Notas Expressas

Tivemos um enxugamento do nosso corpo de repórteres, mas estamos, aos poucos, retomando o ritmo de publicação de matérias.
(atualizado em 20 de outubro de 2007)


domingo, 1 de outubro de 2006

Editorial

As grandes tragédias tiram a importância de tudo em volta. Qualquer outro assunto torna-se ridiculamente insignificante. A queda do avião da Gol interrompeu dezenas de vidas e traumatizou outras tantas para sempre. Em momentos assim, nada do que se diga pode amenizar o sofrimento. Ele não tem tamanho. E atinge famílias inteiras, como a de Luana Lleras, nossa colega de faculdade e ex-repórter deste blog. No vôo 1907, estavam a mãe, o irmão e o sobrinho de Luana. E a nossa angústia é não poder oferecer nada além de orações. Somos impotentes. Somos falíveis. E frágeis. Só nos lembramos disso da maneira mais triste.

As vítimas do acidente não eram soldados em guerra. Não eram doentes terminais. Tinham planos para o dia seguinte; pensavam na volta para casa. Era uma viagem corriqueira, como todos nós fazemos sempre, e isso nos assusta. Vendo que a fatalidade pode nos atingir em qualquer lugar, em qualquer instante, temos a exata noção da nossa insignificância. Não temos como recorrer, não temos a quem culpar. O ciclo da vida nos carrega a despeito de nossos protestos. E nada apaga o sofrimento de quem fica.

Este deveria ser um editorial sobre as eleições. Não vai ser. É apenas um lamento. Apenas para dizer: a dor da nossa amiga Luana, que é infinita, também é um pouco nossa.

6 comentários:

Thaíse disse...

Força e união à todos.

Anônimo disse...

Meu Deus...

Edson Jr. disse...

assim seja.

Marcelo disse...

Que os que ficam tenham a força de seguir.

aerton guimarães disse...

.

guilherme rocha disse...

só questiono se devemos expor o nome das vítimas e seus entes próximos nos meios de comunicação.