Notas Expressas

Tivemos um enxugamento do nosso corpo de repórteres, mas estamos, aos poucos, retomando o ritmo de publicação de matérias.
(atualizado em 20 de outubro de 2007)


quarta-feira, 27 de setembro de 2006

O voto em questão

Fátima Passos aposta em sua biografia e acredita na força das famílias para governar
por Gabriel Castro



Maria de Fátima Passos Cavalcante tem 48 anos e nasceu em Souza, na Paraíba. Aos dez anos, ainda analfabeta, veio para Brasília, onde começou a trabalhar como babá. Depois, tornou-se empresária e, aos 40 anos de idade, formou-se em Administração de Empresas. A candidata milita no PSDC (Partido Social Democrata Cristão) há 15 anos e nunca ocupou cargo público. Em 2002, chegou a candidatar-se a uma vaga na Câmara Legislativa do DF.

Fundado em 1995 por José Maria Eymael, o partido de Maria de Fátima é herdeiro do PDC, criado dez anos antes. Em 2002, o PSDC elegeu um deputado federal e quatro deputados estaduais.

Fátima Passos não tem dúvida ao apontar o que considera seu diferencial em relação aos outros candidatos: “Eles são os mesmos políticos de 20 ou 30 anos atrás. Eu nunca ocupei um cargo público”. E os critica duramente, especialmente os da Câmara Legislativa. “Tem deputados processados por vários crimes diferentes, e mesmo assim são candidatos à reeleição. A candidatura deles não deveria ser permitida”, defende. E completa: “Eles precisam é de óleo de peroba”.

Uma das propostas da candidata é a isenção fiscal de empresas com “renda per capita inferior a R$ 20.000,00 por mês”. Ela também pretende implementar o imposto único no Distrito Federal: “Nós, do meio empresarial, sabemos das dificuldades que o governo impõe para o setor”. Ela acredita que incentivando a iniciativa privada, o governo estará propiciando a criação de novos empregos. Outra novidade prometida por Fátima Passos é a criação do “Passe Tour”, que possibilitaria aos estudantes o acesso a locais turísticos de Brasília com ônibus gratuitos. Além disso, propõe o aprimoramento do programa Primeiro Emprego.

Assim como os outros candidatos, Fátima promete regularizar os condomínios. Mas garante que não vai permitir novas invasões. A candidata também defende o rodízio de carros no trânsito do DF de acordo com o final da placa, como acontece em São Paulo. Para solucionar os problemas da Saúde, propõe aumento salarial para médicos e servidores, e promete construir novos hospitais e postos de saúde. Ela também sugere que seja feita uma triagem pelo telefone com os pacientes, de forma que otimize o atendimento.

Fátima Passos diz que seu partido, apesar de ser cristão, não está ligado a nenhuma igreja. Ela também diz que pretende governar “junto com as famílias”. Entre suas apostas estão alguns programas que beneficiam as mulheres, entre eles a construção de creches gratuitas para as crianças de até cinco anos cujas mães trabalham, a fundação de uma associação de mulheres Chefes-de-família e a criação de cooperativas de donas-de-casa.

A candidata admite que sua situação na disputa é muito difícil, mas acredita na hipótese de uma virada. “De repente, as pessoas podem refletir sobre o voto e mudar de candidato em cima da hora”, diz. Mesmo perdendo as eleições, Fátima Passos afirma que vai continuar ligada à política, militando no PSDC. Ela não descarta a hipótese de concorrer a uma vaga na Câmara Legislativa em 2010.

Um comentário:

André Souza disse...

Lamento informar, mas o PSDC não tem nenhum deputado federal.