Entrevista
“Nossa greve está forte!”
O coordenador-geral do SINTFUB, Luís Carlos, fala sobre a greve e sobre as relações dos servidores com os professores e com o governo
por Guilherme Rocha
Técnico em Engenharia Civil, Luís Carlos trabalhou na Faculdade de Tecnologia, na Prefeitura do Campus da UnB e hoje faz parte do sindicato dos servidores. Ele é um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) em Brasília e um dos fundadores do SINTFUB.
CACOM: Como o senhor vê a situação atual da greve?
Luís Carlos: Nossa greve está forte. A participação dos servidores está alta, algo em torno de setenta a oitenta porcento de adesão. Ver servidores trabalhando na universidade pode dar a impressão de que a greve está fraca, mas são trabalhadores terceirizados. Eles simpatizam com o nosso movimento, mas não podem aderir a ele.
CACOM: Muitos companheiros do senhor criticaram veementemente os professores. Qual a real posição do sindicato quanto aos docentes?
LC: Nós e os professores não temos desavenças, temos apenas pautas diferentes. Nós estamos tentando nos unir, tanto que chamaremos os professores e estudantes para a manifestação na L2.
CACOM: Por que a Assembléia dos servidores esvazia à medida que se aproxima o final da reunião?
LC: Isso é algo natural em qualquer reunião. Quando há novidades, a Assembléia tende a encher, mas nossa última reunião com o MEC foi cancelada. Mas isso é normal.
CACOM: Alguns de seus companheiros têm discursos duros contra o governo. O senhor é a favor de endurecer contra ele?
LC: Sim. Prova disso é a manifestação que faremos semana que vem (na L2). Essa radicalização, inclusive, foi votada e aprovada pelo CNG (Comando Nacional de Greve).
CACOM: O senhor já falou que é preciso uma união dos docentes, alunos e servidores para furar o bloqueio da imprensa.Como o senhor avalia a cobertura da mídia em relação à greve?
LC: Inicialmente, fomos bastante procurados pela grande imprensa. Com o tempo, isso diminuiu. Atualmente, só temos visto a imprensa local (do campus). Acredito que seja devido à crise política, que desvia o foco da nossa greve. Algo semelhante aconteceu em 2001 no atentado às torres gêmeas.
CACOM: Com a greve, muitos estudantes de baixa renda são prejudicados devido à falta do Restaurante Universitário. Qual a posição de vocês quanto a estes estudantes
LC: Pelo que eu sei, o sindicato autorizou que fossem feitas marmitex para este pessoal.
CACOM: O senhor pretende continuar no sindicato?
LC: Faremos uma convenção para decidir, mas a tendência é que o companheiro Cosmo, companheiro Guedes, eu, a tendência é que esta base dispute a eleição.
Um comentário:
Gente, que bom! O Cacom tá mandando bem!
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