Notas Expressas

Tivemos um enxugamento do nosso corpo de repórteres, mas estamos, aos poucos, retomando o ritmo de publicação de matérias.
(atualizado em 20 de outubro de 2007)


segunda-feira, 31 de julho de 2006

Ajuda a um povo esquecido

Projeto de ação e mobilização leva melhorias às comunidades Kalungas
por Thaise Torres

No nordeste do estado de Goiás vivem os Kalungas, povo remanescente dos quilombolas que por lá viviam, fugidos de fazendas onde eram maltratados. Kalunga, dentre outros significados, quer dizer ‘tudo de bom’. Bom seria se esse povo realmente tivesse todas as condições de higiene e manutenção de que precisam para viver saudavelmente.

Os Kalungas viveram isolados por muito tempo e por isso não foram beneficiados com todos os avanços e facilidades da nossa sociedade. Muitas coisas que para nós são triviais, como abrir uma torneira e lavar as mãos, são desconhecidas pelos Kalunga. Ou eram.

Vários programas têm atuado junto às comunidades Kalunga para implantar facilidades como essa. É o caso do programa Mobilização Social e Educação em Saúde, que nasceu de uma parceria da Funasa, Fundação Nacional de Saúde, e da Fubra, Fundação Universitária de Brasília, com consultoria dos professores da UnB Dra. Diana Lúcia Moura Pinho e Dr. Pedro Sadi Monteiro.

No programa, a Fubra constrói casas e banheiros com o apoio da Funasa. Os Kalunga participam de oficinas que também os orientam a utilizar corretamente os banheiros. “São feitas oficinas de trabalho para a elaboração de um diagnóstico situacional das condições de vida dos moradores. O grupo do projeto realiza oficinas, para que, por meio de grupos de trabalho sejam levantados os principais problemas que afligem as comunidades”, diz o professor Pedro Sadi.

Após o levantamento das dificuldades, os Kalunga são estimulados a buscar soluções e encaminhá-las as autoridades competentes. “O trabalho deverá abranger todas as 67 localidades que envolvem três municípios, onde moram cerca de 4 mil pessoas, Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre”, conta o professor.

O projeto tem participação de alunos de graduação e pós-graduação das áreas de Medicina, Enfermagem, Comunicação Social, Farmácia, Ciências Sociais, Matemática e Química, todos da Universidade de Brasília. Eles participam das oficinas, e estimulam os grupos de moradores Kalunga a organizar os trabalhos. Eles também realizam coletas de dados de saúde, alimentação, cobertura vacinal e outros, para identificar os principais problemas das comunidades. “Durante a coleta dos dados, também são dadas pelos alunos, orientações sobre higiene e utilização dos banheiros, além das outras já passadas nas oficinas”, diz o professor Pedro.

Os trabalhos começaram em Teresina de Goiás, onde já foram completados, estão em andamento em Cavalcante e devem chegar brevemente à Monte Alegre. “A previsão de encerramento das atividades é no final deste ano ou no início do ano seguinte”, finaliza o professor.

12 comentários:

Anônimo disse...

censura nos comentários do blog...
tsc tsc tsc

CACOM disse...

O comentário que havia antes não foi censurado. A matéria foi republicada (por causa de um problema com as fotos, ainda não resolvido), e o comentário se perdeu.

Anônimo disse...

sei... sei...

Anônimo disse...

mas eu repito... saudavelmente é feio!

Anônimo disse...

Vai olhar o dicionario e depois volta aqui pra dizer se ta errado

Anônimo disse...

não to dizendo q tá errado. to dizendo q é feio.

Anônimo disse...

o blog nao tem que ser bonito, oras...

Anônimo disse...

Mas o leitor tem direito de expressar sua opinião...

Anônimo disse...

... mesmo que seja pra dizer uma bobagem

Anônimo disse...

mesmo que seja...

:: Joker :: disse...

Mas que discussa~o estúpida. Cadê as fotos?

Anônimo disse...

cadê?!