Notas Expressas

Tivemos um enxugamento do nosso corpo de repórteres, mas estamos, aos poucos, retomando o ritmo de publicação de matérias.
(atualizado em 20 de outubro de 2007)


quinta-feira, 31 de maio de 2007

Eleições do CACOM

Após debate caloroso, a votação correu bem durante a semana

por Rudá Moreira

Na última segunda-feira, houve um confronto de idéias entre as duas chapas concorrentes à gestão do CACOM (Centro Acadêmico de Comunicação Social). A chapa "Plá" e a chapa "Não” apresentaram projetos, discutiram seus pontos de vista e responderam a algumas perguntas dos mais de 50 participantes do debate. Enquanto a primeira defendia a preservação das relações sociais entre os estudantes, a outra se baseava no espírito de amor e respeito ao CA.


O espaço em frente a secretaria da FAC foi palco da discussão
sobre propostas e metas para o CACOM

Maria Scodeler, que liderava os 11 integrantes da “Plá”, frisou a necessidade de conscientização dos alunos sobre o CA como espaço de integração. A chapa tratou também da reforma do CACOM, cuja estrutura foi, consensualmente, dada como deficitária, e também da volta da Semana do Calouro e da mostra de filmes da FAC. Entre as propostas, estava a divisão da gestão do CA em uma comissão administrativa e outra para a parte cultural, de esportes e promoção de eventos, além da realização de uma nova festa da comunicação para arrecadar fundos. Quando questionada a respeito da posição política frente ao Movimento Estudantil, a “Plá” voltou a falar da conscientização antes da tomada de posição, e a “Não” se declarou neutra.

O debate, mediado por Jairo Faria, durou quase uma hora


O único representante da chapa "Não” que compareceu ao debate defendeu uma gestão administrativa e não política; apresentou as propostas de trocar a fechadura e a lixeira da sala do CACOM, recolocar em funcionamento a pequena sala dos computadores e dar o fim a algumas tradições da FAC como o café da manhã com os calouros e a “Realize suas fantasias” (festa realizada semestralmente por cada turma de calouros de Comunicação que ingressa na Universidade). “A ‘Realize’ é uma instituição falida”, declarou ele. A chapa mostrou uma postura fechada aos novos estudantes com a expressão, dita por seu representante, “calouro é sinônimo de inexperiência universitária” e com a sugestão de um campeonato de sinuca do qual calouros não poderiam participar.

Dentre outros assuntos, as chapas discutiram a questão levantada por Eduardo Rodrigues - editor-chefe da última edição do jornal Campus - sobre a inexistência de uma identidade do CACOM.

“Não há como conscientizar os alunos sem uma identidade do CA"

A votação começou na terça-feira e se estendeu até hoje. O resultado, segundo a organização da eleição, será divulgado amanhã às 13h.

3 comentários:

Mel Bleil Gallo disse...

"A chapa "Plá" e a chapa "Não” apresentaram projetos, discutiram seus pontos de vista e responderam a algumas perguntas dos mais de 50 participantes do debate. Enquanto a primeira defendia a preservação das relações sociais entre os estudantes, a outra se baseava no espírito de amor e respeito ao CA."

Rudá, meu bem, só não consegui entender aonde é que você reconheceu um espírito de amor e respeito no discurso da chapa Não.

De qualquer forma esse debate foi uma grande piada, isso sim. Na verdade, falar de política pela FAC sempre o é, né?

E deu no que deu, Jairo mendigando atrás de votos pra completar o quorum mínimo. Ehê, futuros jornalistas do Brasil.

=)

Marcelo Parreira disse...

Curioso... Posso perguntar o nome do representante da chapa "Não", que em momento algum foi citado?

Gostaria de recomendar cuidado com o tom dado às propostas. A primeira, a tal "Plá", teve suas propostas amplificadas e detalhadas: dividir o CA, facilitando a gestão, reativar eventos culturais dantanho e realizar uma nova festa para arrecadar fundos. Já a segunda chapa posou de fútil e malvada: se preocupou somente com a lixeira e fechadura do CA e defendeu (oh, que maldade) acabar com a "Realize", instituição (falida ou não) histórica da Faculdade. Não são realmente cruéis?

Confesso que não acompanhei a eleição, sequer votei. Sou desgostoso de qualquer forma de movimento estudantil, o que considero nada mais que ranço dos anos de chumbo que alguns insistem em reavivar. Mas a cobertura que se pretenda jornalística de qualquer processo eleitoral deve ser pautada por objetividade (ou se preferirem algo mais utópico, isenção e neutralidade), ética e proporcionalidade. E não teve nada disso nesse texto.

Rudá disse...

Marcelo,

quanto ao nome, peço que o editor responda, uma vez que eu havia colocado na matéria, mas não foi publicado. Em todo caso, o nome do representante, segundo a lista da comissão organizadora das eleições, é Víctor Bicudo.
à respeito da parcialidade da qual falou a matéria conter, é bem possível que eu possa, sim, ter passado uma melhor impressão da chapa "plá", mas tudo o que eu transmiti foi a partir da perspectiva que qualquer um que assistiu o debate pôde ver. A chapa "não", com apenas um representante, falando toda hora em excluir de tudo os calouros, além de insistir falando em trocar a lixeira e a fechadura apenas, quando perguntado sobre a reforma do CA. As propostas que eu citei da "não", foram as únicas apresentadas, enquanto eu coloquei apenas as que me pareceram mais necessárias no texto. O que o Víctor falou, sobre a "realize" ou os calouros por exemplo, pode ser bom ou ruim, mas ele falou.
Espero ter esclarecido algumas coisas, e agradeço a crítica, que é sempre bem-vinda.