Notas Expressas

Tivemos um enxugamento do nosso corpo de repórteres, mas estamos, aos poucos, retomando o ritmo de publicação de matérias.
(atualizado em 20 de outubro de 2007)


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quinta-feira, 24 de maio de 2007

Série CAs: CAEF

A começar pela porta, o CAEF é um dos CAs mais alternativos
Texto e fotos por Gláucia Cristina


Inaugurado em 1985, o Centro Acadêmico de Engenharia Florestal é considerado uma conquista pelos alunos. Uma sala logo ao lado do que antigamente era o espaço do CA estava inutilizada. Sabendo disso, os alunos tomaram e fizeram a extensão da área por si próprios.


A entrada alternativa e a pracinha

De um vidro quebrado surgiu uma pequena porta. Essa é a entrada alternativa para o CA a partir da pracinha - ponto de encontro dos que querem conversar ou apenas passar o tempo ao ar livre, relaxando.

Dentro do CAEF, o tom despojado prevalece. Pôster do Bob Dylan no teto, ventiladores enfeitados e murais feitos com caixas de ovos, cola e água pintados ao redor enfeitam uma parede em que antes havia muitas frases escritas. O CA possui computador, aparelho de som, sofá e freezer, que atualmente guarda as pizzas que sobraram de uma última confraternização. Além desse tipo de confraternização mais simples, o CAEF realiza semestralmente a "Floresta em Festa", festa que já é tradição no curso assim como as cervejadas, que acontecem às sextas-feiras, na pracinha.

Veteranos são os maiores freqüentadores do CAEF

A visão sobre o CA é quase unânime: além de um local para se passar o tempo, o CA é um lugar representativo, onde os alunos têm a oportunidade de estudar e conseguir contatos profissionais.

Alunos engajados
No ano de 2000, os alunos de Engenharia Florestal, munidos de mudas e ferramentas, se reuniram para protestar na Esplanada dos Ministérios por conta de uma mudança no Código Florestal que pretendia reduzir a área de reserva legal do cerrado. O protesto começou pacificamente, mas acabou com a intervenção da polícia, que confiscou os instrumentos e dispersou os manifestantes com uso de cacetetes. “Eles só foram embora quando os parlamentares apareceram. Nunca devolveram nossas ferramentas”, delata um ex-aluno que não quis se identificar.

Outra manifestação realizada pelos estudantes foi pela reabertura das piscinas do Centro Olímpico. De sunga e biquíni, eles nadaram nas piscinas e invadiram a reitoria. As fotos do evento foram colocadas num quadro e são mostradas com orgulho e entusiasmo; no entanto, o objetivo foi alcançados apenas cirscunstancialmente. As piscinas foram novamente fechadas pouco tempo depois.