Notas Expressas

Tivemos um enxugamento do nosso corpo de repórteres, mas estamos, aos poucos, retomando o ritmo de publicação de matérias.
(atualizado em 20 de outubro de 2007)


quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Coluna - Futebol

O Leão, o gaúcho e o alemão
por Vitor Matos

Falemos de futebol, porque é pra isso que me pagam.

O Campeonato brasileiro desse ano já tem um campeão. São Paulo Futebol Clube, pra alegria da terceira maior torcida do país. A rodada do fim de semana foi tão boa pro tricolor que ele abriu oito pontos em relação ao segundo lugar, Grêmio, e só restam nove partidas até o fim. Quer dizer, Inês é morta. Acabou-se o que era doce. Bau-bau. Fim de papo. No início do ano, os são-paulinos davam como certo o tri-tetra: Libertadores, Brasileirão e Mundial Interclubes. Conseguiram um só. Melhor assim.

Se já está tudo definido na Suíça da tabela, no submundo ainda há muita emoção reservada. E como está sendo bonito ver o Corinthians lutar contra o rebaixamento. Que beleza! Um gigante agonizando na areia movediça. E quanto mais o Timão tenta se erguer, mais ele chafurda na crise. Jogadores encrenqueiros, diretoria incompetente e falta de comando o Corinthians tem desde o ano passado, quando ganhou o título. A diferença nessa temporada é que, aliado a tudo isso, ele tem também um técnico vaidoso. Leão não se conforma em não ser a estrela do espetáculo. Por isso briga, reclama, humilha. E acaba atrapalhando o time.

Quem não tem do que reclamar do seu técnico são os vascaínos. Renato Gaúcho, desde que assumiu o time, há mais de um ano, já operou no mínimo dois milagres. Salvou o Vasco da degola no último Brasileirão e, no atual, está muito perto de classificar o cruz-maltino para a Libertadores. Se conseguir, pode ser canonizado. Gosto do Renato. Qualquer dia ainda escrevo uma coluna sobre ele. Fazer o time do Vasco ganhar tantos pontos no Campeonato não é tarefa para medíocres. Tem que ter muita lábia, jogo de cintura, falar o idioma do jogador. É a malandragem, no bom sentido do termo.

E no domingo tem GP do Brasil de Fórmula 1. É um privilégio para o país receber a última e decisiva corrida da temporada. Já que nossos pilotos só fazem papel secundário, que pelo menos Interlagos ocupe uma posição destacada na categoria mais rica do automobilismo internacional. E será que vai dar Alonso ou Schumacher? Eu torço pro alemão. Ele, além de talentoso, é irreverente. Um Romário das pistas. Em 2003, também às vésperas de um GP do Brasil, Schumacher foi bater uma pelada beneficente na Vila Belmiro, contra o Santos. No primeiro lance do jogo, tomou uma caneta do Robinho. Indagado mais tarde sobre o acontecido, respondeu: “Eu tomo drible do Robinho, do Rubinho não”. Que beleza!

P.S.: Uma palavrinha de política, que eu não resisto: Alckmin fala por aí em cortar gastos públicos. Concordo. O candidato só não sabe direito aonde efetuar os cortes. Diminuir a corrupção, enxugar a administração pública, não construir aviões presidenciais, tudo isso ajuda a economizar, é verdade, mas não compreendem o cerne da questão. O maior problema do governo sou eu. Fontes não confiáveis garantem que o governo federal gasta 13 mil reais por ano com a minha formação universitária. É dinheiro pela janela. Se quiser regular os gastos públicos no seu eventual mandato, o candidato terá primeiro que dar um jeito em mim. Alckmin, eu sou a pedra no seu sapato!

2 comentários:

André Souza disse...

Bom, mas uma correção: o tetra do São Paulo não vai ser em títulos brasileiros, mas em vice-campeonatos: Paulista, Libertadores, Recopa e Brasileiro.

Anônimo disse...

O que aconteceu com a coluna de futebol? Perdeu o nome ou esqueceram de colocar?