Notas Expressas

Tivemos um enxugamento do nosso corpo de repórteres, mas estamos, aos poucos, retomando o ritmo de publicação de matérias.
(atualizado em 20 de outubro de 2007)


quinta-feira, 14 de setembro de 2006

O voto em questão

Com início tardio de campanha na TV, candidato Marcos Cardoso tenta recuperar tempo perdido
por Aerton Guimarães e Ana Carolina Oliveira


Candidato ao Senado pelo PFL (Partido da Frente Liberal), Marcos Cardoso Cézar da Silva, empresário de 44 anos, começou o horário eleitoral provocando polêmica. Já em sua primeira e breve aparição, utilizou seu horário em promoção do candidato ao GDF, José Roberto Arruda. Por esta razão, foi acusado de ser um “laranja” do deputado, já que em seu programa, Marcos Cardoso se preocupou, majoritariamente, em enaltecê-lo e não em apresentar suas próprias propostas ao Senado, chegando até mesmo a pedir, no programa eleitoral de rádio, votos para Arruda.

Diante da questão, a oposição se manifestou e o PT entrou com ação no TRE pedindo a suspensão do programa de Cardoso.

De acordo com o artigo 23 da lei eleitoral, não é permitido aos partidos políticos e coligações incluir, no horário destinado aos candidatos proporcionais, propagandas das candidaturas majoritárias, ou vice-versa. Assim, o candidato perdeu o espaço. Por estas questões, Marcos Cardoso ficou, durante as primeiras semanas de exibição da Propaganda Eleitoral Gratuita, no anonimato.

Após haver perdido tempo na corrida eleitoral, Cardoso reapareceu com propostas para a educação e políticas públicas para as populações de baixa renda. Em entrevista à Rádio Senado, o candidato afirmou que o primeiro projeto que colocaria em discussão seria a Reforma Política. Ele defende o financiamento público das campanhas eleitorais para evitar a discrepância de gastos existente, no qual alguns candidatos dispõem de uma quantia exacerbadamente maior que outros, o que torna a eleição injusta.

A fidelidade partidária foi outro assunto que Cardoso fez questão de ressaltar. Se aprovada, uma emenda na Reforma Política faria com que os políticos se mantivessem nos partidos, impedindo os troca-trocas tão comuns atualmente. Com ela, a responsabilidade dos parlamentares seria maior, sobretudo com seus eleitores.

Ao final da entrevista, Marcos Cardoso enalteceu o eleitor, “único capaz de mudar o quadro político do país”.

Procurado incessantemente pelo Blog do Cacom, o candidato não foi encontrado.

Um comentário:

André Souza disse...

Peraí:

"De acordo com o artigo 23 da lei eleitoral, não é permitido aos partidos políticos e coligações incluir, no horário destinado aos candidatos proporcionais, propagandas das candidaturas majoritárias, ou vice-versa. Assim, o candidato perdeu o espaço. Por estas questões, Marcos Cardoso ficou, durante as primeiras semanas de exibição da Propaganda Eleitoral Gratuita, no anonimato."

Tanto o cargo de senador quanto o de governador são disputados em campanhas majoritárias. Assim, tem algum erro aí em cima.