Notas Expressas

Tivemos um enxugamento do nosso corpo de repórteres, mas estamos, aos poucos, retomando o ritmo de publicação de matérias.
(atualizado em 20 de outubro de 2007)


quarta-feira, 13 de junho de 2007

Futebol!

O Eremita

Por Vítor Matos

Semana passada, aqui mesmo neste honroso espaço, reivindiquei o frio, tão comum no meio do ano, mas que tardava a chegar. O leitor – espero que não seja pretensão demais da minha parte - deve se lembrar do humilde apelo. Pois bem. Menos de sete dias depois fui atendido, o inverno brasiliense deu as caras. Tudo leva a crer que tenho prestígio com as autoridades celestes. Algo como uma linha direta com o Olimpo.

Doravante usarei minha influência para exigir benesses mais ambiciosas e menos comprometidas com o bem mundial. A primeira delas: Requisito, oficialmente, que em 2007 não tenhamos o mês de julho, passemos direto a agosto. Ninguém vai sentir falta. E antes de algum inconveniente reclamar, argumentando que perderá seu aniversário ou o Independence Day, retruco desde já que será por um motivo maior. Julho será danado.

O Pan-Americano do Rio. Isso não é uma competição, é um imenso piquenique das Américas, uma festinha para sacudir a vida do público, da imprensa e dos atletas medíocres. E a alegria forçada com que a mídia trata o Pan? E a polêmica em torno da música que a Dayane dos Saltos vai usar? E os heróis que cortavam cana no interior de Shangri-lá, começaram a correr descalços na estrada de terra e hoje – como é forte o brasileiro – são maratonistas profissionais? Meu estômago.

Se a tocha do Pan-Americano passar em Brasília, e há de passar, eu jogarei água nela. Até apagar.

Em julho também tem Copa América, na Venezuela. Enquanto o Dunga estiver na Seleção qualquer jogo do Brasil será um teste pra paciência. Seja lá quem tenha contratado o Dunga, sei que o fez por brincadeira. Pois bem, a graça já acabou. Tragam o futebol de volta.

Aviso: na última noite do mês este colunista estará de vigília, enrolado no seu colchão do Mickey e encarando o relógio de pulso. Se por acaso, depois da meia-noite, perceber que a data mostrada no visor for 1º de julho e não de agosto, apelarei. Ira e revolta.

O mundo é pequeno demais pra mim e o mês de julho. Se ele fica, eu saio. Vou pra uma montanha qualquer, nos confins de Katmandu, o que, aliás, sempre foi um projeto. Viro eremita. Passarei a nutry e a água da neve, compartilhando meus escassos víveres com um provável bode montanhês que irá aparecer. Além do mais, lá de cima estarei mais perto dos entes superiores, dos senhores do tempo. Assim poderemos debater melhor nossa relação, estremecida, e quem sabe eles me convençam a voltar.

Um comentário:

Gabriel disse...

Nutry de banana do Extra