Notas Expressas

Tivemos um enxugamento do nosso corpo de repórteres, mas estamos, aos poucos, retomando o ritmo de publicação de matérias.
(atualizado em 20 de outubro de 2007)


quarta-feira, 20 de setembro de 2006

O voto em questão

Candidato do P-SOL ao GDF acredita na participação popular efetiva
por Cristiano Zaia
foto: www.acaopopularsocialista.org.br


Fiel ao conteúdo programático do Partido Socialismo e Liberdade (P-SOL), com vistas à construção de uma sociedade socialista e radicalmente democrática, Antônio Carlos de Andrade, o Toninho, é um dos seis candidatos ao Palácio do Buriti. Antes de almejar o cargo de chefe do Executivo do Governo do Distrito Federal (DF), teve toda uma vida ligada à militância e sindicância política pela causa trabalhista, iniciada com o Partido dos Trabalhadores (PT), do qual saiu por questões ideológicas. “Tenho uma firme convicção socialista e desde então nunca deixei de participar da vida política do meu país, não só nos processos eleitorais como no mundo do trabalho”, diz.

Com 53 anos, 21 deles em Brasília, Toninho é mineiro de Barão de Monte Alto (MG), onde viveu até os 17 anos. Conciliando a vida de estudante e padeiro, formou-se em Medicina pela Universidade do Estado da Guanabara (RJ), tornando-se psicólogo do Ministério da Saúde. Daí em diante, desde 1975, começa a travar contato com organizações políticas que lutavam contra o regime militar, sempre como dirigente sindical. Da transferência da sede nacional do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), do Rio para Brasília, passou a ter suas atividades profissionais vinculadas à Capital Federal.

Nos currículos de homem público, acumulou algumas funções como dirigente e fundador da Central Única dos Trabalhadores (CUT), presidente da Federação Nacional dos Servidores da Previdência Social (FENASPS), Secretário de Administração no governo de Cristovam Buarque, Administrador de Brasília e assessor parlamentar nas Câmaras Federal e Legislativa. Foi também professor universitário e candidato a deputado estadual por duas vezes, uma pelo estado do Rio e outra pelo DF.

Entre seus planos e projetos para o GDF, estão uma série de medidas que visam estatizar algumas áreas de setores públicos. Como é o exemplo da volta da Companhia Estatal de Transportes (TCB) que ele deseja reimplantar para o setor. Pretende ainda vincular o serviço de transporte coletivo ao governo do estado, travando uma disputa direta com o sistema privado e adotar o preço da passagem de acordo com a quilometragem. “Temos nos apresentado com um programa de esquerda que prevê a realização de obras, de serviços e de mobilização do povo baseado num modelo de governo democrático e popular”, reforça.

Defende também que o serviço de limpeza urbana volte a ser estatal com serviço de qualidade, além da revisão de contrato com a atual empresa Qualix, encarregada da tarefa. “Todo projeto que for para privatizar empresas estatais, implantar Parcerias Públicas Privadas (PPP’s) e defender interesses do grande empresariado, vetarei tudo. As PPP’s são um crime”, complementa.

Quanto à Saúde, considera um dos pontos principais de seu programa de governo. A volta do programa Saúde em Casa, a contratação de profissionais também para a zona rural, a melhoria do atendimento, o abastecimento de todos os hospitais e postos de saúde, a revisão do plano de carreira dos profissionais, a recuperação física de centros e a integração do Hospital Universitário de Brasília (HUB) ao Sistema Único de Saúde compõem suas metas para a área.

Apesar das dificuldades na campanha eleitoral, Toninho acredita que ela proporcionou um maior conhecimento pessoal e de suas propostas por parte do eleitorado. “Eu sou o candidato que representa a mudança. Os outros três têm perfis iguais e propostas iguais”. Quando perguntado sobre as reais possibilidades de se eleger, afirma desconhecer índices de pesquisa, por considerá-la manipulada. “Temos que fazer um movimento de rua, de massa, para acabar com esse poder eleitoral no Brasil, que elege principalmente as elites, os ricos e poderosos”.

Um comentário:

André Souza disse...

Quero apenas mostrar um pequeno erro, quando chama o DF de estado:

"Pretende ainda vincular o serviço de transporte coletivo ao governo do estado"