criando um ciclo de ódio entre esquerda e direita...
Pensando bem, é até melhor que os radicais fiquem se trombando, assim eles se desgastam uns aos outros...

Anônimo disse...

Caro Gabriel,

Nao se preocupe com as criticas. Sua reportagem estah muito boa. Concordo que o termo "ameaça" pesou um pouco, mas isso nao justifica a atitude da senadora. Jah deu para notar como ela responde a perguntas constrangedoras no programa Roda-Viva. As criticas a sua reportagem seguem o paradigma basico do "Como vencer um debate sem razão" de Shoppenhauer. Fugir do tema e desqualificar o oponente. Esse tipo de retorica é padrão de quem quer defender algo e nao consegue argumentar (porque provavelmente não tenha mesmo razão). Não se deixe intimidar por causa disso. Um conselho para você: Como vão tentar desqualifica-lo de qualquer jeito, sugiro que você evite respostas agressivas com palavroes, ou mensagens de Orkut. Tudo o que você disser será usado contra você: "Viu como ele só escreve baixaria! O artigo também é!". Essa logica torta é muito comum. Quando receber uma mensagem ofensiva, controle-se e apenas apague. Só responda aquilo que tiver argumentos a se rebater. Você talvez seja jovem e dado a papos de Internet. Evite essas discussoes bobas. Sua reportagem foi profissional e dou-te os parabens. Nao foi publicada na grande midia porque simplesmente desgasta um candidato sem que haja uma denúncia objetiva. Nao é crime ser amigo de terrorista. O mais importante da sua reportagem nao foi nem o amigo terrorista, mas a forma como eles te responderam, mostrando que há aí uma ferida enorme e como é a pseudo-democracia do PSOL.

träsel disse...

parabéns pela matéria. quem a criticou não entende patavina de jornalismo - nem de política, nem de ética, por sinal.

gente que queima crianças deveria estar na cadeia, não militando em um partido ou fazendo qualquer outra coisa.

e quem acha que a amizade de HH com esse sujeito não significa nada, pare e reflita sobre o que acharia de alckmin, se ele fosse amigo de um ex-torturador da ditadura militar.

Anônimo disse...

Bom dia meus caros, não sou jornalista, não sou mais estudante, não simpatizo com o Gabeira. Não li " o que é isso companheiro?". Gostaria entretanto de comentar as diferenças que existem entre o ato terrorista de "seqüestro de um diplomata" e o asssinato por imolação de duas crianças. A lei diferencia matar alguém com um tiro e matar por imolação esta forma mais cvruel é um agravante. Gabeira se pôs em risco pessoal ao perpetrar o seqüestro. O tal italiano tentou atingir pessoas de forma que estas não pudessem se defender. Gabeira tentou de maneira canhestra transformar seu ato tresloucado em protesto contra o governo e exigiu uma troca por presos terrorista e /ou de oposição. O italiano queria "vendetta", seu estilo é o da máfia. Ambos estavam errados. O Italiano de forma muito pior. Nauseante. Pergunto-me se Gabeira tivesse incendiado e morto duas crianças ainda seria o ídolo pop que é no Brasil? Acho que não. A histérica HH tem toda razão em não querer esta história divulgada, sua máscara de falasa democrata cairia. As coisas que ela fala não tem nexo lógico mas é bom teatrinho. Se eu fosse qualquer outro candidato faria esta pergunta a ela no ar.
Um grande abraço
Franklin

Marcelo L. disse...

Caro Gabriel,
Parabéns pela matéria e publicação do caso. Vejo que a universa não consegue imbecilizar a todos, apenas uma grande parte que naturalmente já é imbecil. Os comentários são prova disso, não tem o que discutir. Os italianos já comprovaram o crime hediondo do senhor Lollo, companheiro de partido da senhora Lolo. Quer contextualizar, pois bem, aqui está a contextualização: MATOU DE FORMA CRUEL E SEM CHANCE A DEFESA DUAS CRIANÇAS, QUE NÃO TINHA PORRA NENHUMA A HAVER COM A SITUAÇÃO POLÍTICA DA ITÁLIA. SE FOI DOLOSO OU CULPOSO, POUCO IMPORTA, SE O RESULTO FINAL É A MORTE DE DUAS CRIANÇAS INOCENTES.

Anônimo disse...

a senadora nunca me enganou com aquele discurso demagogo, ela mesma tem cara de terrorista.

Anônimo disse...

Pra quem tem orkut, coloquem estas opiniões aqui.

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=86607&tid=2483153709612036179&na=3&nst=11&nid=86607-2483153709612036179-2483409730465067091

A verdade tem que ser levada ao conhecimento de todos.

Anônimo disse...

Legal a matéria, mas....quem é que sobra para votar que não esteja envolvido com algo??

Anônimo disse...

O que deve esperar de alguem tão destemperado??
Ela nunca me enganou com aquela falsa modéstia de parlamentar.

Mandem um conselho para ela e seus assessores, o bordão "Avassaladora", não mete medo em ninguem.

Anônimo disse...

Tenho 11 anos e gostei muito desse site!!
Se eu fosse votar não iria votar na Heloísa Helena não!!
Você sabia que a Heloísa Helena votou contra escolas públicas??
Uma jornalista perguntou a ela porque ela votou contra, ela simplismente não respondeu!!
Na minha aula de História tenho que dizer contra a Heloísa Helena e a outros candidatos, pois tenho que defender um!!!
Gostei muito do site e vou fazer sucesso defendendo meu candidato!!
Obrigada,
Letícia

cristhian disse...

cADE AS FOTOS DOS CALOUROS/?

CRISTHIAN disse...

CALOUROS DE PP

XD